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Domingo, Julho 25, 2021

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Entroncamento | Orçamento de 18,2 milhões aprovado em sessão abandonada por Jorge Faria

A sessão da Assembleia Municipal do Entroncamento desta quarta-feira, dia 30, ficou marcada pela aprovação do Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2017 e pelo abandono de Jorge Faria do Salão Nobre dos Paços do Concelho no final devido a divergências com o deputado comunista António Ferreira e o presidente daquele órgão deliberativo, João Lérias.

A Assembleia Municipal do Entroncamento reuniu pela última vez em 2016 esta quarta-feira e a sessão ficou marcada pela aprovação do Orçamento e Grandes Opções do Plano (GOP’s) para 2017 e a saída abruta de Jorge Faria, presidente da autarquia, do Salão Nobre dos Paços do Concelho, antes de João Lérias, presidente daquele órgão deliberativo a dar por terminada.

O Orçamento, no valor de 18,2 milhões de euros, e GOP’s para 2017 reuniu os votos favoráveis deputados municipais do PS e da CDU, a abstenção do Bloco de Esquerda e a reprovação do Partido Social Democrata, tendo Miguel Baptista, do PSD, referido “o exercício orçamental baseia-se na introdução de receitas irreais” e caraterizando o documento aprovado em reunião camarária a 31 de outubro como uma “fraude”.

Os investimentos previstos no documento incluem a requalificação de diversos equipamentos e espaços municipais da cidade (Cine-Teatro S. João, pavilhão gimnodesportivo da Escola EB 2/3 Dr. Ruy D’Andrade, Mercado Diário, bairro municipal da Rua General Humberto Delgado e espaços verdes), a recuperação da Estrada da Barroca, medidas de eficiência energética, a conclusão da ciclovia e o programa “Estudar na Cidade”.

Os restantes pontos da Ordem de Trabalhos – taxa da derrama, participação variável do IRS, empréstimo de curto prazo até 500.000€ e regulamentos municipais de Afixação e Inscrição de Publicidade e Ocupação do Espaço Público e da Tabela de Taxas e Licenças Urbanísticas – foram, igualmente, aprovados.

Foto: mediotejo.net
Foto: mediotejo.net

O último ponto provocou a saída inesperada de Jorge Faria depois de responder às questões colocadas pelos deputados municipais e antes da sessão ser terminada pelo presidente da Assembleia Municipal João Lérias. Ao presidente da autarquia seguiram-se a vice-presidente Ilda Joaquim, os vereadores socialistas Carlos Amaro e Tília Nunes e mais alguns elementos socialistas.

Durante a sua intervenção final, Jorge Faria tinha criticado a acusação de ilegalidade feita por António Ferreira, da CDU, sobre o corte do subsídio de turno a alguns trabalhadores do município e a falta de resposta do município ao pedido de reunião por parte da STAL (Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins).

O presidente da autarquia referiu que “se for falta de informação estamos disponíveis para mostrar a que entender e qualquer documento, basta o senhor contactar-nos pelas formas que entender e nós prestaremos toda e qualquer informação solicitada […] a informação que tenho é que se cumpre rigorosamente a lei nesta casa”.

João Lérias passou a palavra ao deputado comunista e este questionou “qual é a informação que eu não tenho? É sobre a situação dos trabalhadores? Sobre a questão dos trabalhadores eu tenho os dois ofícios enviados para a câmara”. Jorge Faria levantou-se do seu lugar e João Lérias dirigiu-se ao presidente da autarquia dizendo que o executivo se encontra presente nas sessões “para dar explicações que lhe são suscitadas. O senhor presidente tem a obrigação e o dever de responder, se quiser e achar oportuno, às questões que são levantadas pelos membros desta assembleia”.

O presidente abandonou o Salão Nobre depois de dizer que já respondera a António Ferreira de que não possuía informação sobre “qualquer situação de incumprimento da lei” e para o deputado municipal da CDU informar a Câmara Municipal por escrito “para nós, de imediato, tomarmos providências”.

Antes de sair, Jorge Faria também se dirigiu a João Lérias dizendo “ou temos um modelo em que o presidente, como era tradicional, é o último a encerrar, ou o senhor diz que não é assim o modelo, eu aguentarei o modelo e faremos em conformidade”. O presidente da Assembleia Municipal respondeu que a decisão lhe cabia e “o que era histórico não tem que ser respeitado”, destacando o avançado da hora (passava da meia-noite) e que o mais importante era manter o respeito.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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