“‘Fake news’ em dias de pandemia e soluções para a habitação”, por Hugo Costa

Estes dias de pandemia levam, obviamente, a uma multiplicação de notícias e factos, difundidos a uma velocidade quase estonteante. A verdade é que muitos desses “factos” não aconteceram ou foram manipulados por dúbias intenções, cabendo a nós enquanto consumidores de informação ter redobrada atenção com o que lemos na “timeline”. Em tempos de pandemia é fácil, por exemplo, lermos partilhas que dão conta como num só dia morreram centenas de crianças em Itália quando todos os dados estatísticos indicam que, em toda a crise, os dados apontam zero óbitos de crianças.

Partilhar este tipo de notícias só visa disseminar o pânico, instalar o medo e leva, muitas vezes, ao roubo de identidades. Neste aspecto, foco também a questão da publicidade enganosa. É por isso que considero que temos de ter muito cuidado nestes momentos, filtrando as fontes de informação e garantindo que as mesmas são fidedignas. Por isto, gostava de sublinhar o papel da comunicação social regional e o modo rigoroso como está a acompanhar esta crise, verificando os dados e confirmando junto das fontes oficiais o que de facto se passa.

Todos os dados apontam que Portugal está a responder bem a estes desafios. Mas existem outros vetores que devemos analisar, nomeadamente, com vista a obter respostas existentes, que temos. Tempos de exceção, obrigam a respostas de exceção. E usarei as linhas do restante artigo para vos falar das respostas na área da habitação. Conforme já tenho escrito, a habitação é dos maiores desafios das políticas públicas. A crise de saúde pública relacionada com a Covid-19 só vem aumentar estas dificuldades. É um ponto onde os poderes públicos tem vindo por isso a legislar.

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A nível do crédito à habitação, o Governo propõe uma moratória até de 30 de setembro do pagamento do capital do empréstimo para famílias onde o rendimento tenha sido prejudicado face à atual situação que vivemos. Em relação ao arrendamento, para além da suspensão dos despejos neste período, e da prorrogação dos contratos de arrendamento, existe uma moratória no período do estado de emergência, que permite suspender o pagamento da renda, sendo a mesma paga em mensalidades posteriormente. Novamente, apenas nos casos da quebra de rendimento.

Obviamente que vão ser momentos difíceis. Obviamente que importa alargar as medidas a alguns grupos que, por enquanto, ficaram fora mas é importante continuar a dar respostas a esta crise. E a Habitação é um desses casos. E aí contamos com o importante papel da informação e da comunicação social para que estas medidas sejam veiculadas de modo rigoroso e claro e possam servir os objectivos para as quais foram delineadas.

Certamente mais medidas vão surgir numa linha de tempo que também é um convite à confiança nas instituições.

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