EXCLUSIVO | Suspeitos de fogo posto em Mação foram libertados

Foto: Paulo Jorge de Sousa

Tudo não terá passado de um mal-entendido. “Dois homens no local errado, à hora errada”, afiança ao mediotejo.net Joaquim Abelho, morador na Ortiga, e que havia contratado o primo José e  o amigo Rui (ambos de Vale de Abelha), para limparem o terreno e o jardim à volta da casa de uma sua tia, emigrada em Angola.

“Estive com eles no Posto da GNR até às 2h da manhã, fomos interrogados pelos agentes da Polícia Judiciária, ficou tudo explicado e viemos embora”, garante Joaquim Abelho, reformado da CP e natural de Torre Fundeira, mas com casa em Ortiga há mais de 20 anos.

Tal como o mediotejo.net noticiou, ontem, ao início da noite, as brigadas da GNR detiveram dois indivíduos na Ortiga, nas imediações do restaurante O Bigodes, por suspeita de crime de fogo posto. Na viatura foi encontrado pelo menos um recipiente com gasolina e sacos cheios de folhas e ervas, o que levantou suspeitas. Foram então levados para o Posto da GNR local.

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“Os sacos estavam cheios de ervas secas do jardim da minha tia, abrimos lá na GNR todos os sacos, um a um, e a Judiciária viu bem que também havia ervas verdes e ramos de roseiras que eles podaram, por exemplo”, descreve Joaquim Abelho.

“Eles traziam os sacos no carro para deitar no lixo, mas acabaram por não o fazer pois foram acudir ao sogro do Zé,, que tinha a casa em perigo, ao pé da Lagoinha”, prossegue. “Fui eu que lhe liguei a dizer para deixar o trabalho na casa da minha tia, que aquilo tinha tempo, e que corresse para lá.”

Sobre a gasolina encontrada no carro, explica que seria para usar num pequeno tractor, e que Rui o tinha levado para encher “quando fosse a Mação entregar os medicamentos à mãe, que tinha sido evacuada para o lar”.

Enervado com toda a situação, Joaquim Abelho quase não pregou olho – até porque o fogo continua a dar dores de cabeça por ali. Esta manhã andava novamente de volta das suas duas casas na Ortiga: “São a única coisa que se salvou, o resto ardeu-me já tudo… olivais, tudo. Já em 2003 foi assim e nunca recebi um tostão”, desabafa, desanimado.

Não são Rui e José, garante, os culpados pelo monstro que continua a devorar Mação (ou o que resta de Mação), nestes dias tão tristes.

Contactada pelo mediotejo.net, a Polícia Judiciária de Leiria, que tem o caso a seu cargo, remeteu esclarecimentos para mais tarde. Fonte policial confirmou a libertação dos homens, que terão saído do Posto da GNR ainda durante a madrugada, por falta de evidências.

(em atualização)

*Com Elsa Ribeiro Gonçalves e Mário Rui Fonseca

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2 COMENTÁRIOS

  1. Um mal entendido ou outros valores se levantaram? Os incendiários têm a protecção do sistema judiciário. A viatura em que se faziam transportar com artefactos para a prática criminosa de atear incêndios , um dos artistas já anteriormente condenado ( mal condenado ) pelo mesmo crime e íam áquela hora limpar o terreno da tia. Acredita quem quer e depois oPaís , o património florestal e os bombeiros e outros vãoarriscando as suas próprias vidas para gáudio destes monstros …

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