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Quinta-feira, Janeiro 20, 2022
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EXCLUSIVO | Suspeitos de fogo posto em Mação foram libertados

Tudo não terá passado de um mal-entendido. “Dois homens no local errado, à hora errada”, afiança ao mediotejo.net Joaquim Abelho, morador na Ortiga, e que havia contratado o primo José e  o amigo Rui (ambos de Vale de Abelha), para limparem o terreno e o jardim à volta da casa de uma sua tia, emigrada em Angola.

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“Estive com eles no Posto da GNR até às 2h da manhã, fomos interrogados pelos agentes da Polícia Judiciária, ficou tudo explicado e viemos embora”, garante Joaquim Abelho, reformado da CP e natural de Torre Fundeira, mas com casa em Ortiga há mais de 20 anos.

Tal como o mediotejo.net noticiou, ontem, ao início da noite, as brigadas da GNR detiveram dois indivíduos na Ortiga, nas imediações do restaurante O Bigodes, por suspeita de crime de fogo posto. Na viatura foi encontrado pelo menos um recipiente com gasolina e sacos cheios de folhas e ervas, o que levantou suspeitas. Foram então levados para o Posto da GNR local.

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“Os sacos estavam cheios de ervas secas do jardim da minha tia, abrimos lá na GNR todos os sacos, um a um, e a Judiciária viu bem que também havia ervas verdes e ramos de roseiras que eles podaram, por exemplo”, descreve Joaquim Abelho.

“Eles traziam os sacos no carro para deitar no lixo, mas acabaram por não o fazer pois foram acudir ao sogro do Zé,, que tinha a casa em perigo, ao pé da Lagoinha”, prossegue. “Fui eu que lhe liguei a dizer para deixar o trabalho na casa da minha tia, que aquilo tinha tempo, e que corresse para lá.”

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Sobre a gasolina encontrada no carro, explica que seria para usar num pequeno tractor, e que Rui o tinha levado para encher “quando fosse a Mação entregar os medicamentos à mãe, que tinha sido evacuada para o lar”.

Enervado com toda a situação, Joaquim Abelho quase não pregou olho – até porque o fogo continua a dar dores de cabeça por ali. Esta manhã andava novamente de volta das suas duas casas na Ortiga: “São a única coisa que se salvou, o resto ardeu-me já tudo… olivais, tudo. Já em 2003 foi assim e nunca recebi um tostão”, desabafa, desanimado.

Não são Rui e José, garante, os culpados pelo monstro que continua a devorar Mação (ou o que resta de Mação), nestes dias tão tristes.

Contactada pelo mediotejo.net, a Polícia Judiciária de Leiria, que tem o caso a seu cargo, remeteu esclarecimentos para mais tarde. Fonte policial confirmou a libertação dos homens, que terão saído do Posto da GNR ainda durante a madrugada, por falta de evidências.

(em atualização)

*Com Elsa Ribeiro Gonçalves e Mário Rui Fonseca

Sou diretora do jornal mediotejo.net e da revista Ponto, e diretora editorial da Médio Tejo Edições / Origami Livros. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Um mal entendido ou outros valores se levantaram? Os incendiários têm a protecção do sistema judiciário. A viatura em que se faziam transportar com artefactos para a prática criminosa de atear incêndios , um dos artistas já anteriormente condenado ( mal condenado ) pelo mesmo crime e íam áquela hora limpar o terreno da tia. Acredita quem quer e depois oPaís , o património florestal e os bombeiros e outros vãoarriscando as suas próprias vidas para gáudio destes monstros …

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