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Domingo, Julho 25, 2021

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Entroncamento: Nova passagem desnivelada pode estar para breve

A possibilidade de construção de uma nova passagem desnivelada que unirá as duas freguesias do Entroncamento ganhou força na reunião ordinária da Câmara Municipal da passada segunda-feira, dia 15. Em resposta às críticas dos vereadores do Bloco de Esquerda, Carlos Matias, e da CDU, David Ribeiro, às más condições da passagem superior na estação ferroviária, Jorge Faria, referiu ter uma reunião agendada com o presidente da Infraestruturas de Portugal em que será debatida a construção de uma nova passagem desnivelada.

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As recentes preocupações apresentadas pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda ao Governo, através do Ministério do Planeamento e Infraestruturas, sobre as más condições da passagem superior pedonal na estação ferroviária do Entroncamento foram referidas pelo vereador daquele partido, Carlos Matias, e reiteradas pelo vereador da CDU, David Ribeiro.

No documento datado do passado dia 12 de fevereiro, os deputados Carlos Matias e Heitor Sousa questionam se o ministério está informado da “deficiente e desadequada solução adotada para a passagem superior” e qual a sua disponibilidade para “dar orientações à Infraestruturas de Portugal” no sentido desta ser substituída. A alternativa proposta para a obra inaugurada em 2014 implica a construção de um “novo atravessamento subterrâneo rodoviário, ciclável e pedonal”.

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Jorge Faria informou o executivo sobre a reunião agendada com o presidente da Infraestruturas de Portugal, António Ramalho, na qual que será discutido o “conjunto de investimentos quer na área rodoviária, quer na área ferroviária” apresentado no memorando entregue pela autarquia em maio de 2015 e que inclui a construção de uma passagem desnivelada com acesso à estação ferroviária, unindo as duas freguesias e fechando a rede de ciclovias existente.

Em declarações ao mediotejo.net, o presidente da câmara municipal confirmou que desta reunião poderá surgir uma solução para a “construção de um acesso seguro, confortável” que “una as duas partes da cidade e permita a requalificação da parte norte da cidade”, na zona da sede do atual Museu Nacional Ferroviário.

Os bairros ferroviários também são contemplados, reforçando a ARU – Área de Reabilitação Urbana direcionada para estas construções pertencentes à Infraestruturas de Portugal, incluída no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) e aprovada pelo executivo em setembro do ano passado.

A ligação rodoviária entre o nó da A23 e as plataformas logísticas da MSC – Mediterranean Shipping Company e do TVT – Terminal Multimodal do Vale do Tejo, a passagem da estrada nacional para o domínio municipal, a criação de uma secção de formação de bombeiros especializados na ferrovia e a construção de uma passagem superior sobre a Linha do Leste são investimentos propostos no documento que o município espera ver concretizados.

Outro projeto que estará em cima da mesa na reunião do final deste mês ou início de março envolve o acolhimento de refugiados na cidade do Entroncamento.

BE questiona Governo sobre passagem de peões na estação ferroviária

O deputado do BE eleito por Santarém questionou o Governo sobre a “deficiente e desadequada solução adotada (em 2014) para a passagem superior” na estação ferroviária do Entroncamento e sobre a possibilidade de construção de um novo atravessamento subterrâneo.

Numa pergunta dirigida ao Ministério das Infraestruturas entregue no parlamento, Carlos Matias questiona qual a possibilidade de ser ponderada a construção de um atravessamento subterrâneo rodoviário, ciclável e pedonal, tendo em conta que a passagem superior apresenta uma estrutura “demasiado frágil”, tem um corredor colocado a grande altura, longo, estreito para o movimento de pessoas e exposto às intempéries e acessos por escadas extensas e demasiado inclinadas ou elevadores “muito pequenos e fechados”.

Reconhecendo que a estrutura foi uma solução para as “perigosas passagens de nível” que estiveram na origem, “ao longo de décadas, de uma extensa lista de vítimas, algumas mortais”, o deputado afirma que se revelou “muito aquém das expectativas” e pede que sejam ponderadas soluções “mais abrangentes”, como as que têm sido defendidas nos órgãos autárquicos.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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