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Sábado, Julho 24, 2021

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F. do Zêzere: adensa-se o desagrado da população por causa dos maus cheiros em Pias

O executivo camarário de Ferreira do Zêzere, reunido esta quinta-feira, 27 de outubro, ouviu durante uma hora e meia as reclamações de cerca de 50 munícipes em relação ao problema dos maus cheiros, alegadamente, exalados pela fábrica “BioCompost” na freguesia de Pias. Quase sempre num tom crispado, as intervenções dos vários munícipes foram no sentido de apelar à Câmara que “faça alguma coisa” para colocar um ponto final neste problema que se sente desde meados de 2015 altura em que, segundo o mediotejo.net apurou, a fábrica de compostos orgânicos duplicou a sua produção.

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É a quarta vez que a população se manifesta em sessões de reunião de câmara ou assembleia municipal. Rejeitam a criação de um grupo de trabalho que envolva a autarquia e os populares e, avisam, vão voltar as vezes que forem necessárias. Isto, não obstante o presidente da Câmara, Jacinto Lopes (PSD) já ter explicado que a responsabilidade da fiscalização dos maus cheiros não é da autarquia, que se limitou a passar a licença de construção da fábrica, não podendo agir fora das suas competências. No foco das atenções esteve a inspecção que foi feita à “BioCompost” no dia 11 de outubro, data em que – de acordo com os populares – a fábrica não laborou uma vez que estava avisada da vistoria e de forma a “mascarar” o, alegado, problema dos maus cheiros.

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Cerca de 50 populares participaram na reunião de executivo camarário Foto: mediotejo.net

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A voz mais presente da população faz-se quase sempre ouvir pelo munícipe Vítor Mendes que, após a cada intervenção, faz questão de entregar ao executivo o teor das mesmas por escrito. Neste dia – reportando-se ao pedido que os populares fizeram no sentido de obterem toda a documentação relativa aos pareceres emitidos no âmbito da BioCompost – salienta que não lhes foram facultados todos os documentos pedidos há meses. Neste ponto, a palavra foi dada ao Chefe da Divisão. Urbanismo, Obras Municipais e Ambiente, João Frias, que respondeu pensar ter enviado todos os documentos pertinentes. “Se quiserem mais algum, podem fazer esse pedido por escrito que os enviarei”, garantiu.

Vítor Mendes questionou ainda o presidente da autarquia em relação às análises do ar que este disse que iriam fazer e porque motivo as mesmas ainda não foram feitas. Jacinto Lopes respondeu que a autarquia já obteve um orçamento de 28 mil euros para a realização deste trabalho, embora esta não seja uma responsabilidade da autarquia. “Se a Direcção Geral da Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo (DRAP-LVT) fizer a monitorização do ar – como ficou decidido pedir ontem –  não nos cabe a nós gastar dinheiro para fazer a manutenção da capacidade do ar”, explicou o autarca.

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Jacinto Lopes aconselhou os populares a manifestarem-se noutro local que não a Câmara uma vez que nada pode fazer. Foto: mediotejo.net

A população pretendeu ainda saber porque motivo ninguém de executivo compareceu na manifestação efectuada junto da fábrica a 14 de outubro. Tal como noticiamos, o  deputado da CDU, António Filipe, eleito pelo círculo de Santarém para a Assembleia da República, garantiu que vai levar as preocupações da população de Pias, no concelho de Ferreira do Zêzere, à Assembleia da República no que concerne à  Unidade de Compostagem “BioCompost” localizada em Terreirinho. Jacinto Lopes disse que não teve conhecimento desta manifestação e que só soube da mesma na segunda-feira seguinte.

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Populares desmobilizaram após uma hora e meia a trocar argumentos com o executivo camarário Foto: mediotejo.net

O autarca voltou a reiterar que a Câmara pouco pode fazer em relação a, por exemplo, obrigar a fábrica a cumprir a legislação dado que esta é uma matéria da competência da DRAP-LVT. “Ao invés de se virem manifestar aqui, se calhar era mais eficiente se se fizessem ouvir noutras entidades”, afirmou. Mais de uma hora e meia depois, os populares saíram pouco convencidos do auditório, deixando no ar a promessa de regressarem até que os maus cheiros os deixem de incomodar de vez.

O PCP questionou entretanto o Governo, através do Ministério do Ambiente, sobre danos ambientais alegadamente causados pela empresa Biocompost no concelho de Ferreira do Zêzere.

Na pergunta dirigida ao governo, assinada por António Filipe, o deputado lembra que centenas de cidadãos daquele município do Médio Tejo enviaram uma exposição em junho de 2015 “alertando para um atentado ambiental que punha em causa a sua qualidade de vida e apelando para a adoção de medidas” que pusessem termo a essa situação.

O caso, afirma, é que a sociedade que explora uma unidade fabril de compostagem localizada no Terreirinho, Areias, que produz produtos de origem orgânica para fertilização de solos, “colocou em funcionamento um mega secador do composto que passou a libertar gases para a atmosfera e líquidos para o solo, criando um ambiente nauseabundo e a contaminação de águas, tornando insuportável a vida dos moradores das localidades limítrofes, num raio de dez quilómetros”.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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