Entroncamento | Resitejo vai passar a recolher o lixo na cidade

A Câmara do Entroncamento aprovou por maioria, com os votos favoráveis dos quatro eleitos do PS, um contrato-programa a celebrar com a empresa RSTJ – Gestão e Tratamento de Resíduos para recolha e transporte de resíduos urbanos na cidade. A recolha de lixo que era feita no Entroncamento por funcionários do Município passa a ser feita pela Resitejo, pelos menos nos próximos seis anos.

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A decisão foi tomada na reunião do executivo do dia 7 de setembro, realizada por videoconferência, e suscitou um debate entre a maioria e a oposição.

“Trata-se de uma opção de gestão dos resíduos urbanos”, começou por explicar o Presidente da Câmara, Jorge Faria (PS).

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De acordo com o contrato-programa, está em causa a transferência para a RSTJ (Resitejo) da execução dos serviços de recolha e transporte dos resíduos sólidos urbanos, lavagem dos contentores (de dois em dois meses, em média), manutenção e conservação das infraestruturas, instalação de equipamentos e renovação e substituição de contentores de acordo com as necessidades do Município.

Por este serviço, a câmara vai pagar 36,49 euros por tonelada de lixo recolhido.

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O Presidente Jorge Faria reconheceu que a frota de viaturas deste setor está “muito desatualizada e a necessitar de ser substituída”, sendo que o contrato prevê essa substituição.

O vereador José Miguel Baptista (PSD) mostrou-se surpreendido com a proposta e lembrou a “deficitária recolha da Resitejo nos ecopontos do município”, exemplificando com casos que tem denunciado.

O eleito disse “estranhar que o Município queira entregar a recolha do lixo indiferenciado na cidade a uma empresa que tem revelado ineficiência da recolha dos ecopontos”.

Jorge Faria reconheceu haver algumas falhas pontuais no serviço da Resitejo “como há em outras entidades”. Lamentou também algumas atuações indevidas por parte de munícipes no que se refere à deposição do lixo.

A vice-presidente da Câmara, Ilda Joaquim, referiu as datas de compras das viaturas de recolha de lixo desde os anos 70, sendo o mais recente de 2009, para “se perceber urgência na aquisição de novas viaturas”.

“Garantir um serviço com melhor qualidade ao menor custo é a opção a seguir”, defendeu.

A vereadora Sara Florindo (BE) manifestou-se contra aquilo que considera ser uma “privatização de um serviço que tem vindo a ser feito pelo município”.

Jorge Faria negou que se tratasse de uma privatização mas sim um contrato-programa de uma prestação de serviço por uma empresa intermunicipal da qual o município é sócio, ideia corroborada pela vice-presidente Ilda Joaquim.

A proposta foi aprovada com quatro votos a favor (PS), uma abstenção (BE) e dois votos contra (PSD).

Os funcionários dos serviços de recolha de lixo serão alocados a outras áreas do Município.

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José Gaio
Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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