Escolas começam hoje a receber alunos para preencher 55.000 turmas

Os alunos do ensino básico e secundário começam esta sexta-feira a preencher as 55.000 turmas abertas pelo Ministério da Educação para o ano letivo 2016-2017, que marca a distribuição gratuita de manuais escolares no 1.º Ciclo.

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O número de turmas abertas este ano “está em linha” com o ano passado, disse à agência Lusa fonte do Ministério da Educação, acrescentando que são cerca de 80.000 as crianças que entram este ano para o 1.º ano e que recebem os manuais escolares.

Muitas câmaras que já desenvolviam esta prática vão continuar a oferecer os livros, até porque a medida do Ministério da Educação aplica-se este ano apenas ao 1.º ano de escolaridade e não inclui os livros de fichas, só os manuais, que terão de ser devolvidos em bom estado no final do ano.

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Por toda a região do Médio Tejo, algumas escolas já começaram a disponibilizar a entrega gratuita dos manuais escolares, sendo que os encarregados de educação devem-se deslocar à escola-sede dos agrupamentos para o levantamento dos livros, como é o caso do Agrupamento de Escolas Nº 1 de Abrantes. Ou então, aguardar pelo início das aulas, quando também será feita a distribuição dos manuais escolares aos alunos do 1º ano.

Para já, os manuais escolares gratuitos beneficiam os alunos que iniciam o seu percurso na escola básica, uma medida que, segundo as estimativas do Governo, irá abranger cerca de 80 mil crianças e representa um investimento de três milhões de euros.

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Na Sertã, a Câmara Municipal optou por assegurar a manutenção das quatro turmas do Instituto Vaz Serra (IVS) em Cernache do Bonjardim que perderam os contratos de associação com o Estado, na sequência dos cortes de financiamento decididos pelo Ministério da Educação, na sequência de uma revisão da rede pública de ensino.

A autarquia decidiu suportar metade dos custos com os alunos dessas turmas, o que corresponde a 200.000 euros, de acordo com o presidente do município, José Farinha Nunes (PSD).

De acordo com o Ministério da Educação, todas as escolas vão desenvolver este ano um sistema de tutorias para apoiar os alunos com dificuldades.

Alguns estabelecimentos de ensino já desenvolviam experiências do género, mas no âmbito do crédito horário que lhes está destinado para desenvolverem projetos próprios.

Agora, precisou o ministério, estes projetos estão incluídos na componente letiva.

“O modelo de organização é absolutamente flexível”, referiu a mesma fonte, sublinhando que os diretores escolares foram desafiados a organizar o modelo em função das necessidades locais, durante as jornadas pedagógicas promovidas em julho, com a participação do secretário de Estado da Educação, João Costa.

Principais novidades

Este novo ano letivo traz novidades para os alunos e o mediotejo.net deixa-lhe aqui algumas informações sobre o que vai mudar.

Uma das novidades é que todas as escolas passam a ter um sistema de tutorias para apoiar os alunos com duas ou mais reprovações que anteriormente eram encaminhados para o ensino vocacional, como acima já foi referido. Este apoio aos alunos repetentes ao nível dos estudos terá uma duração de quatro horas semanais e será feito com grupos de cerca de 10 alunos.

Provas de aferição

Este ano letivo, todos os alunos do 2º, 5º e 8º anos vão ter provas de aferição a português e matemática. No caso dos alunos do 5º ano, estes terão ainda de fazer provas de aferição a história e geografia e os alunos do 8º ano terão ainda d efazer a prova de aferição a físico-química.

São provas que não contam para a nota, que serão obrigatórias para todas as escolas e foram introduzida pelo atual Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, para substituir as provas finais do 4º e 6º anos.

Inglês obrigatório no 4º ano

Como já estava definido pelo anterior Governo, a partir deste ano letivo o inglês passa a ser obrigatório para os alunos do 4º ano. Esta era uma disciplina que já era obrigatória para os alunos do 3º ano e agora passa a ser também para os alunos do 4º ano e que irá contar para a nota final.

Matemática com metas mais flexíveis

O atual Ministro da Educação já deu orientações às escolas para ajustarem os programas e metas de aprendizagem na disciplina de matemática “em função das necessidades da turma e dos ritmos de aprendizagem” podendo, desta forma, os objetivos de ensino serem atingidos em anos diferentes dos inicialmente previstos.

Turmas com crianças com necessidades educativas especiais

Também neste novo ano letivo, as regras são outras para as turmas com alunos com necessidades educativas especiais. As turmas que integrem estes alunos terão no máximo 20 crianças, desde que o aluno com necessidades educativas especiais passe, pelo menos, 60% do tempo letivo na turma.

Segundo o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, esta medida pretende levar a uma maior inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais na sala de aula, em contacto com os colegas e professoras, em vez de passar a maior parte do seu tempo excluídos da sala de aula, em unidades de apoio.

Pré-escolar abrange crianças a partir dos 4 anos

Também este novo ano letivo é marcado pelo alargamento do pré-escolar a crianças de quatro anos que, antigamente ficavam de fora da rede pública caso as de cinco anos preenchessem todas as vagas. O pré-escolar passa, assim, a abranger obrigatoriamente as crianças a partir dos quatro anos.

Esta foi uma medida do Governo que, segundo referiu a secretária de Estado da Educação, obrigou à abertura de mais 175 salas do pré-escolar este ano.

A abertura oficial do ano letivo decorre de sexta-feira a dia 15, com a maioria das escolas a aproveitarem os primeiros dias para ultimarem o regresso às aulas e as reuniões de receção aos pais e alunos.

Cerca de 1,2 milhões de alunos vão distribuir-se por 811 agrupamentos e escolas não agrupadas da rede pública.

O ministro da Educação marca o início do ano escolar hoje numa visita ao Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva, em Rio Maior, onde estudam cerca de 1.200 alunos.

Na quarta-feira, dia 14, cerca de 30 membros do executivo vão visitar escolas, numa iniciativa anunciada como uma homenagem à comunidade educativa.

Neste dia, o primeiro-ministro, António Costa, 15 ministros e 12 secretários de Estado voltam, na sua maioria, a alguma das escolas em que estudaram.

c/Lusa

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