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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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Entroncamento: Serviço de Material do Exército e Regimento de Manutenção celebraram aniversário

As comemorações do 60º Aniversário do Serviço de Material do Exército e do 10º Aniversário do Regimento de Manutenção decorreram entre os dias 3 e 5 de fevereiro no concelho do Entroncamento e tiveram o ponto alto nas cerimónias militares do passado sábado. Diversos locais da cidade receberam as iniciativas que incluíram o lançamento de um livro e a inauguração de uma exposição dedicados a Bartholomeu da Costa, Patrono do Serviço de Material do Exército, e um concerto da Banda Sinfónica do Exército.

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As celebrações oficiais do Serviço de Material do Exército e do Regimento de Manutenção, ambos localizados na cidade do Entroncamento, tiveram início na passada quinta-feira, dia 3, com duas iniciativas dedicadas a Bartholomeu da Costa.

O patrono do serviço do Exército Português responsável pela aquisição, manutenção e reabastecimento de material foi homenageado no Museu Nacional Ferroviário com o lançamento do livro “Bartholomeu da Costa (1731 – 1801) – Patrono do Serviço de Material do Exército” (Quartzo Editora), da autoria do Sargento Ajudante Paulo Costa, e a inauguração da exposição “Bartholomeu da Costa – A Época | O Homem | A obra”. A última estará patente ao público até dia 3 de maio e resulta de uma parceria entre o MNF e o Regimento de Manutenção Militar do Entroncamento, que envolve ainda o Museu Militar de Lisboa e a Câmara Municipal do Entroncamento.

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Na noite de sexta-feira, dia 4, o Pavilhão Desportivo Municipal abriu as portas para um concerto gratuito da Banda Sinfónica do Exército, antecedendo o ponto alto das comemorações com a realização das Cerimónias Militares acompanhadas por uma Mostra Expositiva nos campos do Complexo Desportivo do Bonito, no dia 5.

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Jorge Faria e João Lérias acompanharam as cerimónias presididas pelo Chefe General Maior do Exército

O Chefe General Maior do Exército, Carlos Hernandez Jerónimo, presidiu ao evento acompanhado pelo presidente da autarquia, Jorge Faria, e o presidente da Assembleia Municipal, João Lérias numa tribuna repleta de diversas individualidades políticas e militares. Entre elas encontravam-se o Diretor da Direção de Material e Transportes, Major General Ilídio Morgado da Silva, e o Comandante do Regimento de Manutenção, Coronel Engenheiro de Material João Pereira da Silva, cujos discursos se focaram no trabalho desenvolvido ao longo dos anos e destacaram a “excelência”, a “coesão” e a “determinação” dos militares e civis afetos ao serviço perante os obstáculos que foram surgindo.

Major General Ilídio Morgado da Silva e Coronel Engenheiro de Material João Pereira da Silva
Major General Ilídio Morgado da Silva e Coronel Engenheiro de Material João Pereira da Silva

No discurso de Carlos Hernandez Jerónimo, residente no concelho, foi destacado “o mérito dos oficiais, sargentos e praças do serviço de material e dos funcionários civis que nele serviram e servem”, tendo este salientado que “os profissionais de hoje são fiéis depositários da determinação, engenho e saber das gerações que o antecederam e fiéis discípulos do seu patrono, Tenente General Bartholomeu da Costa”. A escassez de recursos financeiros continuará a ser colmatada, nas palavras do Chefe General Maior do Exército, com “o sentido de dever, capacidade de adaptação e brio profissional” dos “militares motivados”.

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Chefe General Maior do Exército Carlos Hernandez Jerónimo

A cerimónia incluiu ainda a entrega de três Medalhas de D. Afonso Henriques – Mérito do Exército, duas Medalhas de Comportamento Exemplar e 19 Medalhas Comemorativas das Forças Armadas. Os condecorados com as primeiras foram João Ramos (2ª classe), Paulo Valente (2ª classe) e Fábio Pedro (4ª classe). Por sua vez, José David e António de Oliveira foram distinguidos pelos 30 anos de comportamento exemplar com o Grau Ouro.

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Foram entregues 24 medalhas durante a cerimónia

A Medalha Comemorativa das Campanhas, uma das diversas Medalhas Comemorativas das Forças Armadas, foi entregue aos ex-militares Manuel Pinto, Carlos Barral, Manuel Soares, Francisco Ribeiro, Leonardo Carvalho, António Amaro, Alfredo Santos, António Branco, Rui Costa, Vasco Silva, Carlos Domingo, Manuel Coimbra, Rogério Pestana, Mário Uchinho, Francisco Felício, Joaquim Duarte, Vítor Sousa, Francisco Cardoso e Carlos Correia.

 

As cerimónias oficiais terminaram com uma parada militar
As cerimónias oficiais terminaram com uma parada militar

Os três dias de comemorações do 60º Aniversário do Serviço de Material e do 10º Aniversário do Regimento de Manutenção foram encerradas com um desfile das tropas, a atuação da banda militar e uma visita à mostra expositiva.

Mostra expositiva
Mostra expositiva

Bartholomeu da Costa – Patrono do Serviço de Material do Exército

Bartholomeu da Costa
Bartholomeu da Costa no cartaz das comemorações

Bartholomeu da Costa nasceu em 1731 e iniciou a sua carreira militar aos 17 anos como artilheiro na quinta esquadra, tendo andado embarcado durante quatro anos na Armada da Guarda Costeira. Entre os diversos trabalhos realizados pelo Patrono do Serviço de Material destacam-se a criação de uma nova liga metálica, a invenção das máquinas de tornear munhões e morteiros, a manufatura de espingardas com fechos idênticos, permitindo o fabrico em série, e a fundição de um só jato da estátua equestre de D. José I, colocada no Terreiro do Paço.

Aos 27 anos foi promovido a Condestável-Mor de Artilharia da Guarnição da Corte e dedicou-se ao desenvolvimento tecnológico de máquinas e procedimentos, reconhecido em todo o país, nomeadamente pelo Marquês de Pombal. Em 1762 tornou-se Ajudante de Artilharia e, ainda no mesmo ano, Capitão de Companhia de Bombeiros. Dois anos depois ascendeu a Sargento-Mor de Artilharia e uma década mais tarde a Tenente Coronel de Infantaria com exercício na Artilharia. O prestígio da sua atividade militar acabaria por torná-lo Marechal de Campo em 1789 e Tenente General em 1796.

A capacidade técnica, inventiva e estratégica do insigne militar do século XVIII, falecido aos 70 anos de idade, não se restringiu à sua atividade no Arsenal do Exército, salientando-se o aperfeiçoamento do estado da fundição do ferro e do fabrico do alcatrão, a par da recuperação da mina de carvão mineral no Cabo Mondego, a supervisão dos trabalhos na recuperação do pinhal de Leiria e na construção da Doca Seca da Ribeira das Naus, em Lisboa, e um dos sócios fundadores da Real Academia de Ciências de Lisboa.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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