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Quinta-feira, Julho 29, 2021

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Entroncamento | Henrique Leal (BE) lança o desafio: “e porque não?”

O Bloco de Esquerda do Entroncamento apresentou a sua candidatura autárquica este sábado, dia 24, no Estúdio 121 e contou com o apoio presencial de Catarina Martins. Henrique Leal é o cabeça de lista e o primeiro discurso oficial começou com um desafio à população do concelho para o próximo dia 1 de outubro: “e porque não?”.

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A coordenadora nacional do partido esteve ao lado dos candidatos Henrique Leal, à Câmara Municipal, Carlos Matias, à Assembleia Municipal, Manuel Borrego, à Junta de Freguesia de São João Batista, e Maria do Céu Carvalho, à Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, defendendo que o “voto útil é o que vem da convicção”.

A atuação musical com Ricardo Costa deu lugar às intervenções dos candidatos e de Catarina Martins para quem “as autarquias não podem ser a política dos pequeninos”, defendendo uma “verdadeira” política de proximidade num discurso marcado pelos incêndios que assolaram o país na última semana e no qual defendeu a urgência de perceber o que falhou e de travar a “liberalização” do eucalipto.

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Catarina Martins. Foto: mediotejo.net

Manuel Borrego e Maria do Céu Carvalho foram os primeiros a intervir, tendo o operador de máquinas e ferramentas da EMEF e a professora de educação especial salientado a necessidade de mudar a cidade do Entroncamento. Seguiu-se Carlos Matias, que destacou no seu discurso a exclusão do resto da vereação das tomadas de decisão do atual executivo de Jorge Faria, a falta de respeito pelos trabalhadores da autarquia e a necessidade da Assembleia Municipal deixar de ser “uma simples câmara de eco”.

Ao mediotejo.net, o vereador do Bloco de Esquerda reiterou a “frustração” sentida nos últimos anos em que “foi prometido muito e feito muito pouco”, acrescentando que a justificação do atraso dos fundos comunitários não é aceitável porque “isso era mais do que previsível” e que a inclusão do “epílogo” com “projetos para este ano” no relatório de atividades e de contas de 2016 “é a confissão de que não fez nada ou que fez pouco”.

Carlos Matias. Foto: mediotejo.net

O deputado parlamentar destacou ainda que não foram feitos “projetos essenciais” e criticou a “degradação da limpeza da cidade, dos espaços públicos”. A redução da dívida foi reconhecida, mas relembrou que o BE votou contra a contratação do PAEL e que Jaime Ramos, candidato do PSD à Câmara Municipal, também “reconheceu que não era necessário”, levando a “cortes importantes às associações e às coletividades”.

Henrique Leal centrou a sua intervenção nos projetos que o Bloco de Esquerda pretende avançar caso seja eleito. Pegando na frase com que começou a sua intervenção, “e porque não?”, questionámos o antigo docente sobre o que o levou a regressar à vida política do concelho, tendo o historiador respondido que foi o facto de “termos 40 anos de poder local democrático e temos vindo a ficar enjoados, a comer mais do mesmo”.

Candidatos do BE às eleições autárquicas com Catarina Martins. Foto. mediotejo.net

Para o candidato à Câmara Municipal, o “falso rotativismo” do PS e do PSD levaram a que “a cidade se descaraterizasse e tivesse vindo a perder gás, a perder a vida que chegou a ter em décadas passadas”. O programa eleitoral avançado na tarde de sábado abrange desde uma nova esquadra para a PSP à revitalização do tecido empresarial, passando pelo Orçamento Participativo, o passe social entre Lisboa e o Entroncamento, a requalificação do Bairro Frederico Ulrich ou a criação da Casa da Juventude.

A prioridade é a passagem pedonal superior na estação ferroviária que, nas suas palavras, merece “uma solução viável e de conforto mínimo para quem a utiliza” e colmate “as condições degradantes”. Outros projetos destacados são a nova biblioteca que, diz, “chegou a ter um projeto aprovado daqui a pouco há vinte anos” e a necessidade de existir “uma sala de espetáculos condigna com a cidade que somos” pelo que “o cineteatro [Cine-Teatro S. João] tem que avançar já”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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