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Terça-feira, Setembro 28, 2021

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“Estará na Quinta da Moita Longa ainda escondido uma parte do tesouro Templário?”, por Armando Rebelo

Foi em Agosto deste ano que António Botto Quintans decidiu publicar na Chiado Editora uma obra sobre o Quinto Império, tema já abordado por outros autores, entre os quais Fernando Pessoa, obra que logo esgotou, tendo há dias saído uma segunda edição com evidências cientificamente credíveis de que os Templários terão habitado e construído esta Quinta da Moita Longa, que desembocava no antigo porto de mar da Serra D`El Rei, hoje conhecida como Atouguia.

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Moita Longa 1O autor, durante mais de vinte anos de investigação, passou dum simples e honesto proprietário, a excelente investigador, tendo o historiador Pedro Silva afirmado que as suas descobertas, bem como as imagens ilustradas na obra Quinto Império, muito provavelmente indicariam que uma parte do Tesouro Templário poderá ainda estar soterrado numa cripta desta propriedade.

Mas vamos agora à transcrição de uma pequena parte, da emocionante narrativa, que a todos aqueles se interessam pela História Templária, enche de maior conhecimento este livro de Quintans.

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Esta propriedade que é a Quinta da Moita Longa, tem uma história centenária, e só passou para a família do autor desta obra em 1891, na altura adquirida por um seu avô paterno. Assim aconselhamos vivamente a quem ler esta despretensiosa crónica, que se quiser saber mais, adquira rapidamente a segunda edição do Quinto Império da Editora Chiado.

Moita Longa2Pela nossa parte iremos apenas de forma curiosa narrar, alguns pormenores, do seu conteúdo, e em exclusivo para este excelente site que é o Médio Tejo online. São factos indesmentíveis e com uma credibilidade de fontes históricas que consagram neste lugar, esses místicos Cavaleiros Templários, a quando da sua veloz fuga de La Rochelle, para a Serra D´El-rei em Portugal e também para a Escócia.

Muitos historiadores citam escrevendo como factos históricos que estes lugares durante a ocupação Romana da Gália, foram propriedade, no tempo do Imperador Marco Aurélio, do Senador Romano, Caios Július Lauro, fundador da Vila da Lourinhã. O mesmo Senador terá construído as primeiras edificações na Moita Longa que dista poucos quilómetros da Vila que fundou. Os tempos vão passando e outros povos entre os quais os Visigodos, também marcam nestes lugares a sua presença. Continuando na História aparecem os Monges de Cister e os Templários, que alteram as construções na Moita Longa e assim chegamos ao Reinado de D. Dinis.

Regressando um pouco no Tempo, é D. Afonso Henriques, que após 1109 concede aos Cavaleiros Templários o atual porto da Atouguia e é dali que muitos Cavaleiros do Templo partem para as Cruzadas sendo provável mesmo, que deste Porto referido, tenha partido para a Segunda Cruzada o Grão Mestre Gualdim Pais. Há ainda referências históricas que por esta propriedade terão passado o nosso primeiro Rei e o Ideólogo Templário que foi S. Bernardo de Claraval, aquando da sua estadia em Portugal, e cujos motivos se prendem igualmente com a Fundação da Abadia de Cister em Alcobaça.

Regressamos ao tempo de D. Dinis, momento em que a fatalidade e o destino ocorrem na Ordem do Templo.

Moita Longa 4Reinava em França o Rei Filipe o Belo, Monarca de mau carater, ganancioso, que estava envolvido em várias contendas, desde o Médio Oriente a Inglaterra, o que o levou a desbaratar meios económicos, para manter estes conflitos em que esteve envolvido. Ora nessa época os Templários estavam no auge, como sendo os primeiros grandes banqueiros da História, possuindo um incalculável tesouro quer em valores monetários, passando pelo ouro e pela prata, e ainda outros valiosíssimos tesouros sagrados, trazidos da Cidade Santa no regresso das Cruzadas.

Assim, Filipe o Belo não hesitou em tentar-se apropriar destes imensos valores templários, tendo para o efeito angariado um agente secreto, que já tinha tido uma violenta confrontação com o Papa Bonifácio VIII, (segundo alguns historiadores terá sido este sinistro Nogaret o principal responsável pela morte deste sucessor de Pedro).

Segue-se como Chefe da Igreja o Papa Clemente V que foi para Filipe o Belo o homem indicado para destruir e condenar à morte todos os Cavaleiros Templários, apropriando-se dos seus imensos valores. Assim, o Grão-mestre da altura Jaques De Molay é sentenciado, após dúbio julgamento e condenado à morte na fogueira bem como todos os outros seus irmãos cavaleiros. O Rei Francês, numa manobra dupla, irá tentar destruir a Ordem Templária, ficando com todos os seus bens. Mas o destino não foi totalmente feliz para Filipe o Belo, e uma boa parte dos Cavaleiros desta Ordem Militar que tinham o seu tesouro guardado em Ville Neuve du Temple, antes da sinistra sexta-feira 13 de 1314, conseguem fugir e embarcar em La Rochelle com destino a Portugal ao porto da Serra D´El-rei e à Escócia, ali fundando uma Igreja em Roselyn.

Reinava em Portugal D. Dinis, que acolheu os templários integrando-os numa nova ordem militar, a chamada Ordem de Cristo, conseguindo mesmo, com grande esforço diplomático e por Bula Papal, ficar ele senhor de todos os bens templários, o que não correspondeu na realidade à sua totalidade, dado que todo o acervo e muitos valores, pelo menos a maior parte, ficou há guarda da Ordem de Cristo.

No livro Quinto Império, António Quintans relata factualidades e outros estranhos eventos de caracter sagrado, no que diz respeito a construções, pentagramas e outros símbolos, que fazem crer que na Quinta da Moita Longa, existirá uma cripta templária soterrada, onde poderá estar ainda uma parte significativa do tesouro jamais descoberto dos Cavaleiros do Templo.

Moita Longa 3Não queremos desvendar o que o livro nos narra, senão somente geoglifos, obtidos por satélite, e que mais não são do que figuras que se desenham no solo a partir de sedimentos, pedras, cascalhos, caminhos ou manchas florestais, que criam no terreno um desenho em relevo. Estes mesmos geoglifos foram obtidos pela Profª Fernanda Durão Ferreira, da Sociedade de Geografia de Lisboa.

Antes de terminarmos aqui queremos referir que em termos de explorações e escavações toda esta propriedade ainda está virgem, desde os tempos histórico e imemoriais. Sabemos ainda que o Rei D. Dinis, teve uma cautela extrema em guardar toda esta área, tendo sempre no terreno forças de segurança que jamais permitiram a entrada a estranhos nestes bosques, na própria propriedade e anexos, bem como em toda a zona marítima de acessos a estes locais. Muito mais haveria a narrar. Finalizo com duas ideias: a primeira para as palavras de São Bernardo de Claraval “Encontrarás mais nos bosques que nos livros., as árvores e as pedras ensinar-te-ão coisas que nenhum homem poderá dizer-te”. A segunda ideia foi escrita por Gil Vicente e diz “…O Céu, a Terra e o Mar

Nasceram na Golegã

E o sol na Lourinhã

E as Febres em Tomar…”

Os grandes mistérios desta Quinta da Moita Longa será que serão descobertos no futuro, ou ficarão apenas nos estudos realizados por António Botto Quintans no seu Quinto Império? O porvir terá a resposta em tempo adequado.

Nasceu em Tomar em 1945. Jornalista reformado, colaborou com diversos órgãos de comunicação social regionais e nacionais, onde foi repórter, redator gráfico, bem como locutor e realizador de TV no Canadá.

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8 COMENTÁRIOS

  1. O tesouro dos templários é uma ilusão criada para vender livros, neste caso uma quinta antiga a necessitar de restauros dispendiosos, cujo proprietário não pode realizar. Não existe melhor forma de valorizar a quinta do que situar nela um tesouro imaginário.
    Os símbolos existem, são parte da simbologia hermética templária, e existem em muitos lugares em Portugal. A ordem do Templo foi a primeira instituição bancária, o dinheiro que possuía era dos seus depositantes, quando a ordem foi suspensa pelo Papa, os templários fugiram para Portugal e aos poucos foram devolvendo o dinheiro aos seus depositantes. O que restou, que era o dinheiro da Ordem, foi empregue na epopeia marítima portuguesa e na manutenção e construção de edifícios da Ordem. O verdadeiro tesouro dos templários, não é feito de ouro e prata, mas sim do conhecimento que detinham e do que encontraram no monte do templo em Jerusalém. A ordem ainda existe em Portugal, onde se tem mantido discreta e envelhecida. Tem os seus segredos…, mas não é um tesouro.

    • verdade , mas eu acredito que os templarios tenham sim um tessouro mas que nunca teve em portugal.
      para mim os templarios deixaram o seu verdadeiro tesouro para fuzir com um maior e sagrado .
      no seculo XIV o papa mandou eliminar uma ordem catolica que segundo as lendas tinha em sua posse o maior tesouro da historia a arca da aliança e o santo graal , eles tentaram se defender mas fracassaram logo juntaram-se 200 membros e pediram treguas de 2 semanas que foi aceite .
      2 semanas suficientes para pedirem ajuda aos templarios para esconderem o tesouro.
      4 dias antes do prazo acabar 4 soldados sairam do castelo onde tavam refugiados com o tesouro e o mandaram por uma tiroleja onde os templarios tavam a espera .
      em 1307 por conta da represao os templario foram para a escocia onde niguem se atrivia a atracar no porto por causa da defesa natural.
      ainda em 1307 os templarios sairam da escocia numa frota de 17 navios para o novo mundo assim escondedo o tessouro e para mim regresando.
      eu acho que eles descubriram o novo mundo antes de colombo pk existe uma capela na escocia datada de antes da descuberta da america por colombo que comtem duas plantas que sao nativas da america e que n existiam na europa, o milho que se encontra na estatua do baptismo e outra que e uma flor braca de tres petalas que n me lembro o nome mas como tudo essa e a minha teoria

      • Bruno Costa, existe um meio de entrarmos em contacto?! Vi no seu comentário uma descrição completa (ainda que não rigorosa) sobre uma pista que sigo há já algum tempo. O segredos dos Cátaros e a sua ligação aos Templários.

    • Bem Dito…quanto ao Tesoiro dos Templários.Digo o mêsmo há anos , mas ninguém quer sabêr, principalmente estrangeiros que Desdenham e Omitem constantemente Portugal,O Centro da Ordem Templária … e o negócio continua, em FRança, na Lua ou em Marte .Tudo mênos em Portugal…uma vez que, sinto, Do Alto, há uma Ordem para Portugal Sêr , A Nação Oculta…
      Quanto á Quinta e ao autôr do livro, discordo da sua afirmação.Há realmente História Templária nesta Quinta

      Em relação ao autôr do texto, se ama tanto a História de Portugal, que escrêva Em Português e não em Acordês.
      Talvez até, seja o próprio «site” que publica o seu texto, que tenha errado.Se assim fôr, as minhas desculpas ao autôr.

      aCtual – caráCter – acêrvo – redaCtor , etc , e em Portugal POSTAS, só de Bacalhau , Pescada etc .Aqui em Portugal, em Português, PUBLICAMOS

    • Maravilhosas palavras. De tão simples que são só podem vir de um iniciado. E assim se esclarecem mistérios ao mesmo tempo que se cumpre Portugal. FJ

  2. Uma velha quinta a necessitar de restauros dispendiosos, cujo o proprietários quer valorizar para a poder vender de seguida.
    O tesouro templário é uma ilusão, um conto para crianças.

  3. Bruno Costa, existe um meio de entrarmos em contacto?! Vi no seu comentário uma descrição completa (ainda que não rigorosa) sobre uma pista que sigo há já algum tempo. O segredos dos Cátaros e a sua ligação aos Templários.

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