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Quarta-feira, Setembro 22, 2021

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Especial Mação | A voz das associações jovens do concelho: Associação MAC TT

No âmbito do suplemento especial de Mação, o mediotejo.net quis fazer um raio-x aos exemplos de associativismo jovem do concelho. Como tal, demos voz a duas associações e convidámos a direção a responder a um questionário que dê a conhecer a sua missão, os seus objetivos, recordes, ambições e perspetivas, bem como a sua visão sobre o futuro do território que ajudam a dinamizar. Hoje conhecemos a mais radical das associações, não fosse o seu apelido Todo-o-terreno.

Presidente da direção: Rui Marques

Data de fundação da associação: 01-02-2011

Missão da associação e importância da mesma para o concelho

– Quais os principais desafios da associação?

Criar condições de trabalho para os nossos colaboradores durante os eventos, uma vez que os nossos eventos são bastante exigentes a nível logístico, outro grande desafio é continuar e se possível melhorar a vertente social que muito nos preocupa, todos os anos parte da nossa receita é utilizada para efetuar donativos a instituições sociais de Mação e aos Bombeiros Voluntários de Mação, que nos têm ajudado bastante em todos os nossos eventos.

– Quantos sócios? 250

– Órgãos sociais: Média de idades? 30/40 anos

Corpos Sociais para o Biénio 2016 – 2018

Direção: Rui Marques (presidente), Sérgio Santos (vice-presidente), Ana Rita Conde (secretário), Nuno Cordeiro (tesoureiro), David Agostinho e Francisco Loureiro, Tiago Brito, Miguel Pires, Carlos Cerdeira (vogais)

Mesa da Assembleia: Norberto Conde (presidente), Fernando Fernandes (1º secretário), Nilsa Rito (2º secretário).

Conselho fiscal: Vasco Faustino (Presidente), Otávio Barrocas (vice-presidente), Alexandre Loio (Secretário)

Ao centro Rui Marques e Sérgio Santos, da direção. Foto: MAC TT

– Adesão da comunidade em geral às atividades? Bastante considerável.

– A camada jovem interessa-se pelo funcionamento da associação?

Sim e temos trabalhado bastante nesse sentido, alguns membros da direção são de
gerações mais novas, será a forma de conseguirmos transmitir esta nossa identidade, para que eles consigam no futuro dar continuidade ao nosso trabalho.

Têm curiosidade em entrar e participar na organização de eventos?

Sim e é para nós um grande motivo de orgulho.

Preocupações da associação em termos de evolução do concelho?

Falta de população jovem; falta de empresas que vejam o MAC TT como uma oportunidade de divulgação e criação de parcerias; falta de flexibilidade por parte de alguns empresários, que teimam em não se querer adaptar a esta nova realidade, e não aproveitam os fins de semana em que realizamos provas que trazem milhares de pessoas ao nosso concelho, tomo como exemplo restaurantes encerrados e outros sem capacidade de resposta nos dias das provas.

– Quais os aspectos tidos em conta na formulação do plano de atividades? Inevitavelmente o nosso plano de atividades tem que ter sempre em conta o nosso orçamento anual, que é bastante reduzido, porque falta de propostas e de ideias para
a realização de novos eventos não nos falta, o difícil por vezes é que muitos deles não são economicamente viáveis, e claro ninguém gosta de trabalhar para eventos que poderão dar prejuízo.

– Qual o evento/atividade de destaque? Porquê?

Todas as provas que contam para campeonatos nacionais, neste momento já realizamos duas ( CNTrial 4×4 e CNSuper Enduro) e Troféus Nacionais que também já realizamos dois e no próximo ano a correr bem transitam também para Campeonato Nacional (Navegação TT e Resistência TT), esperamos desta forma realizar 4 provas de 4 Campeonatos Nacionais diferentes em 2018, todos eles de desportos motorizados que é o que mais gostamos.

– A associação terá continuidade a médio/longo prazo? O número de associados/membros dos corpos sociais é sustentável?

É nesse sentido que temos trabalhado, temos investido grande parte das nossas receitas em aquisição de equipamentos para melhorar e facilitar a organização dos novos eventos. O número de sócios não determina a sustentabilidade da associação, até porque a cota anual é um valor simbólico, mas determina sim as pessoas que acreditam em nós e nos apoiam, que felizmente tende a aumentar todos os anos.

Como carateriza a associação? O que a distingue de todas as outras do concelho?

A principal característica da nossa associação penso que é a amizade que existe entre os membros da direção e dos restantes órgãos sociais. Só assim conseguimos ultrapassar por exemplo as discussões e as decisões difíceis que temos que tomar nas muitas reuniões que realizamos, por vezes nem todos estamos de acordo, mas todos partilhamos da mesma certeza que se a maioria decide é porque é a decisão mais acertada, e uma
coisa temos cientes, é que nunca esta diferença de opiniões interferirá na nossa amizade. E depois o mediatismo que se tem criado com os sucessos que vamos alcançando nas nossas provas, e a facilidade que temos em criar amizades em todos os locais por onde passamos. O que nos poderá distinguir das outras associações do concelho, além desta amizade, talvez o tipo de desporto que gostamos e praticamos, que é bastante diversificado, desde motos, quads, jipes, velocidade, perícia, resistência, navegação e
turismo/lazer.

– Recordes da associação?

Tem sido sem dúvida as provas do Campeonato Nacional de Trial 4×4, já organizámos 4 edições consecutivas, que têm levado as nossa capacidades ao limite, na última prova há cerca de dois meses atrás, contámos com um staff de 100 pessoas, todas voluntárias e
com muitas tarefas para desempenhar e todas muito distintas, desde comissários de pista, bilheteiras, serviço de bar e restauração, cozinha, segurança, é a prova que exige mais de nós e durante mais tempo, porque é uma prova de demora cerca de um mês a preparar, mas depois os resultados também são bastante estimuladores. No ano passado batemos o recorde de inscritos (cerca de 37 equipas) e este ano também, e um público que não pára de aumentar, felizmente. No primeiro ano em 2014 contámos com aproximadamente 2500, neste momento vamos com cerca de 5000, o dobro, e o feedback bastante positivo, tanto por parte dos participantes, público, autarquia e de toda a população, o que nos dá bastante motivação para continuar este projeto.

Sobre o concelho de Mação
– Pontos fortes: Os cerca de 1400km de estradas de terra transitáveis, e os incalculáveis quilómetros de trilhos e as paisagens paradisíacas. O apoio por parte da autarquia, das juntas de freguesia e de algumas empresas. A paixão pelos desportos motorizados por parte da população.

– Pontos fracos: Falta de população jovem, grande parte dos jovens vão estudar ou trabalhar para os grandes centros urbanos e já não regressam. E quando realizamos eventos maiores a oferta hoteleira não é suficiente.

– O futuro de Mação passa por…? Apostar no turismo, aproveitar a natureza e os desportos out door para a captação de um novo turismo, criar oportunidades de trabalho para a população jovem, para se poder fixar no concelho.

E esse futuro cruza-se com o futuro da associação? Com certeza porque precisamos dessa população o ano inteiro em Mação e não só ao fim de semana e nas Férias de Natal e Verão.

– Como imagina Mação daqui a 20 anos? 20 anos é muito tempo, mas esperamos ver um Mação melhor e um MAC TT muito mais forte.

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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