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Quarta-feira, Outubro 27, 2021

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Fátima, Abrantes e Tomar destacam-se nos prémios da Associação de Atletismo de Santarém

Os clubes de atletismo dos concelhos de Ourém, Tomar e Abrantes destacaram-se entre os premiados de 2018 da Associação de Atletismo de Santarém, que este sábado, 8 de dezembro, atribuiu o “Prémio Carreira” a Susana Estriga, do Sporting Club de Abrantes. Numa pequena cerimónia realizada no Hotel Lux Fátima, o Grupo de Atletismo de Fátima (GAF), a União Futebol Comércio e Indústria de Tomar (União de Tomar) e a Casa do Benfica de Abrantes (CBA) dominaram a maioria das distinções, num desporto que se afirma cada vez mais como feminino. 

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Na abertura, o presidente da direção da Associação de Atletismo de Santarém, Eduardo Gonçalves, deixou alguns apelos à Federação Portuguesa de Atletismo, nomeadamente o da construção de uma pista coberta no distrito, frisando ser necessário passar da política à ação. Atualmente, a associação tem mais de 800 associados, adiantou, esperando a instituição este ano atingir os mil.

Grupo de Atletismo de Fátima quer-se afirmar como uma das potências no atletismo feminino nacional Foto: mediotejo.net

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O responsável anunciou ainda que nesta época vão realizar-se três competições nacionais na região, duas das quais no concelho de Ourém: a competição nacional de marcha e o campeonato nacional de juvenis. “Vamos trabalhar para que o concelho não fique mal”, comentou a respeito o vice-presidente da Câmara de Ourém, Natálio Reis, manifestando a sua satisfação com a notícia e realçando o seu desejo de se apostar mais nas provas desportivas no município. Neste contexto, o vereador lembrou que está a ser ultimado um regulamento que vai definir os critérios dos apoios camarários ao desporto.

Seguiu-se a atribuição de prémios, que contemplaram várias categorias. Nos “Prémios Circuito «Todos a Correr»” foram distinguindos: Susana Rosa e António Almeida, da CBA, (1º lugar); Joana Silva, da União de Tomar, e Cláudio Mariano, da CBA (2º lugar); Mariana Silva, do GAF, e Sérgio Venâncio, do Clube Amador de Desportos do Entroncamento (3º lugar). Na mesma categoria foram distinguidos como veteranos: Luís Rufino, do Clube Desportivo em Movimento – Azinhaga, e Maria José Pinto, do União de Tomar (1º lugar); António Martins e Marketa Martins, da CBA (2º lugar); Miguel Ferreira e Carolina Feliz, do União de Tomar (3º lugar).

Daniel Vieira foi considerado o juiz do ano Foto: mediotejo.net

A União de Tomar ficou em primeiro lugar nos “Prémios Super Clube”, seguindo-se a Escola de Atletismo do Cartaxo, a Associação 20 quilómetros de Almeirim, o GAF e o Clube de Natação de Rio Maior. Nos “Juízes de Mérito” foram distinguidos: Maria Lopes Carrilho, Sofia Chagas, Gonçalo Chagas, André Justino Leandro, Maria Conceição Gonçalves, Tiago Miguel, Romina Guedes, Tiago Pederneira e Carlos Silva. O “Juiz do Ano” foi o fatimense Daniel Vieira.

Nas “Menções Honrosas”, por participação na seleção nacional, destacaram-se: Carolina Neves, Ana Oliveira e Adriana Alves do GAF; Tatiana Gonçalves da Associação 20 quilómetros de Almeirim; Margarida Mota da União de Tomar; Nádia Carvalho do Núcleo do Sporting de Torres Novas; Bruno Baptista e Inês Cunha do Clube de Natação de Rio Maior.

Carlota Gonçalves fez o União de Tomar figurar entre os campeões. O clube recebeu várias distinções e ficou em primeiro lugar como “Super Clube” Foto: mediotejo.net

Já os “Prémios Campeões” foram para: Filipe Vitorino, campeão nacional de sub-23, pelo Clube de Natação de Rio Maior; Carolina Ribeiro, campeã de júniores de heptatlo, pelo GAF; Carla Gonçalves, campeã nacional de juvenis de salto com vara, pelo União de Tomar; a equipa feminina do GAF por ser campeã nacional de 2ª divisão. Susana Estriga recebeu o “Prémio Carreira” e Inês Henriques, juntamente com o seu treinador Jorge Miguel, do Clube de Natação de Rio Maior, receberam o  “Prémio Associação de Atletismo de Santarém”, por se ter sagrado campeã da Europa de 50 quilómetros Marcha.

De todos os atletas, Inês Henriques foi a única que tomou a palavra, tendo deixado um apelo à Federação Portuguesa de Atletismo para que lute ao seu lado para a integração da modalidade da Marcha de 50 quilómetros nos Jogos Olímpicos. Tendo estado recentemente no Mónaco numa reunião sobre o tema, juntamente com uma advogado especializado, lamentou não ter ouvido nenhuma palavra da Federação de Atletismo.

“Estou a fazer algo pelo desporto, pelo atletismo português”, sublinhou, “não sei o que vai acontecer em Tóquio, mas já consegui algo fantástico para o atletismo mundial feminino”.

Inês Henriques está a lutar sozinha para introduzir os 50 km de Marcha nos Jogos Olímpicos e deixou o alerta à Federação Portuguesa de Atletismo Foto: mediotejo.net

Já Susana Estriga deixou algumas palavras ao mediotejo.net, manifestando-se surpresa e satisfeita com a distinção. “Significa muito para mim, é o culminar de uma carreira, o valorizar de uma vida no atletismo nacional e regional”, afirmou.

Um desporto cada vez mais feminino

No atletismo, como em outras modalidades, “é cada vez mais difícil encontrar atletas”, comentou Susana Estriga. A desportista reconhece que tem-se investido no atletismo e ela, como outros colegas, têm procurado dar uma outra imagem à modalidade, “mais técnica e divertida”, do que apenas a ideia da resistência ou das corridas de fundo. Ainda assim, constatou, “muitos miúdos com talento estão no futebol”.

O mediotejo.net falou com os vários clubes do Médio Tejo presentes e o cenário parece ser geral: com todos os bons atletas masculinos encaminhados para o futebol, o atletismo é cada vez mais um desporto que se faz no feminino, sendo as mulheres a alcançarem os bons resultados nas competições. O GAF tem inclusive duas jovens que começam a preparar agora caminho com objetivo nos Jogos Olímpicos: Ana Oliveira, no triplo salto, e Adriana Alves, nos 100 metros.

O GAF possui 87 atletas, dos quais 62 são raparigas. Para Luís Pereira, diretor desportivo do GAF, a aposta do clube está na formação e num acompanhamento contínuo dos/as atletas ao longo do seu percurso de estudo. O clube realizou um conjunto de parcerias para que os/as atletas mantenham a ligação ao atletismo fatimense quando vão estudar para o ensino superior, permitindo assim que não abandonem nem a modalidade, nem de equipa. Os resultados têm sido claramente positivos.

Para Carlos Alfaiate, da Casa do Benfica de Abrantes, mais importante que a competição é a participação, apostando-se no envolvimento das pessoas na vivência desportiva Foto: mediotejo.net

O objetivo do GAF nesta época é a 1ª divisão feminina, adiantou o responsável. Admitindo que é difícil rivalizar com os grandes clubes, Luís Pereira frisa que o objetivo do GAF é instalar-se como “quarta potência” no atletismo feminino.

Com uma aposta renovada no atletismo desde 2012, o União de Tomar também reconhece a proeminência das atletas femininas. No sábado, a equipa técnica e direção manifestavam a sua satisfação pelo primeiro prémio de “Super Clube”, sublinhando as muitas vitórias conseguidas ao longo do ano, nomeadamente no corta-mato. “Temos uma equipa bem composta, que tem permitido estes resultados”, frisou Paulo Saldanha, diretor ténico.

Da Casa do Benfica de Abrantes, Carlos Alfaiate sublinhou ao mediotejo.net que mais importante que a competição é a participação. “Privilegiamos o desporto para todos”, envolvendo pais, filhos e avós a correr juntos. “Os resultados vêm por acréscimo”.

Entrega de distinções da Associação de Atletismo de Santarém. Intervenções

Publicado por mediotejo.net em Sábado, 8 de Dezembro de 2018

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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