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Fátima | Militares de França e Espanha apoiam peregrinação de maio

O crescimento significativo do número de visitantes estrangeiros que visitam o Santuário de Fátima fez com a GNR avaliasse a necessidade de ter profissionais que soubessem falar algumas das línguas mais comuns entre as peregrinações estrangeiras. A peregrinação deste 12 e 13 de maio está por isso a ser apoiada pela Gendarmaria Nacional (França) e pela Guardia Civil (Espanha), no âmbito da cooperação nacional já existente entre as forças militares.

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Segundo explicou ao mediotejo.net o Tenente-Coronel Paulo Silvério, comandante territorial da GNR de Santarém e comandante da operação “Peregrinação Segura 2018”, existe uma longa tradição de cooperação entre Portugal e, em particular, França.

A nível internacional há inclusive duas associações que já estabelecem este tipo de parcerias entre forças de segurança militares, quer em termos de partilha de boas práticas como de apoio operacional: a FIEP – Associação Internacional de Gendarmarias e Forças de Polícia com estatuto militar e a EGF – Força de Gendarmaria Europeia, respetivamente.

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Com o crescimento do número de estrangeiros em Fátima, a presença de elementos de segurança que conseguem ultrapassar a barreira linguística é encarada como uma mais valia pela GNR.

Veronique de Oliveira (esq.) e Maria dos Anjos Fernandez (dirt.) vão acompanhar a GNR portuguesa (centro) Foto: mediotejo.net

De França chegou este ano, pela primeira vez, a Fátima uma luso-descendente, Veronique de Oliveira, há 33 anos na Gendarmaria Nacional. O avô era natural de Felgueiras e Veronique aprendeu a falar português a ouvir a comunidade portuguesa em França. Tendo aberto a possibilidade de participar na segurança da peregrinação aniversária de maio em Fátima, ofereceu-se para colaborar, tendo em conta que preenchia o requisito de falar a língua portuguesa.

Veronique está em Fátima sobretudo pela experiência e pelo intercâmbio de conhecimentos. Conforme explica, “a arma é diferente, a lei é diferente”. Da multidão não tem receio, uma vez que já acompanhou as peregrinações de Lourdes. “Estou aqui para facilitar a comunicação”.

A militar faz parte da geração das primeiras mulheres que integraram a Gendarmaria Nacional, tendo entrado em 1985. Hoje integra uma equipa responsável pelas transmissões e informática na qual só existem 10 mulheres. A paridade nas forças francesas parece no entanto estar a crescer, com cerca de 1/3, segundo cálculos que faz rapidamente, de mulheres nesta força.

De Espanha, bem perto da fronteira de Marvão, chegou Maria dos Anjos Piris Fernandez, que se ofereceu, também pela primeira vez, para a vaga aberta na Guardia Civil para integrar a segurança de Fátima neste 13 de maio. Teve uma avó que nasceu em Castelo de Vide, refere, mas foi viver para o outro lado da fronteira ainda criança. Maria dos Anjos está a estudar português e quis aproveitar a oportunidade no apoio à tradução.

Decidiu entrar na Guardia Civil quando tinha já 27 anos, há mais de uma década, retomando um sonho que não conseguiu concretizar no fim da adolescência. “Venho pela experiência. Quero ver uma operação com tanta logística, quero conhecer a cultura”, explica, frisando o seu interesse em todo o intercâmbio de conhecimento. “A perspetiva é voltar”, adianta, já a pensar numa próxima oportunidade.

A particularidade das duas militares estrangeiras serem mulheres levanta novamente a questão da paridade nas forças de segurança. Maria dos Anjos comenta que em Espanha ainda há caminho a percorrer. Dos 70 mil operacionais, só 5/6 mil são mulheres.

No decorrer da conferência de imprensa da GNR de sexta-feira, 11 de maio, o mediotejo.net questionou se o grande aumento de turistas asiáticos não tem causado novas necessidades de apoio à tradução para as forças de segurança, para além das línguas europeias.

Segundo o Capitão Carlos Canatário, da GNR de Tomar, o aumento “exponencial” de visitantes provenientes da Ásia foi constatado sobretudo em 2017 e a necessidade sentida, mas a comunicação tem-se conseguido realizar por meio do inglês.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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