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Sábado, Outubro 23, 2021

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Entroncamento/VN Barquinha | Liga dos Combatentes comemorou 85º aniversário

O Núcleo da Liga dos Combatentes do Entroncamento e Vila Nova da Barquinha comemorou o seu 85º aniversário este domingo, dia 3, com atividades em ambos os concelhos que tiveram início na sede da associação e terminaram com um almoço convívio. Uma manhã com diversos momentos simbólicos nos quais se incluíram o hastear da bandeira nacional e homenagens aos ex-combatentes e sócios.

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O Núcleo da Liga dos Combatentes do Entroncamento e Vila Nova da Barquinha juntou convidados de ambos os concelhos para assinalar os 85 anos de vida desta instituição fundada em 1932. A comitiva composta por representantes de entidades civis e militares, entre os quais o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Jorge Faria, foi recebida na sede pelo presidente Fausto Diabinho e acompanhou as comemorações ao longo da manhã.

O programa teve início pouco depois das 10h00 com o hastear da Bandeira Nacional ao som do Hino Nacional interpretado pela Banda da Associação Filarmónica do Entroncamento e os convidados seguiram para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, onde se realizou uma missa solene. Os momentos seguintes foram de homenagem com a colocação de coroas de flores no Monumento aos Combatentes do Ultramar, no Entroncamento, e no Monumento aos Mortos da I Grande Guerra, em Vila Nova da Barquinha.

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O programa comemorativo teve início na sede com o hastear da Bandeira Nacional ao som do Hino Nacional. Fotos: mediotejo.net

As atividades terminaram com um almoço na Quinta das Três Ribeiras durante o qual se procedeu à entrega de Testemunhos de Apreço aos sócios filiados com há 25, 40 e 50 anos. Uma ligação com muitos anos de História à instituição que Fausto Diabinho relembrou ao mediotejo.net ter sido fundada por um grupo de ex-combatentes da I Guerra Mundial residentes em Vila Nova da Barquinha e no Entroncamento.

Na altura, a atual cidade ferroviária era uma freguesia do concelho vizinho e a escolha do local da sede da agência da Liga dos Combatentes criada com a missão de auxiliar “os órfãos, as viúvas” e aqueles que lutaram pela Pátria deveu-se à existência de diversas infraestruturas militares na zona. A data da abertura oficial foi marcada para o dia 27 de novembro e mais tarde chegou a existir um núcleo da Secção Feminina.

A comitiva com representantes de entidades civis e militares foi recebida pelo presidente do núcleo, Fausto Diabinho. Fotos: mediotejo.net

Atualmente, este núcleo apoia cerca de duas dezenas de ex-combatentes em diversas áreas, nomeadamente através do acompanhamento por parte de uma equipa de psicólogos e assistentes sociais que se desloca ao núcleo quinzenalmente, vindos de Lisboa, e o tratamento de processos relacionados com doenças contraídas durante a Guerra do Ultramar.

Segundo Fausto Diabinho, as carências dos ex-combatentes são “cada vez mais” devido, sobretudo, às baixas pensões dos militares “do meio rural”, exemplificando com o caso de um “quase sem-abrigo” que estão a acompanhar. O tipo de apoio mudou com o passar dos anos, acrescenta, mas não o lema “dignificar os vivos e honrar a memória dos mortos”. Para o presidente da instituição “são todos iguais, independentemente da patente”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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