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Sexta-feira, Maio 7, 2021

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Fátima/Sri Lanka: Viagem feliz com um assalto de 3 mil euros pelo meio

Foi a primeira vez que Deepfhi Perera veio a Fátima. Chegou dia 7 de maio com um casal amigo e abandona o país esta sexta-feira, dia 14, pela madrugada. Devota de Nossa Senhora de Fátima, viveu com grande alegria os dias em Portugal e as cerimónias de 12 e 13 de maio. Tudo perfeito, não fora o episódio em que lhes roubaram uma mala e cerca de 3 mil euros…

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O Sri Lanka é uma ilha independente no sudeste da Índia, na Ásia. Deepfhi Perera explica que existe uma Igreja dedicada a Nossa Senhora da Fátima e que, apesar da maioria da população ser budista, há uma larga comunidade católica – razão pela qual quis vir a Portugal, a Fátima, participar nas cerimónias do 13 de maio. Refere que a viagem para uma pessoa de classe média, como ela, não é muito acessível, mas veio acompanhada com um casal que há muitos anos faz esta peregrinação.

Encontramos Deepfhi no final da missa de dia 13, sexta-feira, junto ao presbitério, erguendo com dificuldade (foi uma manhã de muito frio e vento) a bandeira do Sri Lanka. Refere que vinha com roupas de verão, tranquila com o clima português, mas o grupo foi surpreendido com o frio e a chuva. Arranjaram algumas roupas mais quentes, ficaram instalados num hotel em Santarém e encaminharam-se este 12 e 13 de maio para Fátima.

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Dia 12 aconteceu algo que não previram. Largaram as malas por breves instantes, já no recinto do Santuário. Algum tempo depois aperceberam-se que uma maleta e cerca de 3 mil euros em dinheiro tinham sido roubados. Deepfhi conta a história em desalento mas algo divertida ao narrar as circunstâncias do episódio. Foram à polícia, fizeram queixa, aperceberam-se com alívio que os passaportes não tinham sido roubados. Mas “é triste”, comenta.

Deepfhi Perera. foto mediotejo.net
Deepfhi Perera. foto mediotejo.net

À medida que caminha com o mediotejo.net ao encontro do casal amigo, Deepfhi vai revelando as suas impressões sobre Portugal. As pessoas, refere, “são muito calmas”. “Na Índia e no Sri Lanka é tudo muito rápido”, constata. Gosta das flores que vê em Portugal, vai contando, revelando também que apesar de estar na faixa etária dos 50 anos tem quatro filhas e três netos. “Gosto das pessoas. São muito honestas”, comenta, apesar do mau episódio do dia anterior.

Chegados junto do casal amigo, que assistiu às cerimónias perto da Cruz Alta, estes comentam que começaram a vir ao Santuário de Fátima em 1969 e que hoje são visita frequente. Uma altura assistiram na Índia a um fenómeno semelhante ao do milagre do sol de Fátima de 1917 e ficaram para sempre devotos de Nossa Senhora de Fátima. Vêm com bastante frequência a Portugal e este ano trouxeram Deepfhi consigo.

Perguntamos se o pequeno grupo gostava de assistir ao 13 de maio de 2017. “Vai estar muita confusão”, comentam, referindo que preferem datas mais calmas, como a deste ano.

Já são conhecidos os resultados da Operação Peregrinação Segura da GNR

No âmbito das celebrações do 99.º Aniversário das Aparições de Fátima, a Guarda Nacional Republicana (GNR) reforçou, desde o dia 4 de maio até ao dia de hoje, 13 de maio, a ações de patrulhamento nas principais vias de acesso à cidade de Fátima e respetivo santuário, com o objetivo de garantir a segurança dos peregrinos durante as deslocações e nas celebrações religiosas.

Em comunicado, a GNR refere que, na primeira fase da operação, mais de 4 000 militares realizaram cerca de 2 000 ações de patrulhamento orientadas para as vias utilizadas pelos peregrinos no deslocamento até Fátima.

Numa segunda fase, a operação incidiu na cidade de Fátima, com particular atenção ao santuário e zona envolvente, tendo-se registado:

  • Duas carteiras furtadas recuperadas;
  • Uma participação por furto de carteira;
  • Três pessoas assistidas, posteriormente encaminhadas para a Autoridade Nacional de Proteção Civil.
  • Dois acidentes de viação, sem feridos.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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