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Domingo, Dezembro 5, 2021
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Entroncamento | Vestígios arqueológicos revelam História com 300.000 anos

Vestígios arqueológicos encontrados no início do passado mês de agosto durante as obras de instalação de condutas de gás natural no Bairro da Liberdade revelaram que a História do território do Entroncamento remonta à época do Paleolítico Inferior. Segundo Carlos Batata, que realizou as escavações arqueológicas, os cerca de 40 artefactos com cerca de 300.000 anos encontrados na área de 6m2 indiciam a existência de muitos outros nas redondezas.

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Para a maioria das pessoas, a História do Entroncamento está intimamente ligada à construção das linhas do Norte e do Leste em meados do século XIX. Poucos sabem que as primeiras referências históricas datam do século XVI, altura em que os batizados realizados na capela de S. João das Vaginhas constam no livro de registos da paróquia da Atalaia, e, até ao passado mês de agosto, ninguém sabia que as memórias mais antigas do concelho datam de há 300.000 anos.

As obras de instalação de condutas de gás no Bairro da Liberdade, freguesia de Nossa Senhora de Fátima, revelaram cerca de quadro dezenas de artefactos da altura do Paleolítico Inferior, entre os quais se encontram machados e grandes lascas. Segundo Carlos Batata, o achado arqueológico associado a um assentamento de caçadores-coletores Neandertais (Homo Neanderthalensis) pode ser a ponta do iceberg pois acredita existirem mais vestígios nas redondezas, nomeadamente “estruturas ligadas à vida deles”.

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Os artefactos estão associados a um assentamento de caçadores-coletores Neandertais (Homo Neanderthalensis). Foto: DR

Contactado pelo mediotejo.net, este arqueólogo que acompanhava a obra e realizou as escavações na área com aproximadamente 6m2 em conjunto com o arqueólogo Silvério Figueiredo referiu o “espanto geral” provocado pela descoberta dos primeiros seixos, acrescentando que “ninguém estava à espera de encontrar artefactos com aquela idade” numa zona de barros e argila.

Questionado se estes vestígios têm ligação com os encontrados anteriormente na Ribeira da Atalaia, localizada no concelho vizinho de Vila Nova da Barquinha, o arqueólogo admite que algumas peças são “semelhantes” e que o “talhe de pedras é o mesmo”. No entanto, considera “pouco provável que seja o mesmo grupo” pois “os sítios mostram diferenças dos materiais” e, em alguns casos, as datas diferem.

Os trabalhos arqueológicos terminaram esta semana, a área vai ser tapada e os artefactos serão entregues à Direção Geral do Património Cultural. Para o futuro está prevista a publicação de um artigo com a participação de especialistas em arqueologia e outras disciplinas, como a geologia.

Carlos Batata considera que a descoberta “é importante para o Entroncamento e a sua História” e é “natural que se venham a descobrir muitos mais sítios” com estas características na região.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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1 COMENTÁRIO

  1. será possível que a mentira ainda não descansa , esses vestígios são nada mais que da descendência dos filhos de Noé . não existe evolução , como foi tudo destruído os humanos começaram do zero e aí começaram a redescobrir tudo , agora 3000.000 anos , no máximo 5000 anos , maldita religião maçónica que quer descartar o criador e fazer-nos crer que viemos do acaso , o fim da mentira está próximo acordem antes que seja tarde demais . viva Cristo rei , vejam a palavra de Deus é que é recta e de pura verdade

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