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Entroncamento | Sabia que pode intervir nas políticas de saúde?

O projeto “Mais Participação, Melhor Saúde” foi apresentado esta terça-feira, dia 22, na Junta de Freguesia de São João Baptista. Uma iniciativa de âmbito nacional promovida pelo GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos com o objetivo de sensibilizar população e entidades locais para os direitos do cidadão nas tomadas de decisão políticas e institucionais na área da saúde e da qual a AVA – Associação Voluntariado e Ação Social do Entroncamento faz parte.

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A ação foi dinamizada pela farmacêutica Sofia Crisóstomo, responsável pela coordenação deste projeto cujo grupo de trabalho envolve diretamente 14 organizações, entre elas a Aliança Portuguesa de Associações de Doenças Raras, a Associação Nacional AVCEUTIMIA – Aliança Europeia Contra a Depressão em Portugal, a DECO PROTESTE, o Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra ou a Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas.

A estas entidades juntaram-se cerca de uma centena, como a AVA Social, e 33 personalidades do país ligadas a diversas áreas, como António Arnaut – o “pai” do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que faleceu esta semana – para assinar a “Carta para a Participação Pública em Saúde”. O documento foi lançado em 2015 e pretende envolver os cidadãos, com ou sem doença, nas políticas de saúde através de uma participação pública estruturada.

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Sofia Crisóstomo, uma das corrdenadoras do projeto. Sofia Crisóstomo

A Carta foi lançada a 18 de outubro desse ano e as 4.000 assinaturas recolhidas entretanto numa petição permitiram que esta seja levada à Assembleia da República. Os representantes do projeto “Mais Participação, Melhor Saúde” também serão recebidos pela Comissão Parlamentar de Saúde para apresentar as formas como pretendem colocar “o cidadão no centro”, como destacou Sofia Crisóstomo.

Muitos cidadãos desconhecem, por exemplo, que podem optar entre diversas hipóteses de tratamento ou que a Gestão Participada no SNS integra a Constituição Portuguesa desde 1976. A participação pública também envolve o poder local através de Planos Municipais de Saúde e Conselhos Municipais de Saúde, a par das Comissões de Utentes nos Centros de Saúde ou dos Gabinetes do Cidadão nos Agrupamentos de Saúde.

Carta para a Participação Pública em Saúde. Foto: mediotejo.net

O envolvimento das pessoas, com ou sem doença, e seus representantes nas políticas de saúde não é novidade noutros países e os interessados podem ter uma participação mais efetiva se estiverem informados sobre o que já foi feito. O Programa “Capacitar+”, promovido pelo GAT, surgiu nesse sentido e também foi dado a conhecer esta terça-feira.

A iniciativa consiste na realização de workshops mensais, em Lisboa e com transporte assegurado, sobre temas relacionados com a política de saúde e o SNS. Nestes momentos formativos podem participar elementos das entidades associadas, membros de órgãos sociais, trabalhadores e voluntários de associações de pessoas com doença, assim como outros representantes de pessoas com doença e/ou utentes do SNS.

João Pereira, presidente da AVA Social. Foto: mediotejo.net

A proximidade é o fator-chave e Sofia Crisóstomo destacou a importância das relações estabelecidas e aprofundadas entre os cidadãos e os profissionais de saúde que nem sempre asseguram a resposta mais adequada por desconhecerem a realidade. Questão igualmente abordada por João Pereira, da AVA Social, para quem “diferentes realidades, exigem respostas diferentes”.

O presidente da associação responsável pelo Banco Local de Voluntariado do Entroncamento referiu que a participação pública “é um caminho que vamos ter de continuar a fazer durante muitos anos, talvez gerações”. Um dos passos, acrescentou, poderá passar pela realização de mais ações de sensibilização que envolvam e informem a população do concelho nas “possibilidades” existentes na saúde e em outras áreas.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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