Especial Autárquicas 2017 | A estratégia socialista

Composição gráfica: mediotejo.net | Foto: Associação 25 de Abril

Quarenta anos depois da realização das primeiras eleições autárquicas em Democracia (realizadas a 12 de dezembro de 1976), e a menos de um ano das próximas, o mediotejo.net iniciou a publicação de um conjunto de trabalhos para traçar o retrato sociopolítico do distrito, e em particular da região do Médio Tejo. Aos domingos, de 15 em 15 dias, abordamos infograficamente os resultados de cada partido e falamos com os responsáveis distritais dos movimentos políticos sobre as suas estratégias para a campanha que se avizinha. Hoje publicamos o artigo relativo ao Partido Socialista.

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Infografia: mediotejo.net

Nas última eleições autárquicas, realizadas em 29 de setembro de 2013, o Partido Socialista, com 80.363 votos (37,51%) conquistou 13 dos 21 municípios do distrito – Abrantes, Alcanena, Almeirim, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Entroncamento, Golegã, Ourém, Salvaterra de Magos, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha –, detendo 61 vereadores do total de 133 eleitos. O PS lidera ainda a Câmara da Azambuja, concelho do distrito de Lisboa que integra a Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (detendo 14 dos 24 municípios das duas comunidades intermunicipais – CIM – existentes no distrito de Santarém).

A federação distrital do PS faz um balanço global do trabalho realizado neste mandato autárquico “francamente positivo, apesar dos constrangimentos a que todas as autarquias foram sujeitas na primeira metade do mandato”, salientando que alguns desses constrangimentos vão agora “sendo resolvidos”, quer pelo aumento das transferências do Orçamento do Estado quer fruto dos “aceleradores de investimento dos fundos comunitários do Portugal 2020”.

O balanço por concelho e por freguesia é deixado aos autarcas, candidatos e recandidatos, quando se apresentarem perante as populações.

“Todavia, relembramos a resolução de inúmeros problemas em todos os concelhos governados por autarcas do PS, de onde se destacam os que estavam diretamente relacionados com a educação das crianças, na forte aposta no parque escolar e o reforço das políticas sociais de apoio aos idosos”, afirma a distrital socialista, liderada pelo deputado António Gameiro.

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Para o ato eleitoral que se realizará em 2017, o PS aponta como objetivos o “reforço do número de votos, do número de presidências de câmara, de assembleias municipais, juntas de freguesia e assembleias de freguesia, de forma a manter as presidências das comunidades intermunicipais (Lezíria e Médio Tejo) e a coordenação da delegação distrital de Santarém da Associação Nacional de Freguesias.

Quanto às propostas para cada concelho, a distrital deixa para as respetivas estruturas e candidatos concelhios, sublinhando, contudo, que “a melhoria de qualidade de vida das pessoas é sempre o objetivo central de qualquer candidatura do Partido Socialista”.

Questionado sobre o calendário eleitoral e como está a ser preparada a elaboração das listas de candidatos, o líder da distrital afirma que, prevendo-se que as eleições possam acontecer “entre os finais de setembro, princípio de outubro” de 2017, “o que remete para meados de agosto a entrega das listas em tribunal”, o partido indicou o passado mês de dezembro, quando se celebraram os 40 anos das primeiras eleições autárquicas, como a data desejável para a apresentação do “maior número de candidatos, nomeadamente os recandidatos”.

Nos restantes, “a apresentação das candidaturas será feita em função da estratégia articulada entre as concelhias e as federações”, afirmou, sublinhando que “as listas são todas votadas pelas Comissões Políticas Concelhias” e que “não há coligações pré-eleitorais em ponderação”.

A distrital socialista perspetiva uma campanha eleitoral apostada na “afirmação do trabalho realizado e na apresentação de alternativas credíveis, que gerem confiança e esperança num futuro melhor para as populações e respetivos territórios, assente na clareza dos argumentos e das propostas, intensificando a utilização dos meios tecnológicos ao dispor, mas não esquecendo o fundamental de qualquer campanha, os contactos porta a porta e o olhar, olhos nos olhos”.

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Questionado sobre quanto vai o partido despender na campanha no distrito, o PS afirma que, “a esta distância temporal é impossível prever o orçamento disponível”, sendo que não se trata “de uma campanha eleitoral, mas sim de 21, uma por concelho, ainda desdobradas em 143 freguesias”.

Quanto ao trabalho realizado no âmbito das duas comunidades intermunicipais e os reflexos das próximas eleições nestas entidades, a distrital socialista declara “total confiança no trabalho dos seus autarcas, no caso em concreto dos 13 Presidentes de Câmara que fazem parte das duas comunidades intermunicipais”.

“Todo o trabalho que vem sendo desenvolvido com ganhos de escala significam poupança geral para todos os municípios sem deixar de prestar todos os serviços públicos municipais, disponibilizados às pessoas”, salienta.

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