Fátima: Vaticano elogia os “fracos” que amam os próximos e critica os “fortes”

O secretário de Estado do Vaticano despediu-se hoje de Fátima com elogio aos “fracos”, que amam realmente os próximos, e com críticas aos “fortes e poderosos”, que apenas se amam a si e entre si.

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Pietro Parolin, que presidiu hoje e na quarta-feira à última peregrinação internacional a Fátima antes da visita do papa Francisco à Cova da Iria, prevista para maio de 2017, questionou esta dicotomia entre “fracos e fortes” e aludiu ao apóstolo Paulo, que relevava que a “força de Deus se manifesta plenamente na fraqueza”.

“Quando se ama realmente o próximo, tornamo-nos ‘fracos’, porque já não se aceitam as regras, as ideias e os comportamentos dos ‘fortes’ que se amam apenas a si mesmos. No máximo, amam os seus ‘clones’, ou seja, aqueles que são como eles. Os ‘fortes’ e os ‘poderosos’ amam os ‘fortes’ e os ‘poderosos’”, sublinhou.

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Mas a fraqueza a que aludia o apóstolo Paulo, explicou o chefe da diplomacia da Santa Sé, “não é a da mesquinhez, do medo e da imoralidade; mas sim a fraqueza que deriva do amor ao próximo”.

Pietro Parolin pediu ainda aos peregrinos para ajudarem na construção de uma Igreja que “anuncia o Evangelho não obstante as contradições e os lados obscuros da vida; antes, dentro deles”.

Na quarta-feira, Parolin tinha questionado o Mundo que “vive segundo a lei do mais forte e se deixa tragicamente encantar pela mentira”, e apelou a uma vivência na Igreja com “verdade e paz”.

Então na Saudação aos Peregrinos, o cardeal disse também que o Mundo “faz da corrupção o segredo duma vida bem-sucedida” e, por outro lado, elogiou quem vive com “justiça e fraternidade”.

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Na homília de quarta-feira, Pietro Parolin apelou à descoberta do mundo interior em oposição à atração pela era da informação.

A peregrinação de outubro, que hoje termina, assinala os 99 anos da sexta e última aparição, e será a última antes da visita do papa Francisco a Fátima.

Na quarta-feira, em conferência de imprensa, Parolin garantiu que Francisco deseja visitar Fátima, como peregrino mariano, deixando entender que o papa estará realmente em 2017 em Portugal, mas apenas para uma visita à Cova da Iria.

“Creio que o papa se quererá concentrar no centenário das aparições”, disse então o chefe da diplomacia da Santa Sé, aludindo a uma visita “breve”.

Parolin acrescentou que os detalhes da visita serão conhecidos em breve.

Inscreveram-se na peregrinação internacional aniversária de outubro 92 grupos organizados, oriundos de Timor-Leste, Senegal, Suíça, Nigéria, Polónia, Itália, Filipinas, Hungria, Reino Unido, Estados Unidos, Espanha, Eslováquia, Croácia, Coreia do Sul, França, Irlanda, Benim, Brasil, Bélgica, Áustria, Austrália, Alemanha e, naturalmente, Portugal.

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