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Sexta-feira, Julho 30, 2021

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Entroncamento | Paulo Dias, o novo comandante dos bombeiros na primeira pessoa (c/ vídeo)

Paulo Dias foi escolhido pela direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento para ocupar o lugar deixado à disposição pelo antigo comandante da corporação, António Neto, no passado mês de maio. Convite aceite, nomeação feita e, no período que antecedeu a homologação da Autoridade Nacional de Proteção Civil, o mediotejo.net falou com o paraquedista reformado sobre o homem que veste o uniforme, as suas prioridades enquanto comandante e o “bem comum”. 

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O pedido de demissão de António Neto do cargo de comandante dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento no passado dia 31 de maio levou Rodrigo Bertelo, o segundo comandante, a assumir a função de comandante em substituição da corporação com cerca de 60 elementos e uma média de idades de 30 anos. A direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento (AHBVE) encontrou em Paulo Dias o homem que procurava para ocupar o lugar. Tomou posse este fim de semana.

Paulo Dias tem uma carreira ligada às ambulâncias. FOTO: MEDIOTEJO.NET
Paulo Dias tem uma carreira ligada às ambulâncias. Foto: mediotejo.net

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Nascido em Lisboa há 52 anos, Paulo Dias chegou ao Médio Tejo em 1982. Não como bombeiro, nem ao Entroncamento. Chegou a Vila Nova da Barquinha, mais propriamente a Tancos, como paraquedista, e o acidente quando era instrutor que o “empurrou” para a reforma acabou por desencadear o convite de Paulo Correia, um “amigo” com quem se passou a cruzar no quartel dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento a partir de 2000, e com quem viria a partilhar o quadro de comando em 2002.

O “bichinho” tinha surgido e foi-se fortalecendo no desempenho de funções como motorista de ligeiros e pesados, socorrista e como adjunto de comando responsável pela área da emergência hospitalar. Um percurso que a direção da AHBVE descreve como um exemplo de competência profissional na carta de “Reconhecido Mérito” entregue à Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) aquando da nomeação de Paulo Dias.

Alguns dos recursos da corporação de bombeiros. FOTO: MEDIOTEJO.NET
Alguns dos recursos da corporação de bombeiros. Foto: mediotejo.net

O convite para comandante foi aceite com alguma relutância devido ao tempo em que esteve fora do Médio Tejo, uma vez que tinha deixado a região em 2006 rumo a Lisboa, depois de uma breve passagem pelos bombeiros de Vila Nova da Barquinha. Na capital ingressou no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), função que viria a deixar mais tarde devido às incompatibilidades resultantes da nova legislação, que não permitem acumular “dois cargos públicos”.

Apesar do receio, o desafio foi aceite por alguém que descreve a vida de bombeiro como um sentimento de entreajuda que se entranha, levando a que cada vez mais se queira prestar “apoio aos outros que necessitam de nós”. Nas palavras de Paulo Dias, ser bombeiro é “uma forma de estar na vida” que motiva e entusiasma”.

José Salvado, presidente da AHBVE, e a entrada no quartel. FOTO: MEDIOTEJO.NET
José Salvado, presidente da AHBVE, e a entrada no quartel. Foto: mediotejo.net

José Salvado, presidente da AHBVE, também paraquedista reformado, diz ter “muita confiança neste homem”, enquanto fala sobre os progressos da instituição com 4.156 associados. A saída de António Neto é justificada com “motivos pessoais” e prefere não se alongar no assunto “por respeito à privacidade de cada um”.

Para o novo comandante, a aposta nos mais novos e o respeito pelo legado dos mais velhos são fundamentais para “dar continuidade ao trabalho que foi feito” e pretende inteirar-se desse “trabalho” até à data da homologação. Igualmente importante é o diálogo “com toda a gente” – restantes elementos do quadro de comando, chefias e direção da AHBVE – para definir o “caminho a traçar”. Sempre com o objetivo que Paulo Dias referiu vezes sem conta na nossa entrevista: “servir o bem comum”.

O antigo pavilhão convertido em estacionamento e São Marçal, padroeiro e protetor dos bombeiros. FOTO: MEDIOTEJO.NET
O antigo pavilhão convertido em estacionamento e São Marçal, padroeiro e protetor dos bombeiros. Foto: mediotejo.net

*Entrevista publicada em agosto de 2016

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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