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Sábado, Setembro 18, 2021

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Entroncamento investe 1,7 ME para reabilitar Bairro do Boneco e criar Centro de Ciência Viva dedicado à ferrovia

A Câmara do Entroncamento, em parceria com a Fundação do Museu Nacional Ferroviário, vai investir cerca de 1 milhão e 700 mil euros na Reabilitação Urbana do Bairro do Boneco, um dos bairros ferroviários da cidade atualmente devoluto e degradado, para criar ali um Centro de Ciência Viva dedicado à ferrovia e instalar o centro de documentação ferroviária.

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Em termos gerais e no seguimento das reabilitações do Bairro Camões e da Rua Eng.º Ferreira Mesquita, a intervenção visa a criação de condições para a instalação em definitivo do Centro de Documentação Nacional Ferroviário, de um Núcleo Museológico dedicado à ligação entre os militares e ferrovia e de um Centro de Ciência Viva.

A abertura do concurso público para a empreitada de “Reabilitação Urbana do Bairro do Boneco – Bairros Ferroviários” foi aprovada por unanimidade na reunião extraordinária de sexta-feira, dia 19. Na sessão, o Presidente da Câmara, Jorge Faria (PS), começou por explicar o projeto e aproveitou para passar em revista as principais obras em curso como fazendo parte de uma estratégia no sentido de reabilitar as áreas edificadas ligadas à ferrovia nomeadamente os bairros ferroviários.

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Projeto para o Bairro do Boneco, no Entroncamento. Foto: CME

Para a concretização deste objetivo, a autarquia tem estabelecido conversações com as Infraestruturas de Portugal, detentora dos imóveis. O projeto considerado “ambicioso” por Jorge Faria pretende transformar aquela área adjacente ao Museu Nacional Ferroviário num bairro cultural e de ciência, uma vez que não tem condições para habitação.

O autor apontou as três dimensões que consubstanciam o projeto: a instalação em definitivo do centro de documentação ferroviária (para a qual já há a garantia por parte da tutela) em parceria com a Fundação do Museu Nacional Ferroviário; a criação de uma área museológica subordinada ao tema “os militares e o comboio”, no sentido de preservar historicamente a dimensão da ligação dos militares à ferrovia (no Entroncamento esteve sediado o regimento de Sapadores dos Caminhos de Ferro); e o desenvolvimento de um Centro de Ciência Viva na área da ferrovia, objetivo que Jorge Faria considerou “o mais importante”.

Este último objetivo “já está a ser trabalhado com a direção dos centros de ciência viva” que presta apoio especializado e demonstrou interesse, “o que leva a termos algum otimismo que o centro seja concretizado”, disse o autarca.

“Estamos a dar mais um passo na nossa estratégia de reabilitação do edificado ferroviário atualmente degradado e neste caso afetando àquela zona à área da cultura e da ciência”, anunciou o Presidente da Câmara.

Projeto para o Bairro do Boneco, no Entroncamento. Foto: CME

Jorge Faria mostrou-se otimista quanto à aprovação da candidatura para financiamento do projeto cujo prazo de construção é de 365 dias.

Na reunião, o Vereador José Miguel Baptista (PSD) considerou que “a recuperação do bairro do Boneco diz respeito a todos, pela história e pelas memórias que temos daquele espaço ainda mais junto a uma zona nobre da cidade que é o Museu Nacional Ferroviário”.

Bairro do Boneco, no Entroncamento. Foto: DR

Recordou que foi uma das propostas que o seu partido apresentou na campanha eleitoral de 2017 em que defendia a criação de uma galeria de arte naquela zona.

O autarca congratulou-se pela recuperação do bairro “ao fim de tantos anos”, considerando o projeto “um contributo importante para o cluster ferroviário que é a marca essencial do Entroncamento”.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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