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Segunda-feira, Julho 26, 2021

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Especial Mação | A voz das associações jovens do concelho: Associação Magalhães

No âmbito do suplemento especial de Mação, o mediotejo.net quis fazer um raio-x aos exemplos de associativismo jovem do concelho. Como tal, demos voz a duas associações e convidámos a direção a responder a um questionário que dê a conhecer a sua missão, os seus objetivos, recordes, ambições e perspetivas, bem como a sua visão sobre o futuro do território que ajudam a dinamizar. Hoje conhecemos a mais jovial e festeira (e solidária também!), conhecida por trazer semanas de animação ao concelho. Falamos, nada mais, nada menos, dos Magalhães de Mação.

Presidente da direção:

– Daniel Jana

Data de fundação da associação:

19 de março de 2015

Missão da associação e importância da mesma para o concelho

– Quais os principais desafios da associação?

– A nossa Associação que tem como fim promover e desenvolver atividades de cariz Solidário, Desportivo, Recreativo, Lúdico, Educativo e Cultural para a população em geral com um foco especial na juventude do concelho de Mação e com isto contribuir para o desenvolvimento do nosso concelho através das inúmeras atividades que desenvolvemos ao longo do ano em prol da nossa terra e das nossas gentes.

– Quantos sócios? 140

– Órgãos sociais/constituição / média de idades?

Órgãos sociais eleitos para o mandato 2016-2018.

Média de idades: 26 anos.

Crédito: Associação Magalhães

– Adesão da comunidade em geral às atividades? A camada jovem interessa-se pelo funcionamento da associação? Têm curiosidade em entrar e participar na organização de eventos?

O balanço que fazemos sobre a envolvência da comunidade com as nossas atividades é extremamente positivo, tendo tido uma evolução ao longo dos anos. É cada vez mais notória a simbiose perfeita com a comunidade local pois esta reconhece hoje o trabalho desenvolvido nas várias iniciativas de cariz solidário, desportivo, cultural que fazem com que a Associação Magalhães de Mação tenha uma maior notoriedade e uma relação colaborativa de proximidade por parte não só da população, mas também com entidades públicas, privadas e associativas e que tende cada vez mais a intensificar-se, sendo esse o nosso objetivo.

Posto isto, achamos que este é o caminho certo apesar de todo o tempo dispensado, as noites mal dormidas e todas as dificuldades normais do mundo associativo, estamos a demonstrar e a receber feedback que a nossa existência faz sentido e enquanto assim for, a associação continuará com a força e a vivacidade que tem demonstrado.

– Preocupações da associação em termos de evolução do concelho?

A nossa maior preocupação é nunca baixar os braços e com as nossas armasm que são naturalmente as atividades que desenvolvemos, tentarmos inverter certas coisas como a desertificação, o desinteresse dos mais novos e dar aqui também um estímulo aos nossos agentes económicos com acontecimentos, como é exemplo a Semana Académica e da Juventude que já consta no calendário anual de eventos a não perder no concelho de Mação, quer pela sua grandeza e qualidade que faz com que, principalmente os mais jovens naturais ou com raízes voltem as suas origens nestes dias, e o que traz animação ao concelho. Desde as aldeias até à própria vila que vive intensamente este evento, pois o mesmo desdobra-se por vários pontos, o que é notório é que Mação realmente “mexe” nestes dias e todos ficamos a ganhar: os visitantes, o comércio local, as entidades envolvidas, patrocinadores e a população local. É isto que nos orgulha e nos faz considerar: missão cumprida!

 – Quais os aspetos tidos em conta na formulação do plano de atividades?

São vários, mas pretendemos sempre em primeiro lugar auscultar a opinião e os interesses da comunidade em que nos inserimos com natural enfoque no nosso público-alvo – juventude. Numa segunda fase criar esse plano com os membros diretivos da associação através da informação recolhida, o balanço das edições passadas dos mesmos eventos e sempre trazendo alguma novidade, claro está que tudo isto sempre agregado a uma previsão orçamental, e por fim apresentar o mesmo à discussão e aprovação em assembleia geral aos sócios.

– Qual o evento/atividade de destaque? Porquê?

Claramente que é a SAJ (Semana Académica e da Juventude de Mação) pois, trata-se de um evento que já conta com 5 edições consecutivas, onde é notória e evolução a cada ano que passa, em boa hora há 5 anos atrás surgiu esta ideia devido aos membros da associação serem na sua maioria estudantes universitários e daí a vontade de trazer para a nossa terra algo que experienciávamos nas cidades que nos acolhiam para estudar. Estava lançado o repto e assim se organizou a primeira Semana Académica do país numa vila que não tem universidade, mas tem os jovens, os estudantes e, principalmente, o espírito.

A Semana Académica e da Juventude, é um evento completo com atividades que decorrem de dia e de noite para todo o tipo de públicos aliando o desporto, com cultura, os concertos, as tradições. É a “menina dos nossos olhos” e trabalhamos boa parte do ano com o objetivo de que este evento seja do agrado do público em geral, nunca esquecendo claramente o seu público – alvo que são os jovens, maioritariamente residentes ou com raízes no nosso concelho, mas não só, pois já atrai inúmeras pessoas dos concelhos limítrofes, o que demonstra a evolução e qualidade do mesmo, sendo hoje considerado por muitos um evento marcante na região. Facto que tem uma grande importância para a economia local e para levar o nome de Mação mais além, elevando-o ao patamar de excelência que é onde pertence e deve estar.

– A associação terá continuidade a médio/longo prazo? O número de associados/membros dos corpos sociais é sustentável?

Apesar de se tratar de uma associação muito recente, tem já bons alicerces e onde se prevê que o futuro seja risonho, sendo que a continuidade está assegurada pela quantidade de associados a envolverem-se e a demonstrarem capacidade de efetuarem a natural renovação dos órgãos diretivos, sem se perder a sustentabilidade e a essência com que esta associação surgiu, e em boa hora, no nosso concelho.

– Como carateriza a associação? O que a distingue de todas as outras do concelho?

A nossa associação é caraterizada pela humildade própria daqueles que têm a consciência de que nada – absolutamente nada – se constrói sozinho, mas sim em parceria, com grande sinergia e espírito coletivo. Nos Magalhães sentimos que este é o caminho e damos grande importância às relações institucionais, e queremos fortalecer acima de tudo as nossas parcerias associativas, de que é exemplo o MAC TT, ADM, Os Maçaenses, Ares do Pinhal… pois com eles além de identificar boas práticas, ouvimos os bons conselhos da tão importante “voz da experiência” que tem sido muito útil nesta caminhada.

A Associação Magalhães de Mação é uma associação plural, apartidária e orgulhosamente maçaense, distinguindo-se de todas as outras pela sua vertente “multidisciplinar”, ou seja, é de tudo e todos, pois não é do Todo o terreno, ou das bicicletas, ou da musica, ou da aldeia “x” …, mas é do desporto, da cultura, do recreio… em suma, é do concelho e pró-Concelho de Mação.

– Recordes da associação?

Não chamaria recordes, mas sim marcos importantes que nos dão alento e nos deixam felizes por pertencer e construir a Associação Magalhães de Mação, como alguns exemplos:

Alcançámos uma centena de sócios em 3 meses.

Temos, fruto de uma cedência da Câmara Municipal, um espaço físico como sede da Associação no centro da vila, onde podemos conviver, reunir e armazenar os nossos equipamentos.

Organizamos um dos mais marcantes eventos anuais no concelho.

Trouxemos à nossa terra dando a conhecer à população os seus percursos de vida uma das mais conceituadas atrizes nacionais – Margarida Carpinteiro, um jovem a dar cartas no desporto mundial – Miguel Oliveira e uma atleta olímpica – Francisca Laia.

Fruto de importância que damos às parcerias associativas fomos distinguidos pela Associação MAC TT como “Parceiro Associativo” em três anos consecutivos 2014/2015/2016 e pela Associação Ares do Pinhal em 2016.

Entre outros, sempre com os “pés bem assentes na terra”, podemos considerar que este é o caminho. Mas, destaco, não é obra de um, ou de outro, nem de uns poucos. Este caminho é obra de muitos, e é fruto do trabalho de todos.

É esta a filosofia da nossa Associação, o futuro está aí e a nossa tarefa é estarmos sempre preparados para os desafios que ele nos coloca.

 Sobre o concelho de Mação

– Pontos fortes

Mação tem algo que não se consegue explicar, costumo apelidar o meu concelho como “terra dos sonhos”, mas sem dúvida Mação é diferente. Existe algo que não existe em mais nenhum lugar, uma ligação tão forte entre as pessoas e este local que é impossível de esquecer, por quem vive ou já passou por cá, sendo as próprias pessoas as maiores embaixadoras deste concelho.

Claro que podemos falar de outros aspetos que são uma grande mais-valia como a segurança, a educação, as IPSSs de excelência, enfim, a qualidade de vida.

– Pontos fracos

As preocupações da Associação são as mesmas que nós todos sentimos e já sabemos, como a desertificação, a baixa natalidade e uma população envelhecida, mas é por não nos resignarmos a isso que continuamos a combater com as nossas armas e como otimistas que somos, acreditamos que esta geração ainda vai dar vida e muitos anos de prosperidade ao nosso concelho (haja trabalho e vontade, claro).

– O futuro de Mação passa por…? E esse futuro cruza-se com o futuro da associação?

Acho que finalmente Mação começa a ter um rumo e uma luz ao fundo do túnel, na minha opinião pessoal, penso que se perdeu tempo demais. Podia estar a desculpar o meu concelho com problemas de interioridade ou o concelho do lado ainda está pior, mas nada disso adianta e a isso chamo resignar ao insucesso, mas felizmente vejo agora (nunca é tarde) vontade e pessoas capazes de liderar os comandos deste concelho, com visão e foco em mudar o rumo das coisas, e o mais importante de tudo é trazer os jovens desta terra de volta “a casa”. Para além de termos bons/qualificados, gostamos desta terra e fazemos falta e sem dúvida que somos a solução e a única e última esperança, e penso que é com esta visão que se está a trabalhar para os jovens terem as ferramentas que precisam. Era a vontade de os acolher que faltava, pois com trabalho e juventude tudo o resto desenrola-se naturalmente.

– Como imagina Mação daqui a 20 anos?

Sinceramente espero que seja um concelho a dar cartas e que seja tornado caso de estudo por ter tido “morte anunciada” mas tenha conseguido sobreviver, e que nessa altura tenha mais vitalidade a todos os níveis do que tem hoje e a qualidade de vida que sempre nos habituou.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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