Entroncamento | Número de infetados no Lar dos Ferroviários sobe para 21 (c/audio)

Lar do Entroncamento da Associação dos Lares Ferroviários. Foto: DR

O surto de Covid-19 detetado no Lar do Entroncamento da Associação dos Lares Ferroviários já revelou até à noite desta sexta feira 21 casos positivos, sendo 18 em funcionários e três em utentes. Os alarmes soaram quando uma idosa que estava acamada no lar foi transportada para o hospital de Torres Novas devido a uma doença grave, da qual acabou por falecer. Ao ser testada, acusou positivo, o que deixou os responsáveis do lar preocupados.

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Depois deste caso foram testadas 67 pessoas, na grande maioria funcionários, de onde se apuraram os novos casos conhecidos e que resultaram num número total de 18 funcionários infetados e três utentes. Hoje foram realizados mais cerca de 82 testes, na grande maioria a utentes de um Lar que tem um total de 82 utentes e 70 trabalhadores. Os resultados, que se aguardam com expectativa, serão conhecidos durante o dia de sábado, deu conta ao mediotejo.net o presidente da Câmara do Entroncamento, Jorge Faria.

O Presidente da Câmara adiantou que, para já, “não há ninguém internado em resultado deste surto”. Outro dado importante realçado pelo autarca é o número muito reduzido de utentes infetados, até ao momento. Tal “pode indiciar que os procedimentos postos em prática por todos os funcionários são adequados”, notou, sublinhado que este é um “processo em evolução” e que só depois de conhecidos os testes de sábado se poderá “definir uma estratégia definitiva”.

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Hilário Teixeira, Presidente da Assembleia Geral da Associação dos Lares Ferroviários, explicou ao mediotejo.net que, perante este surto, segue-se o que está previsto no plano de prevenção em que os infetados com sintomas são transportados para o hospital e os assintomáticos ficam confinados no seu domicílio.

O Lar dos Ferroviários do Entroncamento, à semelhança de instituições similares, luta com problemas de falta de pessoal, “está no limite”, segundo a expressão de Hilário Teixeira, e o atual surto veio agravar a situação. “Este é o problema mais complicado”, refere o dirigente.

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A esperança, adianta Hilário Teixeira, está na equipa de intervenção criada pela Cruz Vermelha, a quem já foi solicitado apoio, aguardando-se uma resposta.

Jorge Faria realçou a solidariedade manifestada por outras instituições como o CERE – Centro de Ensino e Recuperação do Entroncamento -, que se disponibilizou para fazer o apoio domiciliário aos utentes e para servir refeições através da cantina social. Além disso, a própria Câmara vai mobilizar alguns elementos formados nesta área para dar apoio aos idosos.

Nesta sexta feira, dia 11, foram realizados mais 82 testes aos restantes utentes e aos 17 funcionários que faltavam testar.

“Este é um processo em evolução. Aguarda-se que até ao final de sábado sejam revelados os resultados dos restantes testes e aí pode ser delineada uma estratégia mais definitiva para fazer face a este problema”, afirmou o Presidente da Câmara.

Para já, os responsáveis do Lar colocaram em prática todos os procedimentos previstos no plano de contingência e estão a ser tomadas medidas que passam, por exemplo, pela reorganização dos horários.

Ao mesmo tempo, todos os familiares dos utentes da instituição foram contactados dando-lhes conta da situação e de que seriam informados da evolução do surto.

“É uma situação que nos preocupa muito ainda por cima num lar de idosos onde estão pessoas com capacidade mais reduzida e de menor mobilidade. É uma situação que todos nós não desejávamos passar por ela, mas temos de a assumir frontalmente e procurar resolver o problema”, conclui o Presidente da Câmara, não sem antes deixar uma mensagem à comunidade do Entroncamento.

“A Covid-19 continua aí. É importante que mantenhamos um conjunto de comportamentos de prevenção, o distanciamento social, a higienização, o uso de máscara, enfim, os cuidados diários para enfrentar esta batalha”, apelou.

Ao final do dia, Jorge Faria dirigiu-se numa mensagem video à população do Entroncamento dando conta da situação que se vive no Lar dos Ferroviários:

 

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