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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Entroncamento | Música dos Caminhos arrancou com LST – Lisboa String Trio (c/ vídeo)

Os Caminhos da Pedra começaram esta sexta-feira, dia 12, e os primeiros acordes musicais pertenceram aos LST – Lisboa String Trio, que juntou José Peixoto, Carlos Barretto e Bernardo Couto no palco do Centro Cultural do Entroncamento. Mais de uma hora com os temas do álbum de estreia “Matéria” e do mais recente “Lisboa”, que fizeram o público caminhar por ruelas com jazz de um lado e fado do outro.

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Não foi jazz, nem fado. Foram ambos, com laivos hispânicos e medievais, a marcar o arranque do cartaz musical dos Caminhos da Pedra. O primeiro concerto agendado no programa era o dos LST- Lisboa String Trio no Entroncamento, seguido pelo de Lula Pena em Tomar. Se na cidade templária se ouviu guitarra e voz, na cidade ferroviária dedilharam-se as cordas da guitarra de José Peixoto, do contrabaixo de Carlos Barretto e da guitarra portuguesa de Bernardo Couto.

A plateia foi ganhando forma durante o espetáculo em que o trio lisboeta a levou a viajar pelas ruas da capital com temas do novo trabalho discográfico “Lisboa”, lançado em 2016 e nomeado para a Categoria de Melhor Disco do Prémio Autores 2017, da Sociedade Portuguesa de Autores. Também mostrou do que é feito com composições do álbum de estreia, “Matéria”, vencedor do Prémio Carlos Paredes 2015, da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira.

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José Peixoto e Carlos Barretto durante o concerto. Foto: mediotejo.net

A música subiu e desceu a cidade das sete colinas num passeio intimista com passagem por Alfama, o Castelo, a Mouraria e o Hot Club de Portugal. No palco, apenas a cor e o som dos instrumentos, a contrastar com o fundo preto e o silêncio do público que aplaudiu “Camel” no final e conseguiu o encore com “Fado ao Lado”, de Carlos Barretto, ambos do primeiro disco. Na despedida também tiveram direito a um “para nós valeu a pena sair de casa, espero que para vocês também”.

A resposta positiva vinda do público pareceu unânime, depois de também ouvir temas do álbum “Lisboa”, como o inédito de José Peixoto “Valsa do Algodão” e os compostos por guitarristas do fado. Clássicos apresentados com novas roupagens sem se perder a essência de “Quando o Meu Filho Nasceu”, de Jaime Santos, “Balada da Saudade”, de Casimiro Ramos, “Guitarra Triste”, de Domingos Camarinha, ou “D. Filipa”, de José Nunes.

LST – Lisboa String Trio (“Quando o Meu Filho Nasceu”, de Jaime Santos”). Vídeo: mediotejo.net

Uma vez terminado o primeiro dia, músicos, compositores e cantores vão continuar a trilhar os Caminhos (rede de itinerância cultural criada pela CIM do Médio Tejo) nos próximos tempos, juntamente com percursos artísticos e espetáculos de teatro, circo contemporâneo, dança, teatro de rua e infantojuvenis. Ainda neste fim-de-semana, o cartaz musical inclui a atuação de Marta Pereira Costa em Tomar, às 21h30 de domingo.

E, se o primeiro fim-de-semana prolongado dos Caminhos da Pedra abrange três datas, o segundo tem propostas para quatro. Entre 18 e 21 de outubro, o concelho do Sardoal recebe os concertos de La Negra, às 21h30 de dia 19, e Senza, às 16h00 de dia 21. Por Ourém passam Norberto Lobo, com Ricardo Jacinto e Marco Franco, às 22h00 de dia 20, e Cristina Branco, às 21h30 de dia 21.

Os músicos no momento dos aplausos finais. Foto: mediotejo.net

Igualmente associado à música está o projeto de comunidade “Voz à Solta”, desenvolvido com as populações de Ourém e Vila Nova da Barquinha desde o passado mês de setembro. O resultado deste trabalho é a apresentação do espetáculo “Marcha das Almas”, com direção artística de Rui Souza, nos dois concelhos abrangidos (Ourém a 20 e Vila Nova da Barquinha a 21), sempre às 18h00.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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