Entroncamento | Governo vai investir na ferrovia, CGD e freguesias em stand-by

Foto: mediotejo.net

O Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, esteve no Entroncamento na noite da passada sexta-feira, dia 20, para um debate sobre a governação socialista. A iniciativa organizada pelo Gabinete de Estudos da Federação Distrital do Partido Socialista teve lugar no Centro Cultural e trouxe boas notícias para o concelho anfitrião sobre o investimento previsto na ferrovia e rodovia. Menos boas foram as recebidas pelos concelhos vizinhos de Alcanena e Vila Nova da Barquinha sobre os horários da Caixa Geral de Depósitos e a reorganização administrativa.

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O Gabinete de Estudos da Federação Distrital do Partido Socialista, coordenado pelo deputado Hugo Costa, promoveu o debate “A Governação do Partido Socialista” esta sexta-feira com a presença de Pedro Nuno Santos, Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. Pedro Nuno Santos juntou-se aos autarcas, militantes e simpatizantes da região que encheram o Centro Cultural do Entroncamento numa noite fria para fazer uma retrospetiva dos primeiros 14 meses de Governo Socialista, discutir problemas atuais e conhecer alguns passos futuros.

O Secretário de Estado esteve ladeado por Carlos Amaro, Presidente da Comissão Política Concelhia do Entroncamento, Jorge Faria, presidente da Câmara Municipal do Entroncamento, Hugo Costa, deputado da Assembleia da República, Maria da Luz Lopes, presidente do Departamento Federativo das Mulheres Socialistas de Santarém e Mário Balsa, que representou a Federação de Santarém devido à indisponibilidade do seu presidente, António Gameiro.

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O Centro Cultural ficou cheio com autarcas, militantes e simpatizantes do Partido Socialista. Foto: mediotejo.net

Além do balanço dos primeiros 14 meses do Governo de António Costa que, segundo Pedro Nuno Santos, ultrapassou a “desconfiança” inicial entre PS, BE, PCP e PEV e se tornou num “governo sólido e estável”, foram apresentadas algumas medidas futuras que poderão ter impacto na região. Uma vez ultrapassados os atrasos nos fundos comunitários, foi destacado o “aumento de 20%” dos investimentos públicos “grande parte dele dirigido para a ferrovia” e que a cidade do Entroncamento usufruirá “indiretamente desta aposta”.

A notícia foi bem recebida pelo presidente do concelho anfitrião do debate, Jorge Faria, assim como o anúncio de que se encontra, igualmente, previsto o investimento na rodovia, ainda que “muito curto”, nas ligações de zonas industriais a eixos rodoviários, como a prevista entre o terminal de contentores à A23. Notícia menos positivas tiveram os presidentes das Câmara Municipais de Alcanena e Vila Nova da Barquinha, Fernanda Asseiceira e Fernando Freire, que questionaram o Secretário de Estado sobre o processo de reorganização administrativa e a redução de horários da Caixa Geral de Depósitos.

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A autarca de Alcanena salientou que a reorganização administrativa será “complicada” no seu município e questionou sobre a abertura do processo antes das eleições autárquicas. Pedro Nuno Santos que confirmou que a questão das freguesias “não vai ser pacífica” e será lançada depois das eleições autárquicas, contra a vontade do PCP e alguns presidentes de câmara pois “é perigoso” mistura-la com as eleições.

Fernando Freire foi um dos autarcas do Médio Tejo presentes no debate. Foto: mediotejo.net

Na sua intervenção, Fernando Freire destacou o trabalho desenvolvido na questão dos caudais mínimos e poluição no rio Tejo com a apresentação do relatório da Comissão de Acompanhamento da Poluição do rio Tejo, assim como a recente redução dos horários da Caixa Geral de Depósitos que afetam cinco concelhos do Médio Tejo (Alcanena, Constância, Sardoal, Ferreira do Zêzere e Vila Nova da Barquinha), referindo ser “completamente inadmissível que o Governo mantenha esta situação”.

Em resposta ao segundo tema, Pedro Nuno Santos referiu que “não vai ser uma tarefa fácil” na medida em que a “recapitalização 100% pública do banco” foi uma “vitória”, mas que “Bruxelas exigiu um plano de reestruturação que vai mexer na rede” de balcões. O Secretário de Estado concluiu dizendo que existe “o sério risco” de alguns territórios ficarem sem qualquer agência.

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