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Especial Ferreira do Zêzere | VOX POP: “O que é que Ferreira tem de melhor …”

No dia em que Ferreira do Zêzere acolheu mais uma edição da Festa do Emigrante (sexta-feira, 11 de agosto) o mediotejo.net foi ouvir testemunhos de viva voz para tentar perceber o que é que os ferreirenses apreciam mais neste concelho. Dornes, o Rio Zêzere, o Lago Azul, as Festividades Religiosas, a Gastronomia ou a tranquilidade do dia-a-dia foram algumas das respostas dadas por quem ama a sua terra e vê com bons olhos a enchente de gente que a Festa provoca no centro da vila por estes dias.

Num dia de particular calor – temperatura normal para o calendário que marca meados do mês de agosto – não foi fácil encontrar pessoas na rua a passear no centro da vila. Mesmo assim, resguardada do sol, à sombra, a ver as montras encontrámos Maria Emília Godinho, 74 anos, de Casais, freguesia de Ferreira do Zêzere que pensa em ir à Festa do Emigrante se conseguir arranjar transporte nessa noite.

Maria Emília Godinho, 74 anos: “Gosto das Festas Religiosas” Foto: mediotejo.net

“Eu gosto de tudo. Gosto que Ferreira seja uma terra sossegada. É um bom sítio para se viver. Só não gosto dos fogos”, refere. Também salienta o simbolismo das Festas Religiosas tal como a via Sacra de Dornes e as festas mais tradicionais como a Feira de São Brás, onde as tradições são relembradas.

José Alberto considera que os petiscos de Ferreira são “do melhor que há” Foto: mediotejo.net

Num banco debaixo de árvores, junto ao jardim principal, foi mais fácil encontrarmos quem estivesse disponível para falar da sua terra sem olhar para o relógio. Depois de se certificar que não estávamos a tentar vender alguma coisa, José Alberto respondeu que o melhor de Ferreira do Zêzere pode ser visto na Festa do Emigrante que está quase a começar ali ao lado. “Os Petiscos cá da terra estão lá todos. As tigeladas são muito boas. Costumo fazer”, responde, acrescentando que há sempre um emigrante para fazer companhia à mesa.

António Pegas: “Quem vem a Ferreira é sempre bem recebido” Foto: mediotejo.net

“O que Ferreira tem de bom é o seu peixe do rio mas também há vinho e do bom”. Quem o diz é António Pegas, taxista há 40 anos. O ferreirense reconhece que, por estes dias, Ferreira do Zêzere ganha uma animação diferente com as Festa do Emigrante. “Há muitos emigrantes que estão emigrados, especialmente no norte da Europa, tal como em França, Holanda, Bélgica. Nós aqui temos tudo… temos o rio perto, a Barragem do Castelo do Bode, petiscos com fartura… e temos boa gente. Quem vem a Ferreira é sempre bem recebido”, assevera.

Cláudio Cruz, 20 anos: “Nesta terra é fácil encontrar pessoas boas, que se ajudam mutuamente”. Foto: mediotejo.net

“Ferreira é uma terra sossegada onde toda a gente se conhece”, refere Cláudio Cruz, 20 anos, acrescentando que “é fácil encontrar pessoas boas, que se ajudam mutuamente”. Foi aqui que o jovem cresceu, estudou e veio a conhecer a namorada que costuma ajudar na loja de animais que esta abriu recentemente. A Festa do Emigrante, diz este jovem, confere uma animação diferente à vila pois traz sempre muita gente, o que é positivo.

Jorge Antunes, 31 anos: ” O ambiente é calmo e temos uma qualidade de vida razoável”. Foto: mediotejo.net

Jorge Antunes, 31 anos, está a ultimar os preparativos do stand de artesanato do sogro (Salvador Inácio) quando o interrompemos para lhe perguntar o que é que Ferreira tem de melhor. “Temos a Albufeira do Castelo do Bode que é lindíssima e temos trabalho, graças às empresas que aqui laboram, o que é muito importante. O ambiente é calmo, temos uma qualidade de vida razoável. Existem bons acessos às grandes cidades, boas infraestruturas e não há falta de alojamento”, atesta. Em relação à Festa do Emigrante considera que é uma boa oportunidade para se mostrar a quem visita o certame o que se vai fazendo em termos de artesanato,. “Apesar de ser uma terra pequena muitas vezes não se sabe o que é que o vizinho faz”, refere.

Hirondina São Pedro, 32 anos: “o turismo é o que Ferreira tem de melhor”. Foto: mediotejo.net

Na tasquinha das 4 Aldeias Unidas (Sesmarias, Cardal, Bairradinha e Bairrada) encontrámos a simpatia de Hirondina São Pedro, 32 anos, a representar a comissão de amigos desta associação. “O turismo é o que Ferreira tem de melhor, sem dúvida alguma”, refere, acrescentando que esta vertente tem um potencial muito grande na vila. “Temos o rio, o wakeboard… temos visto que o turismo tem vindo a evoluir nos últimos anos”, considera. Para a ferreirense, aqui há qualidade de vida, estando Ferreira perto das grandes cidades mas também perto do campo. “É uma vila pequena mas que tem tudo. Não falta aqui nada”, atesta.

Carlos Silva, 65 anos: “Tenho a certeza que Dornes vai ser eleita como uma das sete maravilhas de Portugal” Foto: mediotejo.net

Carlos Silva, 65 anos, presidente da direção do Rancho Alqueidão de Santo Amaro considera que o que Ferreira tem de melhor “é tudo” a começar por Dornes que tem a certeza que vai ser eleita como uma das sete maravilhas de Portugal. “Temos o ovo, a Festa do Emigrante, o Depenicar que é fantástico para animar a malta”, refere, considerando que este evento traz um grande desenvolvimento ao concelho. Destaca ainda os petiscos tradicionais, tais como a tigelada, ex-libris de Ferreira,a petinga frita ou a espinheta de bacalhau.

José Henriques, 68 anos: “Ferreira tem boas paisagens, boa comida, pessoas simpáticas que sabem bem-receber” Foto: mediotejo.net

A cestaria é a arte a que se dedica José Henriques, 68 anos, que aprendeu a moldar com os seus avós. Falamos de todo o tipo de cestaria e mobiliário de vime, que tanto pode ser usado no dia-a-dia como para decorar. A Festa do Emigrante serve para divulgar e vender os seus artigos a quem visita a vila por estes dias. “Ferreira tem boas paisagens, boa comida, pessoas simpáticas que sabem bem-receber. Temos o nosso artesanato, os nossos produtos regionais, o mel e o peixe do rio”, exemplifica, acrescentando que não é por acaso que Dornes foi escolhida como finalista para as 7 Maravilhas de Portugal.

Jorge Henriques, 64 anos: “É tudo bom em Ferreira do Zêzere”. Foto: mediotejo.net

Jorge Henriques, 64 anos, dedica-se à apicultura a tempo inteiro há 35 anos embora esteja habituado a lidar com abelhas desde criança. Quando lhe perguntamos o que é que Ferreira tem de melhor a resposta vem pronta com um rasgado sorriso: “Tanta coisa. Desde a paisagem natural que é lindíssima, a boa gastronomia, a barragem, o campo… É tudo bom em Ferreira do Zêzere”, atesta. Depois de 20 anos numa grande cidade, Jorge Henriques, optou por  regressar às suas origens, Ferreira do Zêzere. Para além de produzir mel, o apicultor apresenta ainda umas originais velas em cera natural de abelha que dão um aroma muito agradável a qualquer lar. Presença habitual na Festa do Emigrante de Ferreira do  considera que este evento é uma boa oportunidade para divulgar a sua arte e fazer algum negócio. “É uma boa iniciativa e o local onde está o evento é muito agradável”, atesta.

Aos 12 anos já queria ser jornalista e todo o seu percurso académico foi percorrido com esse objetivo no horizonte. Licenciada em Jornalismo, exerce desde 2005, sempre no jornalismo de proximidade. Mãe de uma menina, assume que tem nas viagens a sua grande paixão. Gosta de aventura e de superar um bom desafio. Em maio de 2018, lançou o seu primeiro livro de ficção intitulado "Singularidades de uma mulher de 40", que marca a sua estreia na escrita literária, sob a chancela da Origami Livros.

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