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Quinta-feira, Setembro 23, 2021

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Fátima | Arcebispo do Luxemburgo destaca contributo dos migrantes para riqueza económica e cultural

O arcebispo do Luxemburgo, cardeal Jean-Claude Hollerich, destacou hoje em Fátima o contributo dos migrantes para a riqueza económica e cultural dos países de acolhimento, e considerou que a fé sem espírito de serviço não passa de um sentimento.

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“Caros amigos portugueses, caros emigrantes, caros refugiados, com as vossas mãos, trabalho, suor do rosto, inteligência, sacrifício das vossas famílias tendes ajudado a construir a riqueza económica e cultural dos países que por esse mundo fora vos acolhem”, afirmou Jean-Claude Hollerich, também presidente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia (Comece), na missa que encerra a peregrinação internacional aniversária de 12 e 13 de agosto ao Santuário de Fátima.

A peregrinação, considerada como a dos emigrantes, integra a peregrinação nacional do migrante e do refugiado, este ano subordinada ao tema “Rumo a um nós cada vez maior”, o título da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, em 26 de setembro.

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O arcebispo referiu a sua experiência na arquidiocese do Luxemburgo, onde 15% dos cerca de 634.700 habitantes são portugueses, para dizer que encontra “frequentemente muitas famílias portuguesas e lusófonas”, assinalando que as comunidades portuguesas “um sinal de esperança para a Igreja” que peregrina no grão-ducado.

Agradecendo aos emigrantes e refugiados pelo “serviço ao bem comum da sociedade e da Igreja” e considerando que “a Europa hoje vive longe de Deus”, que esqueceu, o presidente da Comece pediu àqueles para que com o espírito de serviço, fé e religiosidade procurem “continuar a ajudar os países que vos acolhem para viver, a não perderem a esperança”.

Antes, o cardeal desafiou os fiéis a colocarem-se ao serviço dos outros, começando pela família.

“Apelo-vos a alargar este espírito de serviço aos vossos vizinhos, às pessoas com quem vos cruzais habitualmente, aos vossos amigos”, mas também aos doentes e idosos, continuou.

Arcebispo do Luxemburgo presidiu à peregrinação de agosto Foto: Santuário de Fátima

Para Jean-Claude Hollerich, “a verdade é que a fé sem espírito de serviço não passa de um sentimento e os sentimentos são passageiros”, defendendo que “a atitude de serviço pode ser posta à disposição da Igreja”.

“As paróquias precisam de homens e mulheres, jovens e adultos, dispostos a servir o Evangelho e o próximo. Na catequese não é necessário ter um doutorado em teologia, mas uma fé viva é bem mais importante e fecunda na transmissão da fé aos mais novos ou adultos”, disse.

O cardeal jesuíta acrescentou que “nos grupos de solidariedade cristã são precisas pessoas abertas que favoreçam o acolhimento dos refugiados e migrantes”, e, no final, abençoou os peregrinos de Fátima, as comunidades portuguesas e seus missionários, e Portugal.

Na celebração, que contou com dois cardeais, cinco bispos e 47 sacerdotes, os peregrinos rezaram pelas comunidades de portugueses e lusodescendentes espalhadas pelo mundo e pelas vítimas da pandemia de covid-19, e pediram aos governantes “para que evitem o nacionalismo indiferente à sorte dos mais pobres e desenvolvam políticas de hospitalidade que abram as sociedades que governam aos migrantes e refugiados”.

Apesar da lotação ter aumentado, Santuário não encheu Foto: Santuário de Fátima

A peregrinação, limitada à presença de cerca de 15 mil fiéis devido à pandemia, tendo sido atingida, pelas 11:00, 90% da lotação no decurso da missa, incluiu, no ofertório, a entrega de trigo.

Segundo o santuário, no ano passado foram oferecidos 4.973 quilogramas de trigo e 504,5 quilogramas de farinha, tendo-se consumido no templo cerca de sete mil hóstias médias, 50 hóstias grandes, cerca de 371.300 partículas e 30 partículas para celíacos, nas 2.784 missas.

Cardeal D. António Marto: Todos são chamados a construir fraternidade universal multicolor

O bispo da Diocese de Leiria-Fátima, cardeal António Marto, afirmou hoje, no Santuário de Fátima, que todos são chamados a construir uma fraternidade universal multicolor.

“Esta peregrinação de migrantes, emigrantes e imigrantes, vindos dos mais diversos povos, é uma experiência viva e concreta daquela fraternidade universal multicolor que todos somos chamados a construir através do intercâmbio e da riqueza de povos e culturas, mas na harmonia e na paz entre todos”, disse António Marto.

O cardeal falava na saudação final aos fiéis que participavam na peregrinação internacional aniversária de agosto ao Santuário de Fátima, que hoje terminou.

Para o bispo de Leiria-Fátima, “esta peregrinação de migrantes vindos de diversos povos mostra a evidência [de] como a oração” do Santuário de Fátima “está ligada à geografia do mundo, a todas as necessidades e problemas dos povos e países de onde partem ou onde chegam e são acolhidos todos os migrantes e refugiados”.

“A nossa oração é universal e torna o nosso coração universal também e aqui recebemos, por intercessão de Maria, o dom da consolação, da esperança, da fortaleza e da alegria, para caminharmos juntos, para construirmos juntos o futuro de justiça e de paz do mundo planeta”, realçou o cardeal.

Ao referir-se ao presidente da peregrinação, o arcebispo do Luxemburgo e presidente Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia, Jean-Claude Hollerich, António Marto salientou que se tem “mostrado um grande defensor da dignidade e dos direitos dos migrantes e dos refugiados”, além de que é um grande devoto de Fátima e grande amigo das comunidades portuguesas.

A peregrinação de 12 e 13 de agosto, considerada a dos emigrantes, integrou a peregrinação nacional do migrante e do refugiado, no âmbito da 49.ª Semana Nacional de Migrações.

A semana tem como tema “Rumo a um nós cada vez maior”, o título da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que se assinala em 26 de setembro.

Esta semana, além da peregrinação, inclui apenas, devido à pandemia de covid-19, o pedido para lembrar os migrantes e refugiados nas missas, e no dia 15, numa jornada de solidariedade, os ofertórios das missas revertem para o Secretariado Nacional da Mobilidade Humana.

Agência de Notícias de Portugal

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