Quarta-feira, Março 3, 2021
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Entroncamento | Última noite das festas teve pronúncia do norte (c/ fotos e vídeo)

As Festas de S. João e da Cidade do Entroncamento disseram “até para o ano” este sábado, dia 23. O tempo ameno voltou a ser convidativo e foram muitos os que saíram de casa para fazer a despedida, marcada pelo concerto dos GNR no palco principal. A banda trocou o São João do Porto pelo da cidade ferroviária e viajou-se “Efectivamente” pelas “Dunas” na noite que teve “Pronúncia do Norte”.

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Foram nove dias de festa com música, artesanato, dança, exposições, desporto, artes, animação de rua e um sem número de outras propostas que fizeram aumentar consideravelmente o movimento no Largo José Duarte Coelho, na Rua Luís Falcão de Sommer, na Praça Salgueiro Maia, no Complexo Desportivo Municipal e outros pontos da cidade. A noite deste sábado não foi exceção, com gente de todas as idades a darem vida à cidade que por vezes adormece mal o sol se põe.

Muitos preferiram guardar as horas de sono para a manhã de domingo e aproveitar a última noite das Festas de São João e da Cidade do Entroncamento que guardaram o palco principal para o concerto dos GNR. Minutos antes, a banda Marvin Dolfer Big Band, vinda da cidade alemã de Friedberg, terminava a atuação no Centro Cultural e os holofotes apagaram-se depois do Dj Alvim se despedir do público.

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O “núcleo duro” dos GNR, formado por Rui Reininho, Tóli César Machado e Jorge Romão. Foto: mediotejo.net

O ponto alto foi o dos aplausos a Tóli César Machado, um dos fundadores da banda em 1980, Rui Reininho e Jorge Romão, que passaram a formar o “núcleo duro” dos Grupo Novo Rock (GNR) em 1981. Os três entraram em palco quando o montado na Praça Salgueiro Maia já recebia o Grupo de Sevilhanas “Sombreros y Peinetas”, depois de por lá terem passado os alunos da Academia de Dança do Entroncamento.

Se a dança teve destaque por aqui, no Largo José Duarte Coelho foi o pop rock que acompanha gerações há 37 anos. Viajou-se “Efectivamente” pelas “Dunas”, declarou-se “Morte ao Sol” com “Cadeira Eléctrica”, disse-se “Usa” e abusa pois “Mais Vale Nunca”, voou-se com “Asas (Eléctricas)” sem saber se a companhia era “Dama ou Tigre” e mostrou-se o “Sangue Oculto” dos “Sub-16”.

GNR com “Pronúncia do Norte” nas Festas de S. João e da Cidade do Entroncamento

Ao longo de hora e meia cantaram-se estes e outros temas de álbuns emblemáticos dentro e fora do palco. O ponto de partida não foi o primeiro trabalho,”Independança” (1982), nem o segundo “Defeitos Especiais” (1984). As memórias andaram de um lado para o outro entre “Os Homens não se querem bonitos”, editado em 1985, e o mais recente “Caixa Negra”, separados por trinta anos.

Pelo meio, os GNR lançaram “Psocopátria” (1986), “Valsa dos Detetives” (1989) “Rock in Rio Douro” (1992), “Sob Escuta” (1994), “Mosquito” (1998) e “Popless” (2000), “Do Lado dos Cisnes” (2002) “Retropolitana” (2010). Sempre com a voz inconfundível de Rui Reininho, o baixo de Jorge Romão e o multifacetado Tóli César Machado, que começou na banda como baterista e este sábado tocou guitarra, piano e acordeão.

A escolha de “Impressões Digitais” para começar o espetáculo diz muito da banda cujo pop rock não se manteve igual com o passar dos anos, mas assegurou que se mantinha igual a si própria. Os cabelos brancos lembram-nos que vêm de longe. No que respeita ao tempo, diga-se, pois o Porto fica a poucas horas de caminho e nem se deu pela distância na noite em que o São João do Entroncamento teve “Pronúncia do Norte”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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