Entroncamento | Tomaram posse os 30 responsáveis pela autarquia até 2021 (C/FOTOS)

Tomada de posse dos órgãos autárquicos do Entroncamento. Foto: mediotejo.net

Os eleitos para o mandato 2017/2021 da Assembleia e Câmara municipais do Entroncamento tomaram posse esta sexta-feira, dia 13, nos Paços do Concelho. Caras novas e antigas juntaram-se num Salão Nobre cheio para a cerimónia solene que juntou pela primeira vez os trinta autarcas de cinco forças políticas a quem os eleitores atribuíram a responsabilidade de gerir o município nos próximos quatro anos.

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O novo executivo municipal liderado pelo presidente reeleito, Jorge Faria, apenas sofreu alterações no que respeita aos vereadores da oposição, cujos lugares passam a ser ocupados pelos sociais-democratas Jaime Ramos e José Baptista e o bloquista Henrique Leal. Ilda Joaquim, Carlos Amaro e Tília Nunes dão continuidade ao mandato anterior pelo partido socialista.

Na Assembleia Municipal também se juntam novos deputados aos que desempenharam a função entre 2013 e 2017, assim como o novo presidente Luís Filipe Antunes (PS) que tem como primeira e segunda secretárias Lúcia Abelha (PS) e Fernanda Alves (PS), respetivamente. A única lista, apresentada pela bancada socialista, foi aprovada por maioria com 13 votos favoráveis, oito brancos e um nulo.

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O executivo muncipal passa a ter como vereadores da oposição José Baptista e Jaime Ramos, do PSD, e Henrique Leal, do BE. Fotos: mediotejo.net

Além do presidente e secretárias, este órgão deliberativo passa a ser constituído pelos socialistas Mário Balsa, Ricardo Antunes, Manuel Martins, Carlos Alfaia, António Miguel, Liliana Rodrigues e Fernando Maurício, a par dos presidentes reeleitos das duas juntas de freguesia do concelho Ezequiel Estrada (Nossa Senhora de Fátima) e Rui Maurício (São João Baptista).

A bancada do PSD é formada por António Mascarenhas, Manuel Faria, Maria João Grácio, Carlos Silva, Fernando Barroso e Susana da Cruz e a do BE por Carlos Matias, que esteve ausente, Maria de Fátima Roldão e Pedro Santos. António Ferreira representa a CDU e Rosa Teixeira o CDS-PP. No total, a Assembleia Municipal tem 23 elementos, contando com os representantes das juntas de freguesia.

O PS é o partido com maior número de vereadores e deputados municipais (tomadas de posse de Jorge Faria, Carlos Amaro e Ricardo Antunes). Fotos: mediotejo.net

Depois das tomadas de posse, Luís Filipe Antunes discursou pela primeira vez enquanto responsável máximo do órgão deliberativo que o cargo assumido se trata de um “compromisso de grande responsabilidade”, cujas funções pretende desempenhar “prestigiando o exercício do poder local e a cidade e concelho do Entroncamento” no qual espera contar “com o apoio e solidariedade de todos”, sublinhando “temos que ser uma equipa em Assembleia Municipal”.

Para o novo presidente “é uma honra e um privilégio de ter a oportunidade de desempenhar a função como autarca, membro e presidente da Assembleia Municipal do Entroncamento” e saudou os que terminaram os seus mandatos, nomeadamente o seu antecessor João Lérias, de quem reconheceu o “empenhamento sincero na defesa naquilo que entendeu ser o interesse dos cidadãos”.

António Mascarenhas (PSD), António Ferreira (CDU), Rosa Teixeira (CDS-PP) e Pedro Santos (BE). Fotos: mediotejo.net

O novo presidente da Assembleia Municipal também dirigiu palavras de “encorajamento e confiança” aqueles que, como ele, iniciaram as suas funções esta sexta-feira e contribuirão para que a democracia saia “renovada” pois “é sempre bom quando há novos protagonistas, novos intervenientes”.

A mesma democracia que disse estar em crise devido aos “responsáveis e eleitos, muitas vezes, com a burocratização da relação dos cidadãos com o Estado, pelo desencanto da ação de muitos em quem foi depositada grande esperança” que se traduz “no desinteresse, no abstencionismo e no virar de costas à vida comunitária”, salientando a responsabilidade dos novos eleitos em “inverter este ciclo” no Entroncamento.

Luís Filipe Antunes ocupou o lugar de presidente da Assembleia Municipal perante uma sala cheia e ladeado por Lúcia Abelha e Fernanda Alves. Fotos: mediotejo.net

O último discurso da cerimónia da tomada de posse dos órgãos autárquicos para o mandato 2017/2021 foi feito pelo presidente da Câmara Municipal, Jorge Faria, no qual começou por deixar um agradecimento público aos elementos da anterior Assembleia Municipal e aos munícipes que votaram no passado dia 1 de outubro, salientando a “clara redução da abstenção”.

O autarca destacou o orgulho sentido por “ter liderado uma equipa dedicada e competente e uma câmara que diariamente procurou e procura cumprir com o nosso compromisso de promover a melhoria do bem-estar, do progresso, da nossa cidade e que procurou sempre ter a democracia por costume e como ideia condutora”.

João Lérias, as bancadas de deputados e Jorge Faria. Fotos: mediotejo.net

Como ambição para os próximos anos apresentou a construção de “uma cidade humanizada que procure responder às necessidades das pessoas de forma sustentável e eficaz, garantindo o seu desenvolvimento e a coesão social”, acrescentando a “utilização mais eficiente dos recursos” e a resposta “aos desafios das alterações climáticas”. Em suma, disse, uma “cidade que seja capaz de apanhar o comboio e o desafio da inteligência e da inovação e que permita ser mais eficiente, mais competitiva e mais atrativa”.

O presidente da autarquia referiu ainda que pretende “dar continuidade ao trabalho que iniciámos” com base nos seis eixos estratégicos enunciados no programa eleitoral que têm como principal objetivo “a melhoria da qualidade de vida das pessoas da nossa cidade”. A regeneração urbana foi o primeiro eixo indicado, o desenvolvimento económico, emprego e formação foi o segundo, a coesão social e cidadania o terceiro, a educação, cultura e juventude o quarto, o associativismo, desporto e vida saudável o quinto e, por fim, o desenvolvimento de uma cidade sustentável e inteligente.

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