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Terça-feira, Agosto 3, 2021

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F. do Zêzere: População indignada por ‘Biocompost’ saber data de inspecção

Os ânimos do público exaltaram-se na última reunião de Assembleia Municipal de Ferreira do Zêzere, quando ficaram a saber que a empresa BioCompost – Compostos Orgânicos, Lda, situada na freguesia de Pias/Areias já estava informada que iria ser inspeccionada pela Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Vale do Tejo (DRALVT) a 10 de outubro.

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Os populares receiam que, deste modo, tudo seja devidamente preparado para que inspecção corra bem e que a situação se continue a arrastar no tempo. Para os populares a inspecção devia ser feita de surpresa para ter os efeitos esperados, num problema que decorre devido aos maus cheiros que a fábrica, alegadamente, exala.

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Populares marcaram presença na assembleia municipal de 23 de setembro Foto:mediotejo.net

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O presidente da autarquia, Jacinto Lopes (PSD) explicou que está na lei avisar com 10 dias de antecedência a requerente e que não compete à Câmara fiscalizar um edifício que licenciou.

“Quem licenciou a atividade é que pode fiscalizar”, explicou. Acrescentou ainda que soube, esta semana, por e-mail enviado pela empresa, que foram colocados mais de 300 aspersores para atenuar o problema dos maus cheiros, sendo que o problema da electricidade – actualmente a fábrica funciona com geradores – também está à beira da sua resolução.

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Jacinto Lopes, presidente da autarquia, reforçou que é de lei informar a empresa que vai ser alvo de inspecção por parte da DRALVT Foto:mediotejo.net

Foi a terceira vez que um grupo de populares se manifestou junto aos eleitos de Ferreira do Zêzere por causa dos maus cheiros que emanam da empresa Biocompost, localizada no Terreirinho. A empresa produz e comercializa produtos de origem biológica de modo a valorizar e recuperar solos pobres e com necessidades de matéria orgânica, tanto através do fertilizante orgânico como dos substratos, como forma de ajudar os agricultores a aumentarem as suas próprias produções agrícolas.

A população queixa-se, no entanto, dos maus cheiros exalados pela unidade industrial (e que dizem que se sentem a vários quilómetros de distância) e da possível contaminação dos solos, duvidando que a mesma esteja a funcionar legalmente.

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A Unidade de Compostagem situa-se no Terreirinho na freguesia de Pias, Ferreira do Zêzere Foto: Biocompost

Depois de 53 pessoas se manifestarem na reunião de câmara pública a 28 de julho e de reforçarem o seu desagrado na reunião de 25 de agosto voltaram em força à Assembleia Municipal que decorreu esta sexta-feira, 23 de setembro, para explanarem algumas das suas dúvidas em relação às 313 páginas do processo que lhes foi entregue pela autarquia no início deste mês.

Estes documentos tinham sido pedidos, através de um requerimento dos signatários, que exigiam  “toda a correspondência trocada entre a Câmara e as diversas entidades no sentido de saberem o que foi feito em termos de denúncias relativas aos maus cheiros exalados por esta unidade industrial, cujo edifício foi licenciado pela autarquia”.

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População deixou a assembleia municipal pouco satisfeita com as explicações dadas pelo presidente da câmara Foto:mediotejo.net

“Apesar de termos recebido documentação, os documentos principais para a avaliação, que são o projecto de Viabilização e o Estudo de Impacte Ambiental,  não nos foram entregues como nós pedimos”, refere o munícipe Vítor Mendes, em nome do grupo dos contestatários, lendo uma carta de desagrado.

“A empresa BioCompost o que tem de fazer, e já o devia ter feito, é cumprir com as regras estabelecidas pela Lei Portuguesa”, referem, questionando se o problema está resolvido ou não. “Não contestamos nem o negócio, nem o lucro. O que não queremos é deixar de ter vida por causa dessa ganância e lucro fácil”, sublinham.

Os munícipes referem que “a empresa deve cumprir com o que está estabelecido no projecto e não fugir às responsabilidades, pondo a vida dos que aqui vivem num inferno, entrando na ilegalidade e disfarçando as suas malfeitorias, como demonstrado através de registo fotográfico que é do conhecimento das entidades oficiais”. Este documento foi entregue ao presidente da mesa da Assembleia Municipal, Luís Ribeiro Pereira.

Acrescentam que continuam à espera que a Câmara lhes entregue o Projecto de Viabilização e do Estudo de Impacto Ambiental bem como das licenças de construção laboral, chamando a atenção que continuam atentos ao desenvolvimento do processo.

Disseram ainda que através da leitura da ata da reunião de 25 de agosto muito do que disseram não está reflectido na mesma, acusando a câmara de “falsificar” esse documento, o que configura um “crime público”.

Questionado pelo mediotejo.net sobre este assunto, o presidente da autarquia, Jacinto Lopes, rejeitou a acusação considerando que “é impossível colocar tudo “ipsis verbis” nas atas municipais”.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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2 COMENTÁRIOS

  1. …Também havia outra hipótese que era trazer toneladas de areia do deserto e misturá-la com os terrenos pobres em substratos orgânicos. Depois era só ir comprar as couves e os nabos à China…

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