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Domingo, Agosto 1, 2021

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“Exposição Arquivo AR.X”, por Massimo Esposito

No dia 17 de outubro, na Galeria quartel de Abrantes, foi inaugurada uma exposição do arquivo do estudo AR.X, dos arquitetos Nuno e José Mateus, com presença de autarcas e personalidades como é de “bom tom”.

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O que se pode ver? Uma serie de caixas, muito bem apresentadas, de maquetes preparatórias de variados projetos, neste caso, obras públicas, um filme com ótima qualidade de imagem das várias obras concluídas. e uma serie de fotos e plantas.

O que se percebeu das longas apresentações? Que os arquitetos Mateus são conhecidos e valorizados a nível nacional e internacional, que são homens humildes e trabalhadores e que, segundo percebi das suas próprias palavras, o quanto interessados estão em finalizar, da melhor maneira possível, a obra.

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Como artesãos limam, aperfeiçoam e tentam melhorar o que estão, progressivamente, elaborando. Gostei da postura deles e de como explicaram a dificuldade e “impossibilidade” de conceber uma obra “perfeita” e que há sempre pormenores para apurar.

Mas um orador disse algo que me tocou e aqui queria desenvolver este tema. O curador da exposição disse que defende as exposições dos grandes nomes da arte, e não entende em como NÃO se possa entender isto. Concordo e…discordo. E o faço com uma ilustração que um dos arquitetos fez, como um edifício que se constrói a partir da base, do alicerce, e não do teto.

O assunto que defendo, já muitos conhecem. Se nós queremos realizar GRANDES exposições, com GRANDES artistas, devemos preparar o substrato. O alicerce, da sociedade (Abrantina neste caso) a fruir destes eventos, saboreá-los, entender o que está a ver. Estou certo que a grande maioria dos meus concidadãos, ao entrar nesta bela galeria e ver o que está exposto, não o compreende na devida medida. Não pode perceber quanto trabalho inclui, quantas pessoas são envolvidas, as milhares de decisões que se devem tomar e muito mais!

Porquê? Por que não há uma política institucional de educação artística, não há eventos menos altissonantes que possam aproximar o cidadão medio a este tipo de realizações.

Então como podemos fazer? Produzir um programa de exposições de artistas (não tão Grandes) artistas da terra, profissionais regionais (Médio Tejo?), da sensibilidade que os da maioria têm e fazer palestras, encontros, trocas de ideias. Ouvir o que os jovens pensam e sentem e depois sim, poderemos ter uma grande afluência a este tipo de eventos, por pessoas que se “deleitam” da ARTE.

São mais de 20 anos que batalho esta guerra…mas tenho muitos anos para frente ainda, quem me ajuda?

 

Pintor Italiano, licenciado em Arte e com bacharelato em Artes Gráficas em Urbino (Itália), vive em Portugal desde 1986. Em 1996 iniciou um protejo de ensino alternativo de desenho e pintura nas autarquias do Médio Tejo que, após 20 anos, ainda continua ativo. Neste projeto estão incluídas exposições coletivas e pessoais, eventos culturais, dias de pintura ao ar livre, body painting, pintura com vinho ou azeite, e outras colaborações com autarquias e instituições. Neste momento dirige quatro laboratórios: Abrantes, Entroncamento, Santarém e Torres Novas.

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