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Sexta-feira, Maio 14, 2021

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Fátima: Igreja apela aos peregrinos para rezarem pelos refugiados

O cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, apelou hoje aos peregrinos presentes em Fátima para rezarem pelas “vítimas e refugiados”, perante cerca de 180 mil peregrinos, 340 sacerdotes e 38 bispos que acompanham as celebrações dos 99 anos das Aparições de Fátima.

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“Mistérios de Cristo, que Maria ensina, a favor de todos e das variadas situações de vida e dos povos – como aqui rezamos por sãos e enfermos, sós ou sem trabalho, vítimas e refugiados, neste Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, disse, na homilia da missa que antecede a procissão do adeus da peregrinação aniversária internacional, 99 anos após as aparições.

O cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, presidiu na quinta-feira e hoje à peregrinação internacional que decorreu no Santuário de Fátima e que celebrou o 99.º aniversário das aparições.

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Esta peregrinação foi a primeira grande celebração no novo altar do recinto de oração que permite uma maior visibilidade da também renovada basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

“O meu espírito alegra-se em Deus, meu Salvador” foi o tema desta peregrinação que, para além das habituais cerimónias litúrgicas, incluiu o acolhimento da imagem da Virgem Peregrina – que viajou ao longo de um ano pelas 21 dioceses portuguesas do continente e ilhas, conventos e mosteiros de clausura – e a consagração dessas mesmas dioceses a Nossa Senhora de Fátima, na presença de todos os bispos portugueses.

O Santuário de Fátima anunciou a presença de 177 grupos de peregrinos.

Fátima: Cardeal patriarca elogia solidariedade e compaixão dos peregrinos

O cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, agradeceu ontem em Fátima aos peregrinos, “transportados por sentimentos de solidariedade e compaixão” e que vão ao “encontro dos outros, carentes de visita, serviço e companhia”.

Durante a homilia que encerrou o primeiro dia da peregrinação internacional de maio, 99 anos após as aparições, Manuel Clemente disse que os peregrinos levaram a Fátima o mesmo Jesus que Maria levou a Santa Isabel (“trata-se da Visitação da Virgem a Santa Isabel, como São Lucas a recorda no seu Evangelho”) e que lhes deu “ânimo para continuar estrada fora e para apoiar os outros, quando precisavam de uma palavra de alento ou dum braço de amparo”.

“Deixai-me dizer-vos, caríssimos peregrinos, o muito que vos estimo e admiro, pela coragem de sair de casa e fazer-se à estrada, persistindo, rezando e ansiando por chegar aqui, como finalmente estais. Como Maria a caminho da casa de Isabel, fostes transportados por sentimentos de solidariedade e compaixão, nas intenções que trazíeis e mantendes. Por algum familiar ou amigo, que espera saúde, trabalho ou paz. Por motivos coincidentes, em relação à paz no mundo e a tudo o que a contraria ou demora”, sublinhou.

Manuel Clemente disse ainda aos peregrinos que estes depois regressam a casa e continuarão a “Visitação” junto dos “familiares, vizinhos e companheiros de terra, trabalho e convivência: para que tenham vida, na sua fonte inesgotável, que é o próprio Deus”.

“Deste lado estamos para receber e deste lado estamos para oferecer Jesus ao mundo, o nosso mundo”, sublinhou.

O cardeal patriarca recordou também a mensagem aos pastorinhos: “que se convertessem, por si e pelos outros, que rezassem pela paz e advertissem da guerra, que mostrassem em si mesmo o que devemos ser todos, como crianças e filhos diante de Deus, simples e fraternos diante dos homens”.

“Por isso valeu Fátima, há quase cem anos. Por isso vale agora, na mesma razão”.

Manuel Clemente apelou ainda aos peregrinos para se compreenderem, “na dimensão perfeita que a Visitação há de ter, hoje e em toda a vida”.

O cardeal patriarca abordou também o sacrifício dos pastorinhos, que pediram “por todos, doentes, soldados e muitos outros, sem esquecer o Santo Padre e a Igreja” e explicou que a conclusão, mediante “tudo isto”, só pode ser uma: “Aconteceu aqui, vai para um século, o que começou há dois milénios no Israel de então – a Visitação de Deus, na obra de Cristo, marianamente envolvida”.

E na “verdade”, concluiu Manuel Clemente, “longe ou perto, a Visitação continua”.

c/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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