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Quarta-feira, Dezembro 1, 2021

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Entroncamento | Taxa de resíduos a pagar pelos munícipes vai aumentar 30% (c/áudio)

Os aumentos verificados nos últimos anos têm vindo a ser suportados pela autarquia, explicou o presidente da Câmara, dizendo não haver neste momento condições para tal, tendo parte do acréscimo de ser refletido na fatura dos munícipes.

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“Desde que estamos na Câmara, nunca procedemos ao aumento dos tarifários [dos resíduos urbanos] – ainda que o custo de tonelada tratada no aterro tenha tido um acréscimo bastante significativo nos últimos cinco anos, tendo passado de 32€ a tonelada, em 2015, para 51,95€”, explicou o presidente da Câmara do Entroncamento na última sessão do executivo camarário.

Apresentando a proposta de tarifários para 2022 relativa ao abastecimento de água, saneamento e resíduos urbanos – que mereceu aprovação unânime por parte dos eleitos para a Câmara Municipal – Jorge Faria referiu que, apesar do aumento de 62% das taxas de resíduos (cujo tratamento é feito pela RSTJ e suportado financeiramente pelo Município), a autarquia tem conseguido “manter a tarifa dos resíduos” bem como que “a cobertura dos custos não descesse abaixo dos 85%”.

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Reguladas pela ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos), estas temáticas têm um conjunto de normas a serem cumpridas, nomeadamente, a de um equilíbrio: “As tarifas devem cobrir os custos e não deve haver menos do que 85% da cobertura desses custos. Havendo menos de 85%, podemos ficar limitados nos acessos a alguns apoios investimentos”, explicou o edil entroncamentense.

Neste momento, a situação está “perfeitamente equilibrada”, mas Jorge Faria assume que a autarquia não tem condições para assumir a totalidade do acréscimo em 2022. “Neste momento, não temos condições para isso, temos que refletir uma parte deste aumento nos nossos munícipes e temos uma proposta de aumento de 30% da tarifa de resíduos”, apresentou.

ÁUDIO | JORGE FARIA, PRESIDENTE CM ENTRONCAMENTO

Já no que respeita às restantes tarifas, da água e do saneamento, as mesmas “devem ser atualizadas com base no índice de preços do consumidor, que está previsto em 0,9%”, expôs o presidente da Câmara do Entroncamento.

Com os aumentos de 0,9% e 30%, o edil dá conta de que tal representará, “para um consumidor doméstico médio de 10 metros cúbicos/mês, um aumento mensal de 1,32 euros (aumento médio de 5,7 euros)”.

Esperando que nos próximos anos não haja necessidade de fazer novos ajustes tarifários, o autarca entroncamentense referiu ainda que a otimização destes sistemas irá permitir, no futuro, “não ter necessidade de transferir para os munícipes estes custos”.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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