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Sábado, Outubro 23, 2021

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Ferreira do Zêzere | António Cotrim expõe na terra em homenagem às raízes maternas

O jornalista António Cotrim, autor da exposição “Rostos de Timor”, tem raízes no concelho de Ferreira do Zêzere, onde nasceu e viveu a sua mãe em grande parte da sua vida. A revelação foi feita na manhã deste sábado, 11 de março, por ocasião da inauguração da sua exposição de fotografia na Biblioteca Dr. António Baião, em Ferreira do Zêzere. Maria Lucinda Cotrim estava presente neste momento, a par de alguns convidados, entre os quais a pintora Élia Ramalho e três amigas timorenses.

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“Esta foi uma forma de eu prestar uma homenagem pública à minha mãe que me ofereceu a primeira máquina fotográfica há quase 40 anos. A minha mãe é de Ferreira do Zêzere, nasceu em Águas Belas. Foi ela que me ensinou o que era ser ferreirense, algo de que pretendo não me afastar”, disse ao mediotejo.net.

O fotografo homenageou publicamente a sua mãe, Maria Lucinda, natural de Ferreira do Zêzere Foto: mediotejo.net

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António Cotrim elegeu uma foto, do conjunto dos 12 rostos de Timor que estão em exposição, tirada a um timorense vestido com trajes tradicionais, durante uma cerimónia em que aguardavam a chegada de um político português. “Esta é a foto que mais gosto por causa da expressão. Mostra um olhar forte, de dignidade, respeito por pessoas que sofreram, foram espezinhadas, torturadas mas que nunca perderam a dignidade e o respeito que tem por eles próprios e a dignidade”, disse, acrescentando que esta fotografia é patente de dignidade e respeito.

 

António Cotrim junto ao seu “rosto” preferido do conjunto das 12 fotos em exposição Foto: mediotejo.net

O autor revelou que fotografar os timorenses “é fácil” uma vez que é um povo que adora Portugal e os portugueses. “É um povo que quando ouve falar português parece que está em casa. Que não tem problemas em dar o que tem, o seu coração a quem o visita. Só tenho que agradecer ao povo timorense a forma como fui acolhido”, disse.

Jacinto Lopes, presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, marcou presença na inauguração da mostra Foto: mediotejo.net

Tinha 11 anos quando decidiu ser fotógrafo, trabalhando no mundo da comunicação social desde muito novo. Disse ainda que, ao longo da sua vida, teve a sorte de trabalhar com os maiores fotógrafos portugueses (Alfredo Cunha, Luís Vasconcelos, Rui Gageiro, Acácio Franco, António Freitas)  e de aprender o que era a fotografia. “Recordo com carinho aquele tempo em que se tinha que fotografar e ir para o laboratório revelar e imprimir. Sensações que hoje não se têm porque é tudo digital e que, em poucos segundos, se consegue pôr uma foto em qualquer parte do mundo”, considera, acrescentando que tem saudades da fotografia a preto e branco.

Autarcas e convidados que estiveram presentes na inauguração da mostra na manhã deste sábado, 11 de março Foto: mediotejo.net

O presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere realçou que o autor da exposição é mais um descendente de uma família ferreirense  e que está muito bem na sua atividade profissional. “Tem um excelente nome, quer nacional quer internacional pelo que é um orgulho imenso ter uma exposição do António Cotrim em Ferreira do Zêzere, ainda por cima com a temática que é: o povo irmão de Timor”, disse o autarca, recordando que pelo concelho também já passou D. Ximenes Belo, um dos grandes representantes de Timor.

A título de curiosidade, uma das convidadas timorenses, Joaninha, reconheceu a sua tia Etelvina numa das fotografias em exposição, tirada durante a realização de uma missa evocativa do massacre de Santa Cruz, a 12 de novembro de 1991. Élia Ramalho, que também tem ligações fortes a Ferreira do Zêzere, referiu que já esteve algumas vezes em Timor, considerando que mais do que a questão de educação, a principal dificuldade prende-se com a língua portuguesa. A mostra está patente até 29 de abril.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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