Quarta-feira, Março 3, 2021
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Expo Pele: Alcanena quer atrair comércio de marcas em pele (c/vídeo)

Alcanena é “Capital da Pele”, mas o seu espaço é dominado pela indústria. Na abertura da Expo Pele, dia 14, quinta-feira, a presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira, falou na necessidade de se promover o produto acabado no município, por forma a que quem visita o concelho possa levar uma lembrança em pele. “A Casa das Peles devia estar em Alcanena”, afirmaria, mencionando assim as diversas marcas de produto acabado que utilizam atualmente as peles de Alcanena na sua oferta.

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Cerca de 45 empresas e entidades estão presentes até domingo, dia 17, no Pavilhão Multiusos, em Alcanena, onde se encontra a decorrer mais uma edição da Expo Pele. O certame engloba as diversas fases da produção, desde empresas de curtumes a designers e marcas de produtos acabados, como sapatos, malas, roupa e até um automóvel com o volante em pele.

Conforme esclareceu o presidente da Associação Portuguesa de Industriais de Curtumes (APIC), Nuno Carvalho, ao mediotejo.net, está concentrada em Alcanena 90% da indústria de curtumes (90 empresas, entre curtumes e comércio de químicos e máquinas) e perto de 100% da curtimenta. Mas estamos a falar sobretudo de matérias-primas. O produto final, exposto em calçado e marroquinaria na Expo Pele, quase não tem representantes das respetivas marcas no concelho.

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têxteis de Minde adaptados a produtos em pele. foto mediotejo.net
têxteis de Minde adaptados a produtos em pele. foto mediotejo.net

“Alcanena foi o primeiro município a nível nacional a ter uma estação de tratamento de águas”, há 30 anos, salientou Nuno Carvalho. Tal levou a que a fase primária do setor se concentrasse no concelho, uma vez que este detinha uma estrutura essencial ao tratamento das peles numa época em que se começaram a ter em conta os problemas ambientais. A requalificação desta rede de coletores foi mencionada na abertura do certame, um passo significativo para a continuação da indústria.

No entanto, reconheceu Fernanda Asseiceira, a “Capital da Pele” ainda é sobretudo indústria e quer-se hoje promover a instalação de marcas comerciais em Alcanena, por forma a existir um reflexo visível do setor no município. “A Câmara Municipal está sempre numa atitude de que tudo seja feito em parceria”, frisou, numa perspetiva de “valorização do território”.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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