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Sábado, Julho 24, 2021

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Fátima: Duas investigações querem recuperar árvore genealógica dos Pastorinhos

A junta de freguesia de Fátima lançou na sexta-feira, 18 de março, o livro “O Núcleo Familiar dos Três Pastorinhos”. O trabalho, apoiado pela Associação Portuguesa de Genealogia, integra as comemorações do Centenário das Aparições e procurou recuperar a árvore genealógica das famílias Santos e Marto. Outra investigação, realizada por uma familiar dos três pastorinhos, deverá ser apresentada em Abril.

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“Penso que não se poderia fazer muito mais”, afirmou José Caldeira, diretor da Associação Portuguesa de Genealogia, explicando que na região de Leiria, bastante fustigada pelas invasões francesas de 1811, é muito complicado fazer investigação genealógica. Os franceses queimaram na época os registos, o que não permite procurar antepassados muito além dessa época. “O livro ficou muito bem feito”, salientou, frisando esta lacuna que existia nos estudos sobre o fenómeno de Fátima.

“Só 99 anos depois dos acontecimentos é que há um livro sobre a genealogia dos Pastorinhos”, lamentou, comentando que se na altura, em 1917, se tivesse realizado esse trabalho, haveria testemunhos que ainda poderiam ter dado detalhes sobre os seus antepassados. “É possível que ainda haja coisas que se possa fazer”, estudando-se outras raízes familiares dos primos de Aljustrel.

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Há neste momento outra pessoa a fazer uma investigação genealógica sobre os Pastorinhos. O mediotejo.net contactou Jacinta Eugénia Henriques, familiar dos três jovens, que referiu que a obra só estará pronta em Abril e que prefere não avançar nada sobre o tema. Este estudo em particular foi lembrado pelo historiador José Manuel Poças das Neves, a quem competiu a apresentação do livro já concluído, comentando outras obras que poderão ajudar a colmatar as falhas existentes a nível genealógico.

As famílias de Fátima, como a Santos e Marto, conforme lembrou Poças das Neves e um dos autores, Luís Menezes, estavam unidas por casamento a pessoas das localidades circundantes, com especial enfoque em Reguengo do Fetal (Batalha) onde também existia um culto a Nossa Senhora. Dedicadas à pastorícia e à agricultura, tal não impediu que alguns dos seus elementos tivessem passado por África.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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