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Quarta-feira, Julho 28, 2021

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Entroncamento: “O tempo, o espaço e as gentes” estiveram na capital (multimédia)

“O tempo, o espaço e as gentes” do Entroncamento estiveram em Lisboa numa exposição com o mesmo nome até esta sexta-feira, dia 15. A iniciativa organizada pelo Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento mostrou o melhor da cidade ferroviária na Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares através dos trabalhos criados pelos alunos e de diversas atuações de rua. A vontade de conhecer melhor o concelho e os seus embaixadores levou-nos a seguir com eles no autocarro rumo à capital.

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Fenómenos, património religioso, espaços verdes, ferrovia, cultura, memórias… tudo esteve presente na mostra de trabalhos realizados por alunos do concelho intitulada “O tempo, o espaço e as gentes” exposta na DGEstE – Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares até esta sexta-feira, dia 15. O tema partiu da temática definida pelo AECE – Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento para o seu plano de atividades de 2015/2016, que se encontra inserido no projeto educativo “Aprender para Empreender”.

No entanto, o tempo, o espaço e as gentes não se limitaram a ganhar forma através dos diversos materiais escolhidos pelos diversos estabelecimentos de ensino para os trabalhos. O concelho engloba os próprios alunos que hoje se preparam para assumir as responsabilidades do futuro e foi enviada uma “comitiva” com cerca de 45 elementos que no dia 8 partiu do Entroncamento rumo a Lisboa. Fomos com eles e depressa demos por nós no intemporal ambiente das visitas de estudo.

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A adrenalina do alunos estava no auge à chegada a Alvalade
A adrenalina do alunos atingiu o ponto alto na chegada a Alvalade. Foto: mediotejo.net

A viagem fez-se com música, burburinho, uma ou outra chamada de atenção por parte das coordenadoras dos estabelecimentos de ensino e o aumento da adrenalina conforme nos aproximávamos da Praça de Alvalade. Os embaixadores não demonstravam o “nervoso miudinho” por levarem consigo a responsabilidade de apresentarem os trabalhos expostos e mostrarem os talentos que os distinguiram no concurso organizado pelo Agrupamento.

Segundo Filomena Pereira, diretora do AECE, a iniciativa que distinguiu talentos no passado dia 17 de março foi criada com o objetivo de envolver os alunos de todas as escolas, porque “é tão importante uma pessoa ter um talento pessoal como em termos académicos”. A estes estudantes juntaram-se os do projeto EPIS – Empresários pela Inclusão Social, desenvolvido na Escola Básica do Bonito com o objetivo de integrar os alunos de etnia cigana através da música e da dança.

Pedro, Diogo e Matilde ficaram em terceiro lugar no concurso de talentos (categoria grupos)
Pedro, Diogo e Matilde ficaram em terceiro lugar no concurso de talentos (categoria grupos). Foto: mediotejo.net

Uma vez chegados à capital e descarregados os instrumentos musicais, a comitiva seguiu caminho e preparou-se para as atuações de rua. O grupo formado por cerca de 30 alunos pertencentes e não pertencentes à comunidade cigana do concelho foi o primeiro a atuar e mostrou os resultados positivos da bolsa social atribuída pela EPIS ao AECE para os anos letivos 2014/15 e 2015/16. Arnaldo Marques, adjunto da direção do AECE, foi um dos responsáveis pela candidatura ao projeto “Escolas de Futuro” no qual está integrado este programa de bolsas que valoriza as boas práticas de inclusão social nas escolas e apoia financeiramente alunos carenciados.

A EPIS foi criada em 2006 por empresários e gestores portugueses e, atualmente, tem 350 empresas associadas que já acompanharam mais de 180.000 alunos do ensino básico em 95 concelhos do país. Os 40 do Entroncamento estão entre eles e, segundo o docente, o apoio financeiro recebido permitiu a contratação de uma professora de música e outra de dança que asseguram aulas durante as horas de almoço, quatro vezes por semana. Além da vertente pedagógica, no final de cada ano letivo realizam uma viagem lúdica e premeiam 10 alunos de etnia cigana pelo bom desempenho com base em critérios como o sucesso escolar ou a pontualidade.

Atuação do grupo EPIS
Atuação do grupo EPIS. Foto: mediotejo.net

Na sua opinião, o projeto faz muito sentido porque “em vez de ostracizar e avançarmos com o preconceito habitual, há uma outra maneira de construirmos as coisas. Aquelas crianças também são cidadãos portugueses, têm os mesmos direitos e deveres”. Assume, todavia, que “não há milagres e que isto não resolve tudo, mas é bom”. No próximo mês de maio será apresentada uma nova candidatura, ainda que a hipótese de conseguirem novo apoio seja considerada remota.

O talento do grupo EPIS deu lugar lugar ao dos alunos que foram distinguidos pelo Agrupamento. Pedro, Diogo e Matilde representaram a Escola Secundária, o dueto de Madalena e Francisca juntou a escola Dr. Ruy D’Andrade e a EB da Zona Verde e Beatriz, colega de Madalena, atuou a solo. Antes da receção oficial aos alunos do Agrupamento pelo seu antigo Diretor e atual diretor da DGEstE, Francisco Neves, teve lugar a primeira apresentação dos trabalhos realizada por Rui e João, dois alunos do Ensino Especial da Escola Secundária. De regresso à rua, foi a vez de Sofia apresentar o trabalho da EB António Gedeão, seguida por Pedro da EB da Zona Verde e Afonso da EB do Bonito.

Os restantes trabalhos foram admirados, arrumaram-se os instrumentos e ocuparam-se os lugares do autocarro para a viagem de regresso, que teve paragem para almoço na área de serviço de Aveiras. Ao início da tarde a comitiva estava de volta ao concelho com a sensação de dever cumprido e para que possam entender melhor a sua missão, partilhamos alguns dos momentos e dos sons que marcaram o dia.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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