Apoie o jornalismo que fazemos,
junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -
Segunda-feira, Junho 21, 2021

Apoie o jornalismo que fazemos, junte-se à nossa Comunidade de Leitores

- Publicidade -

Entroncamento | Intimidade de Rubel marcou a despedida dos Caminhos do Ferro

O músico brasileiro Rubel encerrou o programa dos Caminhos do Ferro este domingo, dia 14, com um concerto marcado pela intimidade no Estúdio 121. O espaço foi pouco para quem decidiu aparecer no momento em que o artista não só se despediu do Médio Tejo, mas também de Portugal depois de ter andado em digressão por terras lusas com aniversário incluído.

- Publicidade -

As melodias de Rubel começaram a navegar na internet e foi por lá que atingiram a fama. O facto podia dar o mote para que o músico brasileiro viesse nos Caminhos da Água, mas foi pelos do Ferro que se meteu de guitarra às costas para três encontros com o público no Médio Tejo, partilhando os temas dos dois álbuns. O de estreia, “Pearl”, surgiu em 2013, e foi seguido por “Casas”, lançado no ano passado, valendo-lhe a nomeação para o Grammy Latino de 2018.

Andou por outras paragens nacionais antes de chegar cá movido pelo convite da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, entidade organizadora do projeto Caminhos, e foi enchendo salas tanto dentro como fora da região por quem quis sentir e escutar ao vivo a serenidade da voz. Aconteceu na passada sexta-feira em Abrantes, no sábado em Torres Novas e este domingo no Entroncamento, onde já existia fila meia-hora antes das portas do Estúdio 121 se abrirem.

- Publicidade -

Rubel durante o concerto no Estúdio 121. Foto: mediotejo.net

Foi ali que os Caminhos do Ferro de 2019 se despediram num momento de intimidade enquanto a guitarra ia sendo dedilhada. Letras de músicas como “O Velho e o Mar”, “Mantra”, “Nuvem” ou “Sapato” foram cantadas a solo, complementadas pelas vozes da plateia. De público passou-se a coro quando se cantou em conjunto “não me deixe esquecer” ou “eu vou passar / Você vai passar também / Vamos passar porque passando / Vai passar, meu bem”.

Para o final do concerto, a poucas horas de apanhar o avião e deixar o Médio Tejo e o país para trás, ficou reservado o simbolismo de “Quando bate aquela saudade”. Uma despedida marcada pela esperança partilhada pelo músico de que “tenham sentido o meu amor e a minha entrega” enquanto andou por terras lusas e que o público confirmou através dos aplausos e das fãs que o aguardavam quando trocámos algumas palavras com ele.

Rubel durante a conversa com o mediotejo.net. Foto: mediotejo.net

É com a mesma serenidade com que cantou que nos confirma como esta tournée foi “muito especial” e para a qual não terá, certamente, deixado de contribuir o facto de incluir a comemoração do 28º aniversário, no dia 10 de abril. Para o músico, foi “surpreendente cruzar o oceano com a minha música para fazer o que eu mais amo e encontrar aqui um público que conhece o meu trabalho”.

Antes de pegar na guitarra e rumar ao aeroporto, revela-nos que se sente emocionado pelas pessoas “saírem das suas casas para me ver”. Quanto à intimidade que marcou a despedida dos Caminhos do Ferro sublinha que faz “o show a que gostaria de assistir”, no qual “me sinto à vontade e como se fosse parte daquela experiência”.

A intimidade, acrescenta, “vem da vontade de estabelecer ligação com as pessoas”, de se tornar “tudo uma coisa só”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

- Publicidade -
- Publicidade -

COMENTÁRIOS

Please enter your comment!
O seu nome