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Fábrica da Mitsubishi no Tramagal vai construir novo modelo Fuso eCanter

A Mitsubishi Fuso Truck Europe (MFTE), sediada em Tramagal, Abrantes, vai iniciar uma nova produção em 2017, de um novo veículo designado Fuso eCanter, terceira geração do Fuso Canter E-Cell já desenvolvido naquela unidade fabril.

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Em declarações à agência Lusa, Jorge Rosa, presidente executivo da empresa MFTE, do grupo Daimler, disse que a produção em 2017 da Fuso eCanter oscilará “entre algumas dezenas de unidades e duas centenas”, tendo referido que será “a última geração antes da produção em massa”, que o gestor “estima” venha a ocorrer em 2019.

Em comunicado, a Daimler refere que a Fuso eCanter, um veículo de 7,49 toneladas e que dispõe de 4,63 toneladas de carga útil, tem um motor elétrico com a potência de 185 kW e uma autonomia de mais de 100 quilómetros.

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“Com este passo, estamos na linha da frente daquilo que são as novas estratégias da mobilidade, cuja tendência será absolutamente imparável e que tem no fator ambiental um pilar decisivo”, destacou à Lusa o presidente executivo da MFTE, tendo feito notar o “orgulho e também a responsabilidade da MFTE ser parte ativa, enquanto fábrica, na mudança de paradigma da mobilidade”.

“No fundo, o que estamos a falar é da terceira geração do veículo elétrico – agora chamado Fuso eCanter. A versão elétrica do veículo que produzimos hoje em massa, com um motor a combustão. Contextualizando, importa referir que produzimos na nossa fábrica 10 veículos da segunda geração, que estiveram em teste por todo o país e que ainda permanecem em teste na cidade de Estugarda (Alemanha)”, afirmou Jorge Rosa.

O novo modelo foi apresentado em setembro último, na Feira de Hannover, Alemanha, e é, no entender do gestor, “o estágio de desenvolvimento do veículo que antecede a fase de produção em 2017”, na fábrica em Tramagal.

“Nessa altura estaremos na presença daquilo que designamos por “soft launch”, ou seja, uma produção piloto alargada, cuja quantidade ainda não está definida, mas que poderá oscilar entre algumas dezenas de unidades e duas centenas. Será, digamos, a última geração antes da produção em massa, que se estima venha a ocorrer em 2019″, afirmou Jorge Rosa, o presidente executivo da empresa instalada em Portugal e que assinalou em 2014 os 50 anos de produção automóvel.

A empresa anunciou que o novo veículo pode ser carregado a 80% numa hora com recurso a um carregador rápido, ou a 100% em sete horas, numa tomada normal de corrente alternada, entre outras novidades, nomeadamente em termos estéticos.

“Aquilo a que estamos a assistir hoje é uma tendência de redução de custos muito acentuada, nomeadamente das baterias, mas também de outros componentes e toda a tecnologia que está associada aos veículos elétricos, que nos permite expectar que a dois/três anos estes veículos estejam ao nível dos convencionais, de motor a combustão. Se quisermos, deixou de ser uma opção simpática, para passar a ser economicamente viável”, referiu.

Este processo, observou ainda, “não implica alterações substanciais na fábrica, nesta altura. Na fase de produção em massa, em 2019, aí sim, a fábrica terá que se adaptar para ter no seu portfólio de produção mais um produto, com características completamente diferentes”.

Relativamente aos mercados, o responsável disse que este veículo “será muito influenciado pelas políticas que cada país vier a introduzir em matéria ambiental”, tendo afirmado acreditar “que se irá generalizar nos países ocidentais, numa primeira fase, e, depois, nos outros, por arrasto”.

“Como disse, os custos de exploração dos veículos passarão a ser altamente competitivos”, reforçou.

O modelo eCanter a produzir na unidade industrial do Tramagal será entregue a clientes na Europa.

A unidade da Fuso no país serve geralmente todos os mercados europeus, Marrocos e Turquia.

A MFTE já produziu na fábrica do Tramagal mais de 200.000 veículos, dos quais 95% para exportação.

Com 350 colaboradores, a Mitsubishi Fuso Truck Europe fecha 2016 com “crescimento na produção relativamente a 2015”, ano em que teve uma faturação de cerca de 130 milhões de euros, e, segundo Jorge Rosa, a “tendência irá ser continuada em 2017”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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