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Terça-feira, Outubro 19, 2021

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“Fake news, um perigo para a democracia”, por Hugo Costa

Há um assunto que me suscita grande preocupação enquanto cidadão, deputado da Nação e consumidor de informação: as denominadas “fake news” (notícias falsas) que muitas vezes contaminam a opinião pública. Uma mentira propagada muitas vezes transforma-se numa verdade e há um rastilho que se propaga e gera um sentimento de injustiça e de julgamentos inusitados em praça pública. As redes sociais incendeiam-se com questões cuja veracidade nem sequer é apurada. O leitor lê, assume que é verdade e julga.

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As “fake news” colocam em causa a democracia. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem vindo a manifestar-se recorrentemente contra os media, chamando aos jornalistas o “inimigo do povo” mesmo quando estes reclamam mais liberdade de imprensa. As redes sociais vieram potenciar este fenómeno.

Hoje, um boato é facilmente disseminado através de partilhas por toda a aldeia global. Há um fenómeno de desinformação crescente porque quem lê também não tem muito tempo para apurar a veracidade dos factos. Lê, aceita a notícia como verdadeira e partilha-a, aumentando essa torrente de desinformação e gerando aquilo que chamo de populismos fáceis.

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A maneira de combatermos este fenómeno das “fake news”, enquanto leitores, é usarmos o filtro do bom senso e questionarmos cada vez mais a informação que nos chega, antes de a partilharmos com alguém. Os agentes políticos e os jornalistas, têm aqui um papel fundamental pois tudo começa com a atitude de quem escreve. E quem escreve, tem sempre o direito e o dever de o fazer com verdade para o bem de todos nós.

Deputado na Assembleia da República e membro das Comissões de Economia, Inovação e Obras Públicas e Habitação, é também membro da Comissão de Orçamento e Finanças. Diz adorar o Ribatejo e o nosso país. Defende uma política de proximidade junto dos cidadãos. Tem 36 anos, é de Tomar e licenciou-se em Economia pelo ISEG. É membro da Assembleia Municipal de Tomar e da Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Tem como temas de interesse a economia, a energia, os transportes, o ambiente e os fundos comunitários.

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