Quarta-feira, Março 3, 2021
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EXCLUSIVO | SIRESP com falhas em Mação, técnicos chegaram às 22h para montar antena

Todos os habitantes de Mação estão neste momento sitiados na vila: ninguém entra nem ninguém sai, pois todas as estradas estão cortadas pela GNR, por questões de segurança. Contudo, foi aberta uma exceção por volta das 22h, para a entrada na zona do Posto de Comando de um camião do SIRESP, a operadora da Rede Nacional de Emergência e Segurança. Os seus técnicos estão a montar uma antena.

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Patrícia Gaspar, adjunta de operações da Autoridade Nacional de Proteção Civil, questionada no briefing das 19h sobre este assunto, tinha garantido “não haver registo de falhas”. No entanto, segundo declarações do presidente da Câmara de Sardoal, Miguel Borges, ao mediotejo.net, o SIRESP esteve a funcionar “com intermitências” durante o dia de hoje e a montagem desta antena no Posto de Comando será exatamente para resolver os problemas sentidos pelas forças no terreno, na sequência da destruição de alguns cabos aéreos da PT, dos quais o SIRESP depende.

FOGO PERTO DAS BOMBAS DE GASOLINA DE MAÇÃO

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Apesar de todas as dificuldades, a situação é agora considerada “mais calma” pelo presidente da autarquia, Vasco Estrela. Ainda existem três aldeias em perigo: Rosmaninhal, Vale de Abelha e Monte Penedo. Na zona industrial arderam anexos mas nenhuma empresa ficou destruída. O fogo avançou para a zona da bomba de gasolina da Cepsa e do supermercado Intermarché, onde os bombeiros o tentam conter, neste momento.

No centro da vila as pessoas andam na rua de lenços na cara, o fumo é muito intenso, sobretudo na zona baixa de Mação.

Apesar de estarem sitiados, Vasco Estrela garante que “estão reunidas todas as condições para retirar os habitantes dos locais onde se encontram e de evacuar feridos para o hospital de Abrantes”, através de vias asseguradas pelas autoridades.

O presidente da autarquia não esconde o seu descontentamento com a falta de meios no terreno: “Às 14h30 prometeram-me mais meios que ainda não chegaram”, desabafou.

No Posto de Comando de Mação, os técnicos do SIRESP continuam a instalar a antena, erguendo-a no alto da vila, contra o céu negro de fumo.

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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