Escola de Hotelaria de Fátima tem mais um campeão no concurso Chefe Cozinheiro do Ano

A Escola de Hotelaria de Fátima (EHF) deu mais um campeão ao prémio Chefe Cozinheiro do Ano. O professor Ricardo Raimundo obteve o segundo lugar na competição e conquistou o Prémio Helmut Ziebell para a melhor Sobremesa. Um “desafio” para o qual este docente sem tem preparado nos últimos anos e onde quis mostrar todas as potencialidades dos produtos da região de Leiria-Fátima, como a Maçã de Alcobaça ou a Flor-de-Sal de Rio Maior.

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Uma competição renhida que decorreu durante todo ano, em várias provas, e onde a meia centena de concorrentes se resumiu a seis finalistas e três primeiros lugares. Uma ementa com produtos tradicionais portugueses, com um limite de 100 euros e um máximo de seis horas de confeção. Parece difícil?

Ricardo Raimundo foto
Ricardo Raimundo (ao centro) com os dois finalistas do Chefe Cozinheiro do Ano 2015. A sua “Maçã Assada e granizado de maçã” venceu na categoria de inovação

É um desafio”, confessou ao mediotejo.net Ricardo Raimundo, 35 anos, que após uma primeira experiência em que não conseguiu obter o pódio, ficou agora muito próximo do topo (teve 342,50 pontos, o vencedor 349,83), arrecadando ainda a distinção ao nível da inovação, o Prémio Helmut Ziebell. Uma receita de “Maçã assada e granizado de maçã” inspirada na receita de maçã assada da avó, à qual inculcou um conjunto de técnicas para criar algo novo, “de raíz”. “O meu objetivo principal eram os três primeiros lugares”, confessou ao mediotejo.net, tendo-se preparado arduamente ao longo dos últimos anos para conseguir apresentar pratos dignos do Chefe Cozinheiro do Ano.

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Maçã assada CCA15Inspirado na Maçã de Alcobaça, Ricardo Raimundo criou uma reinterpretação da Maçã Assada

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Na edição de 2015, os concorrentes eram obrigados a usar certas matérias-primas, ligadas à gastronomia portuguesa: Bacalhau Salgado Seco da Noruega, Vitela e Maçã. Mas esta já uma aposta pessoal de Ricardo Raimundo, que vê um grande potencial nos produtos locais da sua região (Benedita – Leiria). “Temos produtos muito bons de que não se fala”, salientou. “Tentei usar tudo ao máximo, o mais local possível”, sublinhou, ficando aí a utilização da Maçã de Alcobaça ou a Flor-de-Sal de Rio Maior. “O meu objetivo é fazer cozinha portuguesa, usando os produtos que são nossos”.

Sinto-me bastante bem, missão cumprida”, refere ainda, admitindo que João Viegas, o vencedor (Restaurante São Gabriel), era um concorrente “muito forte”. Para já quer viajar, descobrindo novos países, novos continentes, e as suas gastronomias. “É importante” na sua área, explica, adiantando um projeto seu, pouco divulgado, de um atelier pessoal onde as pessoas possam ir experimentar ementas de degustação. “Está a surgir”, antecipa.

O prémio Chefe Cozinheiro do Ano 2015 foi atribuído dia 23 de novembro, segunda-feira. Ricardo Raimundo apresentou-se à competição com uma entrada de “ervilha e ovo escalfado”, prato de peixe de “Bacalhau de São Martinho, com castanhas e vinho” e prato de carne de “Bochecha de vitela e lombinho”.

Em 2012, Louis Anjos, ex-aluno da EHF, foi vencedor nesta competição nacional.

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