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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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“Eu no centro de nós”, por Vasco Damas

“Se não existisse o inferno e o purgatório… o bom Deus não passaria de um pobre diabo!”

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Há muitos anos, cruzei-me com esta frase quando li “Os deuses têm sede” e apesar de na altura ainda não ter maturidade suficiente para absorver na plenitude a riqueza da obra, nunca mais esqueci esta pequena grande pérola.

Com invulgar poder de síntese, Anatole France utiliza esta metáfora para ilustrar o que é a tese e a força que ela ganha quando confrontada com a sua antítese.

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Parece-me que esta frase não perdeu atualidade e penso mesmo que ela legenda na perfeição os tempos que correm e até fico com vontade de fazer uma pequena provocação e apelidar de perigosos todos aqueles que têm um espírito diferente do nosso e de imorais todos aqueles que não têm a nossa moral.

Entenda-se que ao utilizar o “nosso” e a “nossa” incluo apenas os que pensam como “eu”… excluindo, naturalmente, todos os outros.

Sem demagogias, é neste sentido que o mundo tem caminhado… eu no centro de nós, sendo que “eu” pode ser um partido, uma região, uma instituição, um país ou um conjunto de países… representando sempre uma imensa minoria à escala global.

Olhe-se em volta e veja-se o que está a acontecer. O mundo está cheio de verdades absolutas novas que colidem com as verdades absolutas que já existiam.

Trump, que ficará na história de Israel porque provavelmente acabará por ser apagado da história do resto mundo, “pinhos”, que acendem luzes para ajudar a ver para onde segue o futuro deles e “Raríssimas”, demasiado frequentes para não nos sentirmos provocados ao constatarmos que a sua reprodução é mais eficiente e lucrativa que o comércio de láparos.

Estes são apenas alguns exemplos que simbolizam a criação que caminha para a destruição.

E para que fique claro, não estou a fazer nenhuma crítica ao capitalismo em geral… mas apenas a este tipo de capitalismo selvagem que é individual e egoísta, onde os facilitadores continuam a abrir o caminho para os privilegiados… e que continuará a contribuir para o aumento dos desequilíbrios e das assimetrias existentes.

É imoral e criminoso aquilo que está a ser feito…mas para “eles”, imoral e criminoso sou eu… porque tenho a ousadia de pensar de maneira diferente e de achar que estar certo é continuar dentro das margens da lei!!!

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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