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Sexta-feira, Maio 14, 2021

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Entroncamento | Município vai transformar Escola das Tílias em centro de interpretação da medalhística (c/áudio)

A Câmara Municipal do Entroncamento aprovou o projeto de execução da reabilitação da Escola das Tílias, no sentido de aí instalar um centro de interpretação da medalhística e também um espaço destinado à juventude e acolhimento de exposições, colóquios e atividades similares. Num investimento previsto de 350 mil euros, o presidente do Município admite a existência de condições para avançar com a empreitada com financiamento próprio, mas mostra-se expectante quanto à possibilidade de apoio de fundos comunitários a este projeto que pretende dar à cidade “um novo espaço com muita qualidade”.

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O objetivo é o de reabilitar um espaço a um edifício que outrora serviu a educação no concelho do Entroncamento, dando-lhe “uma nova roupagem” e pondo-o ao serviço da comunidade. A Câmara Municipal aprovou por unanimidade o projeto de execução e a decisão de contratar para a empreitada de reabilitação da Escola das Tílias.

Referindo que esta intervenção não foi possível ocorrer “na mesma dimensão temporal da da Praça das Tílias”, o presidente do Município do Entroncamento, Jorge Faria, refere que a reabilitação da escola tem duas dimensões: a criação de um centro de interpretação de medalhística e um centro de juventude e experimentação.

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“O que vamos fazer ali é adaptá-la e modernizá-la. Nós temos vindo a trabalhar na hipótese de instalar um centro de interpretação da medalhística (…) com o escultor João Duarte – uma das sumidades a nível nacional ao nível da medalhística – na intenção de criar ali um centro que terá a componente de construção do projeto da medalha, do escultor, a componente da impressão da medalha, através da instalação de alguns equipamentos que permitam perceber como é que se faz uma medalha, inclusive vamos ter lá um balancé (uma estrutura que permite a gravação das medalhas), depois uma área expositiva da medalhística e uma área expositiva flexível”, elucidou o autarca.

Na outra parte do edifício, o objetivo é criar um espaço de juventude e experimentação onde “podemos facultar aquela área de forma mais informal, quer a associações de jovens quer a grupos de menos jovens, para aí desenvolverem projetos alternativos, culturais, exposições, colóquios”, referiu o autarca socialista Jorge Faria.

Em suma, na parte inferior do edifício ficará “uma sala dedicada ao escultor João Duarte e relacionada com o processo de criação artística da medalhística” bem como uma sala destinada ao processo da construção da medalhística, enquanto na parte superior vai existir “uma sala de exposição permanente e outra sala maior onde podemos ter um conjunto de iniciativas”, bem como outras salas que podem ser cedidas.

Em termos de intervenção no edifício, o edil explana que será sobretudo de ajuste: “ao nível da parte traseira, onde estão os lavabos, vai tudo ser feito de novo, (…) dotar o edifício de condições de acessibilidade, (…) no primeiro andar vamos partir uma parede”, enumerou, sublinhando que se pretende “manter o mais possível a traça do edifício”. “Até porque estamos perante um edifício que, apesar da sua idade, tem uma estrutura muito robusta”, constata.

Com um valor estimado de 350 mil euros, o presidente da Câmara Municipal do Entroncamento admite existir “condições de financiamento próprio”, admitindo, no entanto, ser possível “encontrar um financiamento comunitário para fazer face a este projeto de reabilitação”.

“Estamos a aguardar uma janela de oportunidade: estamos à espera da informação do Centro 2020, foi feita uma avaliação da execução dos Municípios que têm PEDU e em função dessa avaliação vão ser atribuídos eventualmente alguns financiamentos adicionais, funcionando como prémio de execução”, deu conta o autarca Jorge Faria em reunião do executivo camarário.

“Não sabemos ainda quais são os montantes que estão disponíveis (…) o que sabemos é que, havendo algum prémio, algum financiamento adicional, o Entroncamento irá ser contemplado – isso já há confirmado pela CCDR – pelo nível de execução que temos apresentado”, acrescentou.

A proposta de projeto de execução e de decisão de contratar foram aprovados por unanimidade.

Abrantina mas orgulhosa da sua costela maçaense, rumou a Lisboa com o objetivo de se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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