Entroncamento | Inaugurado primeiro crematório do Médio Tejo, investimento de 750 mil euros

O Presidente da Câmara ladeado pelos investidores. Foto: mediotejo.net

O Crematório Municipal do Entroncamento, um investimento de 750 mil euros, foi inaugurado nesta segunda feira, dia 27, numa cerimónia simples com a presença de autarcas, entre outros convidados. O equipamento vem responder a uma procura crescente por este tipo de resposta.

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Conforme referiu o Presidente da Câmara na ocasião, o primeiro crematório da região do Médio Tejo apresenta “instalações sóbrias, simples e funcionais”. “Penso que é um investimento importante porque corresponde a uma necessidade não só do concelho, mas também da região”, acrescentou Jorge Faria em declarações aos jornalistas.

O equipamento foi concessionado por 30 anos à empresa Pleaseantdedication Lda, ali representado pelos sócios Mário Sequeira, de Torres Novas, e Paula Henriques, de Ferreira do Zêzere, empresários que trabalham em parceria há 13 anos noutros ramos como o das escolas de condução.

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Apontava-se para um investimento inicial de 700 mil euros, no entanto, os custos derraparam para os 750 mil euros, conforme revelou o empresário Mário Sequeira ao mediotejo.net. Paula Henriques acrescentou que não beneficiaram de qualquer apoio, tendo de recorrer a crédito bancário.

O autarca do Entroncamento refere que o equipamento, localizado no cemitério, foi pensado para cumprir todas as regras ambientais. Quanto à viabilidade do investimento, mostra-se otimista. Relata casos de pessoas que contactaram a Câmara a perguntar quando é que o crematório estaria pronto porque era da sua vontade ou de algum familiar, quando morressem, serem cremados.

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“É um bom investimento para o concelho”, realça Jorge Faria, destacando a criação de três a quatro postos de trabalho.

Os investidores Mário Sequeira e Paula Henriques explicam que a ideia surgiu há cerca de três anos. Fizeram um estudo de mercado e avançaram com o projeto que inicialmente era para ser concretizado em Torres Novas, mas devido a dificuldades em se encontrar um terreno adequado não avançou. “Apresentámos o projeto ao município do Entroncamento que o abraçou e nos facultou a possibilidade da concessão. É com grande satisfação que aqui estamos hoje”, disse Mário Sequeira.

O equipamento foi concessionado, num modelo de conceção, construção e exploração, por 30 anos à empresa Pleaseantdedication Lda, gerida por Mário Sequeira, que por estes dias recebe os agentes funerários da região para apresentar o espaço e as suas funcionalidades.

Momento do descerramento da lápide inaugural. Foto: mediotejo.net

Os participantes na inauguração tiveram oportunidade de visitar as instalações, compostas por um espaço de receção, sala de velação, sala de despedida, forno (em cujo espaço está uma árvore desenhada simbolizando a continuidade) e a sala técnica onde se encontra uma câmara frigorífica, além da garagem por onde entram os carros funerários.

Segundo a explicação dada pelos promotores, cada cremação demora cerca de duas horas e é um processo menos penoso e mais barato para as famílias. É que, com a cremação evitam-se os custos com os covatos, o enterramento, a campa, a remoção das ossadas passados uns anos, entre outras tarefas.

No final de cada cremação é entregue à família um pote com as cinzas do falecido. Logo ali no jardim ao lado, há um cendrário, onde os familiares podem depositar as cinzas ou em alternativa colocar o pote no columbário, junto à entrada.

A cremação é uma tendência crescente nesta área. Garante Mário Sequeira que em Lisboa a taxa de cremação já é superior à taxa de inumação.

Questionado sobre a concorrência dos crematórios de Almeirim (recentemente inaugurado) ou de Santarém (em fase de conclusão), o investidor está confiante até porque “é uma área que está a evoluir”.

“A história da Covid-19 fez com que as pessoas percebessem que as cremações não são tão pesadas como parecem, é uma situação muito mais leve”, garante, reforçando a ideia do menor custo deste processo.

Mário Sequeira e Paula Henriques mostram-se confiantes no seu investimento. “Temos boas expectativas, achamos que vai correr bem”, concluem.

 

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