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Segunda-feira, Outubro 18, 2021

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Entroncamento | Funcionários municipais e Bairro Camões em destaque no aniversário do concelho (c/ fotogaleria)

O programa comemorativo do 73º aniversário do concelho do Entroncamento, que começou no passado dia 17 e termina este domingo, dia 25, teve um dos seus pontos altos este sábado, dia 24, nas diversas atividades agendadas para a data da efeméride. O hastear da bandeira marcou o arranque de uma manhã na cidade dos comboios em que os funcionários municipais e o legado ferroviário tiveram destaque em momentos institucionais e culturais.

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O programa deste sábado arrancou pelas 09h30, hora em que a comitiva oficial e cidadãos marcaram presença no hastear das Bandeiras Municipal e Nacional pelas 09h30 junto ao edifício dos Paços do Concelho, no Largo José Duarte Coelho. O momento contou com a participação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento (AHBVE) e a música do Orfeão do Entroncamento e da Associação Filarmónica do Entroncamento.

A última acompanhou os convidados até ao Centro Cultural do Entroncamento, onde decorreram as restantes iniciativas da manhã e brindou-os com mais duas atuações. Entre eles, encontravam-se elementos do executivo camarário, representantes de entidades civis e militares, o Secretário Executivo da CIM do Médio Tejo, Miguel Pombeiro, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, Fernando Freire, e três antigos presidentes da autarquia, António Cardoso, José Cunha e Jaime Ramos.

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Início das cerimómias oficiais deste sábado. Foto: mediotejo.net

Juntamente com o público, assistiram à sessão solene marcada pela atribuição da Medalha Municipal de Serviço Público a 26 funcionários municipais que completaram entre 15 a mais de 35 anos de serviço (sete de grau bronze, quatro de grau prata e 15 de grau ouro). Seguiram-se os discursos do presidente da Assembleia Municipal, Luís Filipe Antunes, e do presidente da Câmara Municipal, Jorge Faria (PS), tendo o primeiro começado por destacar os “fundadores” José Duarte Coelho e Eugénio Dias Poitout.

O presidente da Assembleia Municipal focou a sua intervenção na lei quadro que transfere as competências para as autarquias, apontando-a como “uma oportunidade” para a realização de “uma descentralização efetiva” que reduza as assimetrias regionais e que deve ser aproveitada com “ousadia” de modo a responder aos desafios e ir “além do interesse local” sem depender da “generosidade” do poder central.

Homenagem aos funcionários municipais. Foto: mediotejo.net

Por sua vez, o presidente da autarquia enumerou diversas ações desenvolvidas pelo executivo com o objetivo de tornar o Entroncamento num “concelho com vida” e “uma cidade para as pessoas”. A criação da nova zona logística e industrial e da nova esquadra da PSP encontram-se entre os projetos que irão implicar um investimento municipal situado pelo autarca nos 5,5 milhões de euros, aos quais se junta a requalificação da Zona Industrial, com início previsto para a próxima semana.

Os momentos institucionais deram lugar aos culturais com a conferência que juntou os arquitetos João Paulo Martins e Ana Rita Venda, da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FAUL), e a historiadora Manuela Poitout para falar sobre o legado ferroviário no concelho. O centro cultural esteve cheio nas comunicações em que os dois primeiros oradores abordaram “A Arte de Cottinelli Telmo no Entroncamento” e a terceira se focou nos “Bairros Ferroviários” da cidade.

Conferência sobre o legado ferroviário no Entroncamento. Foto: mediotejo.net

A conferência terminou com uma breve intervenção de Jorge Faria em que este salientou “o ADN comum” do Entroncamento e da ferrovia e foi o legado ferroviário no concelho que teve destaque nos instantes seguintes com a assinatura de quatro protocolos que simbolizam o primeiro passo oficial para a aguardada reabilitação do Bairro Camões e da Escola Camões, assinados pela Câmara Municipal do Entroncamento, a IP Património e a cooperativa Camõescoop.

O momento foi caracterizado por Carlos Fernandes, presidente da IP Património, como o arranque da “viagem de requalificação” do património ferroviário do Entroncamento e Carlos Ferreira, presidente da Camõescoop, cooperativa de habitação responsável pela requalificação das 32 habitações do Bairro Camões, referiu que, ao contrário do anunciado, as inscrições na cooperativa – que permitem a compra das casas no bairro ferroviário projetado por Cottinelli Telmo e Luís da Cunha em 1926 – ainda não vão arrancar, estando a ser aceites pré-inscrições.

Um dos momentos da assinatura dos contratos respeitantes ao Bairro e Escola Camões. Foto: mediotejo.net

Uma vez assinados os protocolos que envolvem, igualmente, a requalificação dos arruamentos do Bairro Camões, o processo de avaliação das casas vai ter início em breve e o fim do prazo da empreitada foi apontado para 2021, sendo indicada a hipótese do processo passar a abranger, no futuro, o Bairro da Vila Verde. No que respeita à Escola Camões, Jorge Faria referiu que o município se encontra à procura de parceiros para que o antigo estabelecimento de ensino ganhe nova vida.

O Bairro Camões continuou a ser o centro das atenções na última iniciativa da manhã deste sábado, com a inauguração da exposição “Bairro Camões – Memórias do Tempo”, que reúne 16 obras de pintura de Isabel Fonseca. A artista natural de Asseiceira, concelho de Tomar, passou a juventude no Entroncamento e partilha as memórias associadas a este bairro ferroviário na mostra que pode ser visitada na Galeria Municipal até ao próximo dia 9 de dezembro.

O programa comemorativo do 73º aniversário também inclui, neste sábado, um dia de porta abertas do Museu Nacional Ferroviário, o final da Taça de Portugal em Dança nas modalidades de Desportiva, Standard e Latinas, até às 23h00, no Pavilhão Desportivo Municipal, e o concerto do grupo Ciro Cruz Quartet no Centro Cultural, pelas 21h30. O mesmo palco recebe, a partir das 15h30 de domingo, dia 25, a peça de teatro infantil “A menina que detestava livros”.

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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