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Domingo, Julho 25, 2021

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Fátima | Homenagem a Mons. Joaquim Carreira em Sta Catarina da Serra

Nasceu a cerca de seis quilómetros dos limites do concelho de Ourém, em Souto do Cima, Caranguejeira (Leiria), tendo sido nos anos 30 fotógrafo oficial do Santuário de Fátima. Monsenhor Joaquim Carreira, o “padre aviador” que em Roma, no final da II Guerra Mundial, salvou judeus e antifascistas, foi homenageado no dia 26 de maio, sexta-feira, em Santa Catarina da Serra (Leiria), localidade junto a Fátima, em iniciativa da Escola Básica de Santa Catarina da Serra. Os mais novos puderam lembrar a ação humanitária de monsenhor Joaquim Carreira, que salvou perto de duas centenas de pessoas, incluindo vários judeus, das perseguições nazis.

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No próximo dia 30 de maio, em Roma, a Fundação Raoul Wallenberg, que se dedica à difusão dos valores da solidariedade e coragem cívica de pessoas e instituições que salvaram judeus do Holocausto, vai atribuir, numa cerimónia em Roma, o título de Casa da Vida ao Colégio Pontifício Português, precisamente por causa da ação do padre Carreira.

Esta homenagem, levada a cabo com os alunos do 9º ano e alunos do Clube UNESCO da Escola Básica de Santa Catarina da Serra, culminou com a inauguração, no jardim exterior da escola, de um pequeno monumento evocativo de monsenhor Joaquim Carreira, enquadrando, assim, outras duas figuras já anteriormente homenageadas: Aristides de Sousa Mendes e Humberto Delgado.

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Nascido na região entre Leiria e Fátima, o Padre Joaquim Carreira exerceu nos anos 30 funções como fotógrafo oficial do Santuário de Fátima, elaborando um pequeno album intitulado “Vistas de Fátima”. Posteriormente tornou-se reitor do Colégio Pontifício Português, de Roma, uma instituição onde residem padres portugueses que estudam na capital italiana. Entre setembro de 1943 e junho de 1944, coincidindo com a ocupação nazi da cidade de Roma, deu abrigo a dezenas de refugiados, acolhendo-os no Colégio ou levando-os para outras casas religiosas.

A lista dos nomes das pessoas que foram recebidas no Colégio constam de um relatório que ele escreveu depois do final da ocupação nazi. Em setembro de 2014, o Yad Vashem, o Memorial do Holocausto, de Jerusalém, atribuiu ao padre Carreira o título de “Justo Entre as Nações”, fundamentado no testemunho de Elio Cittone, que esteve refugiado no Colégio, no final de 1943, com o pai e o tio. Em 15 de Abril de 2015, na Sinagoga de Lisboa, o padre João Carreira Mónico recebeu, em nome da família, a medalha e o certificado de “Justo Entre as Nações”, atribuídos ao padre Joaquim Carreira.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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