Quinta-feira, Março 4, 2021
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Fátima | Missas, promessas e bênçãos são gratuitas afirma Diocese

Depois do Santuário de Fátima, também a Diocese de Leiria-Fátima se manifestou em comunicado de imprensa contra as empresas de venda de promessas religiosas, mas também de venda de missas e objetos benzidos a preços inflacionados. O texto, publicado a 22 de dezembro no site da instituição, explica que, segundo a lei da Igreja Católica, nos pedidos de celebração de missas por intenção dos fiéis está estabelecido que “se evite inteiramente qualquer aparência de negócio ou comércio” (cf cân. 947).

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“Têm vindo a público anúncios de empresas que promovem a “venda” de Missas, objetos religiosos benzidos ou outros serviços relacionados com pagamento de promessas em Fátima. A Diocese denuncia e reprova tais práticas”, começa por afirmar a instituição. Através do vigário geral, Padre Jorge Guarda, a Diocese de Leiria-Fátima explica de seguida o porquê desta posição.

“A comunicação social tem dado conta, há tempos atrás e recentemente, de iniciativas de caráter comercial e atendimento a pessoas que precisam de ajuda espiritual, em Fátima, oferecendo serviços pagos de encomendas de missas, pagamento de promessas ou difusão de objetos religiosos benzidos por sacerdotes. As notícias públicas motivaram reações e pedidos de informação sobre tais atividades”, refere.

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A Diocese de Leiria-Fátima esclarece assim que “o Bispo de Leiria-Fátima reprova a transformação da devoção religiosa e das expressões de fé em produtos comerciais e o seu aproveitamento para fins lucrativos. O louvável é que as pessoas ou grupos se tornem gratuita e compassivamente intercessoras ou portadoras das necessidades, sofrimentos e preces dos seus irmãos nos santuários e outros locais de oração”.

“O Bispo de Leiria-Fátima repudia a mediação lucrativa para a celebração de missas. O pedido de intenções de missas por intenção particular dos fiéis católicos deve ser feita gratuitamente junto dos sacerdotes ou de instituições religiosas credíveis. E pode ser feito nas paróquias onde as pessoas residem”, continua.

“Não é aceitável a venda de objetos religiosos por quantia acima do seu valor comercial alegando terem a bênção de sacerdotes. Esta é sempre gratuita e não pode ser aproveitada abusivamente para exploração económica de pessoas em situação de fragilidade”, afirma.

“Alertamos os fiéis para que, em situações problemáticas ou por devoção mal entendida, não se deixem enganar por ofertas e promessas fáceis de serviços ou benefícios religiosos. Procurem pedir esclarecimento ou conselho junto de sacerdotes ou de outras pessoas religiosamente fiáveis e bem formadas, antes de aceitar uma proposta ou solução”, termina.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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