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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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“Excessos e brilhos”, por Vasco Damas

Na ressaca de mais um Natal de excessos onde gastámos o dinheiro que não tínhamos para comprar as coisas que não precisávamos, encontramo-nos já em plena contagem decrescente para mais uma noite de teste às nossas capacidades e aos nossos limites. Parafraseando o Jack mais famoso que “atuou” nas ruas de Londres há dois séculos, vamos por partes.

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Naquela que é provavelmente a época mais bonita do ano onde os seus brilhos deviam iluminar os verdadeiros valores em que deviam assentar os pilares da construção de uma sociedade mais justa, mais equilibrada e mais humana, temos tido a capacidade de subverter esse brilho transformado-o num jogo faustoso onde o ter tem vindo a ganhar espaço ao ser.

Gastamos o dinheiro que não temos para comprar as coisas que não precisamos porque o mais importante é sairmos à rua com orgulho nas nossas roupas novas e “criarmos” inveja no vizinho que convidámos a passar lá por casa, a pretexto de lhe oferecer mais um “par de meias”, apenas para o agredir com o excesso da nossa mesa que parece continuar com o mesmo aspeto dois dias depois.

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A época é de excessos mas os fins justificam os meios. Gastamos o dinheiro que não  temos para comprar as coisas que não precisamos porque é nestes dias que se renovam os títulos para a época seguinte e há muito que “ser” perdeu a sua importância tendo sido definitivamente atropelado pelo “ter”. E não façam confusões, “ter” tem valor mas apenas com a “marca” certa.

Ainda na ressaca desta, preparamo-nos, física e mentalmente já para a próxima porque o estatuto está refém da nossa resistência e daquilo que conseguirmos mostrar. Não podemos vacilar porque uma pequena fraqueza pode ser a “morte do artista” e se investimos tanto para chegar aqui, temos que fazer um derradeiro esforço para não “morrer na praia”, ainda por cima já com os pés quase na areia.

A época é de excessos mas, bem-vistas as coisas, sempre foi uma época de excessos. Excessos no ser, não no ter. Excessos no amor, no sacrifício, na dádiva, na solidariedade, na amizade. E estes continuam a ser conceitos válidos porque, em bom rigor, nunca perderão o seu prazo de validade. Quando recuperarmos esta consciência e regressarmos a eles de forma genuína e desinteressada, recuperamos parte da nossa humanidade. Quando esse dia chegar, o mundo recuperará parte do seu brilho. O brilho do ser, não do ter!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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