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Segunda-feira, Outubro 25, 2021

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Entroncamento | Toque de entrada do novo ano letivo para mais de 2500 alunos

O toque de entrada oficial para o ano letivo 2018/19 vai ser ouvido no Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento na próxima terça-feira, dia 18, e são 2532 os estudantes, 70 dos quais de nacionalidade estrangeira, que vão andar de mochila às costas pela cidade até às próximas férias de verão. Conversámos com Maria Filomena Pereira, diretora do agrupamento, sobre o arranque e algumas novidades desta nova época escolar.

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A contagem decrescente para o primeiro toque de entrada do primeiro período escolar já começou e no ano letivo 2018/19, 2532 alunos vão aprender as matérias escolares lecionadas desde a creche / jardim de infância ao ensino secundário na cidade do Entroncamento. Os rapazes, 1345, vão estar em maioria, mas por curta margem pois irão partilhar os seis estabelecimentos de ensino e os 264 docentes do Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento ao longo dos próximos meses com 1187 raparigas.

O minuto zero, contudo, surgiu muito antes da data oficial com as reuniões de preparação e a cerimónia de abertura, no passado dia 12, que juntou as comunidades escolar, civil e militar na escola-sede do agrupamento. O momento incluiu, entre outros, a inauguração da exposição dos alunos de artes orientados pelo docente Álvaro Santos e o lançamento do novo número da Revista EntreLinhas, que partilha o trabalho desenvolvido neste agrupamento.

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A cerimónia de abertura do novo ano letivo realizou-se no dia 12 de setembro. Foto: Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento

Nesta nova etapa, o número global de alunos pouco varia em relação ao ano letivo anterior, 2571, e é justificado por Maria Filomena Pereira pela “quebra na Taxa de Natalidade que se tem vindo a assistir a nível nacional e, naturalmente, ao nível local”. No entanto, a diretora do agrupamento de escolas acrescenta que a redução verificada nesta taxa ao nível do concelho, que passou de 9,7‰ em 2014 para 8,9‰ em 2015, não se refletiu na variação da população escolar para quem, considera, o agrupamento continua a ser “um polo de atração”.

Os bons resultados escolares dos alunos são um dos fatores que contribuem para esta atratividade e Maria Filomena Pereira destaca os obtidos depois de concluído o 12º ano, exemplificando com o reconhecimento da Escola Secundária do Entroncamento, em 2016 e 2018, pela Universidade Nova de Lisboa. Os melhores alunos dos primeiros anos dos cursos de Gestão da Informação, em 2015, e de Informática, em 2017, afirmaram-se neste estabelecimento de ensino superior depois de terem feito “todo o percurso escolar no nosso agrupamento”.

Dois casos que podem servir de inspiração aos estudantes atuais que – à exceção do ensino profissional, cujas aulas começaram no passado dia 12 – vão estrear-se ou regressar à escola na próxima terça-feira. No total, são 117 turmas pelas quais se distribuem 255 alunos da creche e jardim de infância, 591 do primeiro ciclo, 428 do segundo ciclo, 613 do terceiro ciclo, 483 do ensino secundário e 162 do ensino profissional.

A Escola Secundária do Entroncamento é a sede do agrupamento de escolas. Foto: mediotejo.net

Segundo a diretora do agrupamento, será dada continuidade ao “trabalho de colaboração entre todos os intervenientes no processo educativo, visando o desenvolvimento integral do aluno sempre numa perspetiva de inclusão e assumindo-se o agrupamento como o palco onde se desenrola a prática de uma cidadania ativa”. E o que passa por esse palco? Maria Filomena Pereira indica, em primeiro lugar, “a implementação de uma grande diversidade de projetos de nível local, regional, nacional e internacional”.

Na missão assumida pelo agrupamento de ser “motor de desenvolvimento da comunidade onde se insere” também se destaca a “intervenção dos alunos na resolução de problemas sociais e ambientais”, não esquecendo “a aquisição de hábitos de vida saudável e a promoção da qualidade de vida da população”.

O mote inspira ainda uma novidade deste ano letivo, com a instalação de uma estação meteorológica na escola-sede que disponibilizará dados para todos os alunos e a população em geral. A iniciativa integra o orçamento participativo das escolas, salienta, e é “uma das metas presentes no Projeto Educativo do agrupamento”.

Atuação dos alunos, incluindo o grupo EPIS, na DGEstE – Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares, em 2016. Foto: mediotejo.net

Outras atividades estão previstas, nomeadamente as realizadas no âmbito do contrato de autonomia celebrado com o Ministério de Educação, em dezembro de 2014, com o objetivo de “dar resposta a uma população escolar muito específica”, diz Maria Filomena Pereira, e que inclui o projeto EPIS – Empresários pela Inclusão Social, desenvolvido na Escola Básica do Bonito com o objetivo de integrar os alunos de etnia cigana através da música e da dança.

O contrato permitiu a contratação de “um Educador Social a meio tempo, o que melhorou consideravelmente os comportamentos e as aprendizagens destes alunos” e a diretora do agrupamento de escolas refere que, neste momento, aguarda a “renovação por mais dois anos letivos”, partilhando a expetativa de que o trabalho deste profissional seja “alargado a outros estabelecimentos de ensino, integrando uma equipa multidisciplinar, medida presente no nosso Plano de Ação Estratégica aprovado pela Direção Geral da Educação”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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